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"Welcome back my friends to the show that never ends"

Paola Domingues

"Seja ela, a liberdade, com todas as suas formas descritas, a mais válida talvez seja a música, que ultrapassa o tempo e o espaço, as dimensões e o raciocínio, penetra e expande para onde quer que você decida estar".

Adeus Brando

Completando 10 anos de morte, Marlon Brando é considerado um dos ícones mundiais do cinema e um exemplo ativista pela luta da igualdade social.


The Godfather.jpg "Amizade é tudo. Amizade é mais do que talento, mais que o Governo, é quase igual a uma família" - Frase em "O Poderoso Chefão" (1972)

Falar em Marlon Brando logo me vem a memória sua perfeita atuação como Vito Corleone. Queixo acetuado, gato no colo, exclamando palavras sábias, cheias de racionalismo. Filme baseado na literatura de Mario Puzo, "O Poderoso Chefão (The Godfather)" de 1972 que efervesceu as telas do cinema mundial com a interpretação magnífica de Brando, digna de Oscar, o qual foi rejeitado pelo ator, que indicou para receber em seu lugar, uma ativista descendente de índios americanos.

598662-030ec532-a080-11e3-a562-7581a373430e.jpg Entrega do Oscar: "The Godfather" - uma nativa indígena recebe o prêmio no lugar do premiado Marlon Brando

Aliás, esta também é uma de suas características. Um homem preocupado em ajudar as minorias e menos favorecidos. Participou de várias reuniões e grupos ativistas, buscando sempre a igualdade social no seu país e no mundo.

Apesar de seu coração grande, Marlon Brando não obteve sucesso em seus relacionamentos. Sua primeira mulher foi Anna Kashfi. Em seguida, foi a vez da atriz Movita Castaneda e finalmente a nativa de Bora Bora, Tarita Teriipia. Entre elas, incontáveis romances e relações fracassadas.

jeniss.blogspot.pt.jpg Num momento em família com a esposa Tarita, de Bora Bora, recanto do ator.

Falar de Brando é falar de um antes e um depois na história do cinema. Todas as estrelas posteriores beberam dele, de James Dean a Paul Newman, de Robert De Niro a Sean Penn, de Al Pacino a Gene Hackman. Seu legado é tal que não há um só intérprete que não use Brando como referência. O cinema, com ele, abraçou o risco. A imersão na psicologia do personagem até o sofrimento, abandonando técnicas mais tradicionais para oferecer uma interpretação o mais real possível.

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Quem não se recorda da cena magnifica de Vito Corleone combalido ao encontrar com a situação de seu filho Sony, desfigurado a balas. A postura de alguém poderoso que não se deixa derrotar nem nos momentos mais difíceis. Sonny-morto.jpg Imagem dos bastidores da gravação da morte de Sonny em The Godfather. Atores descontraídos antes da incorporação à grande cena.

Marlon Brando tem, comprovadamente o título de gênio da atuação cinematográfica, com indicações em todos os seus trabalhos: o duplo ganhador do Oscar (“Sindicato de Ladrões”, 1954, e “O Poderoso Chefão”, 1972) que fez do “método” sua forma de vida e que protagonizou obras memoráveis como “Uma Rua Chamada Pecado” (1951), “Viva Zapata!” (1952), “Júlio César” (1953), “Sayonara” (1957), “O Último Tango em Paris” (1972) e “Assassinato Sob Custódia” (1989).

Marlon-Brando.jpg Incorporação do personagem: uma imagem transfigurada para receber o papel do maior Mafioso de todos os tempos

Sou suspeita para falar do trabalho deste ator que é consagrado pelo mundo. De uma forma mais intimista, pessoal, o tenho como referência indesvensilhável do livro que carrego como filosofia de vida: The Godfather, ou como conhecemos, O Poderoso Chefão.

Al-Pacino-Marlon-Brando-James-Caan-e.jpg Vito Corleone e seus filhos: Mike, Santino e Fred, no casamento da filha Connie

Mario Puzo deve ter se orgulhado em ter um ator desta magnificência para protagonizar o papel de Vito Corleone, um italiano que fugiu ainda criança de sua província e que chegou sozinho nos Estados Unidos para ganhar a vida. Vivia de forma pacata até conhecer as transações clandestinas, o estelionato italiano e a impunidade da lei. Vito Corleone sempre lhe oferecerá uma oferta a qual não recusará, e essa famosa frase é uma dentre tantas que Marlon Brando enxuga para si dos pensamentos de Puzo, em sua interpretação.

Marlon Brando em suas muitas facetas artísticas, a verdadeira é aquela que mais me impressiona. Sua atitude como ser humano, de compadecer das problemáticas sociais e utilizar de toda sua influência para cooperar com ações ativistas. Obviamente não poderia deixar de citar minha profunda admiração por sua incorporação artística, capaz de emocionar e conquistar seus expectadores, alcançando o íntimo de nós.

Um talento que ecoa emite sua vivacidade, mesmo após uma década de sua morte.

Fonte: O Vale


Paola Domingues

"Seja ela, a liberdade, com todas as suas formas descritas, a mais válida talvez seja a música, que ultrapassa o tempo e o espaço, as dimensões e o raciocínio, penetra e expande para onde quer que você decida estar"..
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