questionando histórias

Pois quem nos move são as nossas perguntas

Leandro Dupré Cardoso

Se você leu até o final eu lhe agradeço. É um bom sinal cujo real caminho desconheço. Mas espero que, afinal, ele te leve a um novo começo.

Atam-vos nós


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Vida líquida,

Lago que vaza sem se conter.

Aspirantes do futuro

Que não veem o presente correr.

Sem atinar,

Sem se atentar,

Sem tempo.

Mas a essência não mente:

Apesar de parecerem ausentes

Lá estão os laços,

Os nós que nos atam

Na mesma casca de noz.

Verdade oculta.

Semente sepulta.

Como encontrá-la?

Como fazer crescer

As raízes que se atrofiaram em segredo?

Ouvidos bem atentos,

Ideias sem julgamento,

Para poder escutar bem baixinho

Este grito do meio do nada:

Tudo depende de voz.

Voz que ressoa em empatia uníssona.

Vós que se unistes pelo mesmo ressoar.

Voz que emana as profundezas da alma.

Vós que elevastes o sentido da vida.

Sem penar,

Sem pesar,

Sem pressa.

Nós que aqui estamos por voz esperamos.

Vós nos buscais em nós.

Nós vos libertam a voz.

Não havia de ser diferente

Dado que vivemos sob a mesma casca de noz.

Nós que aqui estamos por vós sempre operamos.


Leandro Dupré Cardoso

Se você leu até o final eu lhe agradeço. É um bom sinal cujo real caminho desconheço. Mas espero que, afinal, ele te leve a um novo começo. .
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