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"Welcome back my friends to the show that never ends"

Paola Domingues

"Seja ela, a liberdade, com todas as suas formas descritas, a mais válida talvez seja a música, que ultrapassa o tempo e o espaço, as dimensões e o raciocínio, penetra e expande para onde quer que você decida estar".

Pink Floyd a moda da Casa

A mistura do rock progressivo da banda britânica de Cambridge com o ritmo brasileiro do samba e da Bossa. Será que essa mistura "dá liga"? Vem conferir.


Na última sexta-feira, 10 de janeiro, fui conferir o espetáculo In the Flesh: Kaoll interpreta Pink Floyd no SESC de São José dos Campos - SP.

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Sabendo do que iria encontrar por lá, fui preparada. Um trabalho de Tributo ou Interpretação não é uma missão fácil, se tratando de Pink Floyd, a responsabilidade é ainda maior. Não por conta do status Pink Floyd, mas por tratar-se de um grupo que viveu a época do experimentalismo e por isso, a complexidade das composições.

Não sei como poderia descrever, mas o Kaoll tirou isso de letra. O espetáculo instrumental foi de uma perfeição inenarrável. A abertura tinha fundamento cronológico e percorreu alguns álbuns do Pink Floyd, dentre eles "The Piper at the Gates of Dawn", "A Saucerful of Secrets", "Obscured by Clouds", "The Dark Side of the Moon", "Wish you were Here" e "The Wall". Aliás, esta ordem trouxe dois pontos relevates na minha opinião: a primeira é a possibilidade de explorar a história da banda, contando aos expectadores sua formação e diversidades durante a carreira; a segunda, a possibilidade de explorar álbuns "menos conhecidos", os que ainda possuíam a assinatura de Barrett.

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"Confesso que se tratando de qualquer coisa provinda com inspirações de Pink Floyd, meu coração se enche de esperança e de desconfiança ao mesmo tempo. Já vi algumas apresentações bem fracassadas. O grupo instrumental Kaoll conseguiu arrancar lágrimas de emoção e felicidade de meus olhos..."

Os músicos Bruno Moscatiello (Guitarrista), Yuri (Flauta), Dokter Leo (Bateria) e Gabriel Catanzaro (Contrabaixo) trouxeram o revigorante rock progressivo repaginado, contemporâneo e por quê não dizer “abrasileirado”, bem “a moda da casa”, misturando bossa nova, samba e até marchinha de carnaval... Marchinha de Carnaval isso mesmo:

A participação de Camile Kerr fez toda diferença no palco. Sua expressão e sua belíssima voz vieram pra somar o trabalho do quarteto. A versão do "Another Brick in the Wall" também capta o jazz contemporâneo.

Além das composições de Floyd, o grupo apresentou duas músicas de sua autoria que seguem o mesmo estilo instrumental, um trabalho excepcional que pegarei para estudar a fundo.

Para quem quiser cohecer um pouco mais sobre a banda, acesse: http://kaoll.com


Paola Domingues

"Seja ela, a liberdade, com todas as suas formas descritas, a mais válida talvez seja a música, que ultrapassa o tempo e o espaço, as dimensões e o raciocínio, penetra e expande para onde quer que você decida estar"..
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