progressão

"Welcome back my friends to the show that never ends"

Paola Domingues

"Seja ela, a liberdade, com todas as suas formas descritas, a mais válida talvez seja a música, que ultrapassa o tempo e o espaço, as dimensões e o raciocínio, penetra e expande para onde quer que você decida estar".

Aprendendo a me despedir...

Pra onde as coisas vão quando nos despedimos delas?


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Enfim chegamos na reta final de 2013, não é mesmo? Vejam só... Parece que foi ontem que eu estava sentada com meu pai, tomando a última taça de espumante enquanto todos iam se despedindo, indo para suas casas... suas casas.

Muitas foram as despedidas esse ano. Algumas foram pra sempre, outras talvez me retornem com um "olá", outras ainda estarão circulando por aí, indo e vindo, a vida não dita regras. Regras... talvez seja um dos hábitos que tenho tentado me despedir. Porque não há regra quando se trata de outro ser humano, nunca podemos definir uma pessoa pelo que ela realmente é somente por suas atitudes, nunca podemos criar expectativas como se o destino estivesse definido.

A se despedir do que me faz mal... Como isso é difícil, não é mesmo?! As frases de efeito do Facebook são boas nisso. Vejo aos montes. São sinceras, mas difíceis de colocarmos em prática porque temos a esperança de que por algum milagre as coisas se resolverão, e nessa cegueira do dia a dia perdemos oportunidades únicas em nossas vidas. Sabe por que não nos despedimos? Ah sim, outra coisa que eu preciso dar "adeus": O medo! Temos medo de ficarmos sozinhos, de não sermos compreendidos, de não nos encontrarmos mais. O medo nos torna covardes, jogados à própria sorte, como sombras que vagam no vazio.

As vezes a gente consegue! Se despede daquilo que nos faz mal, dá as costas, segue a vida, cabeça erguida, triunfante!!! Mas daí erramos novamente porque não deixamos de olhar para o passado. É outra coisa que tenho que aprender a me despedir. Talvez a mais importante delas: o passado! O passado é como a chuva que vemos ao longe... quando estamos debaixo da chuva, todo encharcado, na maioria das vezes não achamos graça alguma! Quando, numa oportunidade, vemos a chuva caindo ao longe, formando um belo arco-íris, ficamos admirados com tamanha delicadeza da natureza. "O passado, olhando agora até que não me parece tão ruim"... e assim ficamos presos nos malditos questionamentos do "e se". Já diria meu tio: plantei um pé de "se", nasceu um pé de "quase".

Quando era criança, certa vez minha mãe me disse que o Bethoven, nosso cão, estava se despedindo enquanto agonizava. Foi o fim do mundo pra mim ao ver meu cãozinho falecer, achei que a vida já não tinha mais sentido aos oito anos de idade (esperasse pra ver a complicação que é agora). A minha mãe me disse: ele vai pra um lugar melhor". Independente de religião ou se eu acreditava que exista um céu para cães, aquilo me confortou: um lugar melhor, logo, ele estará mais feliz que aqui, que agora.

Talvez essa afirmação possa ser uma verdade em nossas vidas: quando nos despedimos, vamos pra um lugar melhor!


Paola Domingues

"Seja ela, a liberdade, com todas as suas formas descritas, a mais válida talvez seja a música, que ultrapassa o tempo e o espaço, as dimensões e o raciocínio, penetra e expande para onde quer que você decida estar"..
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