questionando histórias

Pois quem nos move são as nossas perguntas

Leandro Dupré Cardoso

Se você leu até o final eu lhe agradeço. É um bom sinal cujo real caminho desconheço. Mas espero que, afinal, ele te leve a um novo começo.

As Quimeras da Guerra

Tensão, fome, luta pela sobrevivência. Com um mundo em ruínas, a racionalidade deixa de ser uma vantagem humana. Os instintos animais florescem, o egoísmo se torna uma marca inevitável de garantia da própria vida acima de tudo. Os constantes conflitos fazem do exército a instituição mais influente do globo. Mas somente os guerreiros mais virtuosos é que poderão efetivamente mudar o curso da humanidade.


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Como será a humanidade no ano de 2139? Quais serão os seus hábitos, sua cultura, sua forma de vida? Segundo Ricardo A. S. Santos no livro de ficção científica “As Quimeras da Guerra”, os humanos tradicionais estarão condenados. A menos que você possua um bom rifle de plasma entre as mãos, sua vida vai se tornar a fuga de abrigo em abrigo para se proteger dos monstros mutantes que se multiplicaram sem controle. Isso caso você já não tenha se tornado mais um deles, obviamente.

A história se baseia no fato de que no ano de 2098 teria eclodido a guerra nuclear que devastou o mundo que conhecemos. A radiação se espalhou globalmente e quando os contaminados não morrem pela sua ação, na maioria das vezes passam por mutações gritantes que os transformam em seres corpulentos e animalescos. Além de ficarem com uma marcante vontade de saborear a carne humana.

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Contudo, as explicações dessas contaminações ainda são muito sombrias. Principalmente porque, após 2098, o conceito de nação perdeu muito do seu valor logo que o exército se uniu em escala mundial para se tornar a mais importante instituição a governar a humanidade. Afinal, são eles que constituíram as bases onde os humanos podem viver com algum sossego e são eles que fazem a vigilância contra a invasão de hordas de monstros famintos. Estaria o exército realizando experiências premeditadas para aumentar o seu poder? Estaria criando mutantes mais avançados para manter a população cada vez mais acuada e dependente de uma milagrosa instituição protetora que cria o veneno para depois se vangloriar por criar o próprio remédio?

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Fato é que as feras estão evoluindo prodigiosamente. Essas novas espécies estão com cada vez mais força, agilidade e até a capacidade de regeneração de membros perdidos. E a esperança da população não está no exército e suas ações duvidosas, mas num pequeno grupo rebelde que, mesmo com escassos recursos, vem atingindo importantes vitórias: são os chamados “Dogs”, que possuem como principal expoente o sargento ex-líder do pelotão da morte, Marcus Sedric.

Marcus é um guerreiro que perdeu os pais ainda criança para a luta contra os monstros. Foi então que decidiu se alistar para o treinamento militar que incluía testes com novas drogas fortalecedoras a fim de se tornar capaz de cumprir sua vingança pessoal contra essas aberrações. Isso o fez um líder frio, sem piedade. Até psicopata.

Mas é a sua fúria descontrolada que o faz sobreviver e ficar mais forte após cada batalha. É também ela que o faz descobrir segredos que estavam muito além de sua compreensão, incluindo mistérios sobre o seu passado e até seres estranhos que procuram alterar o curso da história da humanidade. Mas seria para evitar o caos instalado ou simplesmente para impor a sua própria ordem?

Afinal, Marcus não tem muita noção se suas atitudes auxiliam ou atrapalham a população. Mas o rapaz nem se preocupa com isso: ele segue seu próprio senso de justiça, simplesmente obedece aos seus instintos. Seu destino é guerrear e todos os seus sentidos se desenvolvem para isso. Mas as Quimeras da Guerra sabem bem o que fazem. Nada acontece por acaso. Não existem coincidências uma vez que as Quimeras é que oferecem o caminho e os recursos para que seus indicados cumpram uma missão ainda maior.


Leandro Dupré Cardoso

Se você leu até o final eu lhe agradeço. É um bom sinal cujo real caminho desconheço. Mas espero que, afinal, ele te leve a um novo começo. .
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