progressão

"Welcome back my friends to the show that never ends"

Paola Domingues

"Seja ela, a liberdade, com todas as suas formas descritas, a mais válida talvez seja a música, que ultrapassa o tempo e o espaço, as dimensões e o raciocínio, penetra e expande para onde quer que você decida estar".

Como Roger Waters, ex-Pink Floyd, virou o último grande roqueiro ativista

A matéria de Kiko Nogueira, postada no site Diário do Centro do Mundo, me chamou bastante atenção e me fez pensar. Gostaria de convidá-lo para conhecer um pouco mais sobre este ícone da música e da arte e os pensamentos que regem seus ideais.


Roger Waters possui um ideal, ideal este que se transformou no fenômeno mundial "The Wall", reflexo de seu ídolo e pai. Com os ensinamentos que ele herdou, sua intenção vai além de apresentações de estruturas gigantescas. Ele quer passar uma mensagem. Confira:

roger-waters-graffiti-2.jpg

Roger Waters, o ex-baixista do Pink Floyd, é hoje o último roqueiro ativista num mundo dominado por gatos gordos ex-alcoólatras com implantes de cabelo fazendo turnês para sustentar filhos ilegítimos.

Waters é o inimigo público número um de Israel. Tem protestado, em shows e outras oportunidades, contra o que é feito aos palestinos e o que chama de apartheid no Oriente Médio. Já se referiu aos muros dos assentamentos de colonos como “obscenidades que deviam ser derrubadas”.

Chegou a usar uma estrela de Davi, junto com símbolos de regimes totalitários à direita e à esquerda, num boneco inflável de um porco numa apresentação. “Você pode atacar a política de Israel sem ser anti-judeu…”, diz ele. “É como afirmar que, se você falar mal dos Estados Unidos, está sendo anti-cristão. Eu sou crítico da ocupação da terra palestina como é feita hoje, totalmente ilegal segundo as leis internacionais, e da maneira como as pessoas estão sendo mantidas em guetos. Não tem nada a ver com religião”.

Há alguns anos, acabou entrando num movimento que defende boicotes e sanções. Pichou os muros dos colonos. Recorreu às memórias paternas para se defender. “Meu pai morreu lutando contra os nazistas. Antes disso, ensinou história em Jerusalém. Faleceu na Itália em 1944, lutando contra a ameaça do nazismo. Não venham pregar sobre anti-semitismo ou direitos humanos para mim”.

A última briga de Roger Waters é com outro gigante: os Rolling Stones. Ao saber que os Stones vão tocar em Israel pela primeira vez, convocou seu amigo Nick Mason — os dois fundadores sobreviventes do Pink Floyd — e escreveu uma carta.

“Pedimos para as bandas que pretendem tocar em Israel que reconsiderem. É o equivalente moral a se apresentar em Sun City no auge do apartheid sul- africano”. Os shows serão usados para encobrir um regime “injusto e racista”.

“Estamos nos aproximando do ponto de inflexão na consciência global em que a negação dos direitos dos palestinos terá um impacto devastador sobre gerações e eles precisam do nosso apoio agora mais do que nunca.”

Os Rolling Stones confirmaram as datas e pouquíssimos grupos e cantores se solidarizaram com Waters. Mas não faz muita diferença. A causa é justa e o rock precisa de um chato talentoso para movimentar a cena.

Fonte: Diário do centro do Mundo Sobre o autor: Kiko Nogueira: Diretor-adjunto do Diário do Centro do Mundo. Jornalista e músico. Foi fundador e diretor de redação da Revista Alfa; editor da Veja São Paulo; diretor de redação da Viagem e Turismo e do Guia Quatro Rodas.


Paola Domingues

"Seja ela, a liberdade, com todas as suas formas descritas, a mais válida talvez seja a música, que ultrapassa o tempo e o espaço, as dimensões e o raciocínio, penetra e expande para onde quer que você decida estar"..
Saiba como escrever na obvious.
version 1/s/musica// @destaque, @hplounge, @obvious, @obvioushp //Paola Domingues