pseudalopex

O pensador impõe, o sonhador obedece.

Haylane Rodrigues

Eu sou filha da lua, da tribo de Ártemis

O Barão

Quem manda aqui é Ele!


Inspirado na obra de Branquinho da Fonseca, o filme diz-se uma produção fantasma supostamente realizada e proibida durante a Segunda Guerra Mundial por retratar um tirano: O Barão. Tanto o livro como o filme realizado por Edgar Pêra conduz o leitor-espectador por vias noturnas, hipnóticas e indefinidas até o castelo onde reina o Barão, sua Tuna assombrada e Idalina, uma daquelas mulheres a quem os homens temem. O Barão é um aparente vampiro envolto em todo um mistério, mas o homem-javali (ou como ele mesmo diz-se: "uma pura besta") é um idealista profundamente apaixonado, aprisionado em um amor inatingível (ou em uma utopia alcançável). As oscilações de humor são um marco, por isso, o áudio é um espetáculo à parte: sons de passos e de músicos, de gritos e da noite.

Expressionismo português! Terror Castiço!

«Independência e sossego, possibilidade de fazer a vida como seja a nosso gosto! São os meus ideais impossíveis. Um velho solar de paredes que tenham vivido muito mais do que eu, dessas paredes que têm fantasmas, e em volta um grande parque de velhas árvores, com recantos onde nunca vai ninguém. Viver o tumulto das grandes cidades e depois o silêncio, a solidão desses paraísos abandonados há muitos anos, onde encontramos com não sei que inquietação, como quem desembarca numa ilha desconhecida... Ah! Isso sim, é que me dava outras possibilidades de ser, de compreender e de ir pelo meu caminho. Mas não. Porque se luta, então, para conquistar um caminho que se sabe que não é nosso? Somos nós próprios que traímos a nossa vida.» - FONSECA, Branquinho. O Barão. 4ª Ed. Portugal: Publicações Europa-América, 1997.


Haylane Rodrigues

Eu sou filha da lua, da tribo de Ártemis.
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