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"Welcome back my friends to the show that never ends"

Paola Domingues

"Seja ela, a liberdade, com todas as suas formas descritas, a mais válida talvez seja a música, que ultrapassa o tempo e o espaço, as dimensões e o raciocínio, penetra e expande para onde quer que você decida estar".

Quando Quentin Tarantino “meteu o pé” na visão do Cinema Mundial

Quentin Tarantino indiscutivelmente é um dos melhores diretores do Cinema Mundial. Ele desmembrou tabus e renovou o conceito do que é Cinema Independente. O “cara meteu o pé” e apostou tudo o que tinha no que viria ser um sucesso categórico do cinema: Pulp Fiction.


Nessa semana, mais precisamente segunda-feira dia 12, o filme Pulp Fiction comemora 20 anos da premiação da Palma de Ouro de Cannes, mudando de vez o cenário da indústria cinematográfica.

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Nem mesmo Taratino acreditava que seria o vencedor do prêmio. Concorrendo com o trabalho realizado pelo diretor Krzysztof Kieslowski, Quentin Tarantino apostava ainda que conseguiria o título de melhor roteiro, mas, para a surpresa de todos, Pulp Fiction ganhou o cenário da noite, sendo aludido por vigorosas palmas de uns e indignação de outros.

tumblr_n5leadHbXn1t93kn2o1_400.gif A realidade é que os filmes de Tarantino sempre me impressionaram pelo engajamento histórico que foge daquele roteiro previsível de um casal, um amor e um triste fim. Há trama, há incógnitas e isso é o que me prende ao roteiro. Tarantino trabalhou muito bem essas questões em todas as suas histórias.

Não citarei filme a filme pois acredito que os caros leitores sabem bem do que estou falando. Acontece aqui uma obrigatoriedade do leitor de ter em sua lista de filmes prediletos, Pulp Fiction – e mais filmes deste Diretor-.

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O que muitos talvez não saibam é que a ideia foi tão brilhante que mudou o conceito de cinema mundial, afinal estamos falando de um projeto de filme independente que custou cerca de R$ 8 milhões e que faturou mais de R$ 200 milhões, graças também ao produtor Harvey Weinstein, da Miramax, que acreditou no trabalho de Tarantino.

“Pulp Fiction” rompeu moldes e rótulos. Os que separavam cinema de cultura pop, o independente da massa, o excelente do escabroso. E ao fazê-lo, deixou boquiaberto tanto o público como a crítica” – Magdalena Tsanis para o Vale

Em minha opinião, Tarantino faz virar ouro tudo que toca. Todos os roteiros trabalhados por ele são excepcionais, imersos em diferentes referências cinematográficas que se complementam. Suas extravagâncias traz a percepção que aquilo não é real, e por não ser real, não precisa ser tratado como tal. Por outro lado, trabalha a realidade nos diálogos e nas fotografias, que não seguem um formato linear, aproximando do que constantemente acontece em nossas conversações.

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O curta “Tarantino´s Mind” (Mente de Tarantino) , interpretado pelos brasileiros Seu Jorge e Selton Mello, traz uma brilhante filosofia sobre a ligação dos filmes de Tarantino. Observe que o diálogo entre os dois (Selton e Seu Jorge) segue meio “desconexo”, como citado, uma das características do trabalho do diretor. Há quem diga que a ideia discutida no curta tem total lógica.

A nova produção

A nova última – e polêmica – produção de Tarantino está entre a “cruz e a caldeirinha”. Após roteiro do filme “The Hateful Eight” ter vazado na internet pelo site “Gawker”, Quentin Tarantino alegou não levar mais a frente o projeto.

Ambientada no século IXX, a história de "The hateful eight" gira em torno de um grupo de caçadores que transportam prisioneiros. Embora tudo indique que Tarantino não vá mesmo levar o filme às telas, ele não abandonou completamente o projeto.

Especuladores alegam ser apenas jogada de marketing, já que mês passado o diretor realizou uma leitura pública do novo filme num teatro em Los Angeles, com a participação e interpretação de atores como Samuel L. Jackson e Tim Roth. A crítica desta apresentação foi muito boa, recebendo comparações aos clássicos de Tarantino como “Cães de aluguel”.

A nós fãs do diretor, resta-nos esperar e cruzar os dedos para que Tarantino mude de ideia e decida seguir em frente com “The Hateful Eight”.

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Fonte: O Vale O Globo


Paola Domingues

"Seja ela, a liberdade, com todas as suas formas descritas, a mais válida talvez seja a música, que ultrapassa o tempo e o espaço, as dimensões e o raciocínio, penetra e expande para onde quer que você decida estar"..
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