rascunhos

Descrevendo a parte em busca do todo.

Jorge A. Barbosa

Mais do mesmo!

Engraçdo como nesse país vivemos repetições da mesma história. Tentam dar ênfase do 'novo' e de que tudo será diferente, mas na verdade nunca criam algo transformador.


trabalhador-do-zoologico-acident-1024x672.jpg Baixo crescimento econômico. Aumento dos combustíveis. Aumento da taxa de juros (afetando créditos), não reajuste da tabela de imposto de renda levando mais pessoas a serem mordidas (por que não trucidadas) com os dentes afiados do leão. Algumas indústrias demitindo sob alegação de cortes e reajustes na linha de produção. Em Recife – para não ficar tão abstrato – logo nos primeiros dias denúncias de superlotação no Hospital Getúlio Vargas, no presídios rebelião que vitimou um servidor público e dois detentos. No Agreste e Sertão problemas eternos com a falta de água. Rumores de tristes perspectiva de corte nos repasses à prefeituras – a exemplo Serra Talhada, Limoeiro e Moreno que cancelaram gastos para o carnaval 2015 (embora não veja como problema).

Questões estruturais en passant, por que as velhas persistem: baixa qualidade do transporte público (ou seria privada mesmo?!), problemas com a qualidade da educação pública - muito embora tenho consciência que muitos acham o contrário – saúde pública que sangra diante de uma estrutura quebrada. Não vou falar dos políticos corruptos - até porque não há problemas com os políticos e, nem com as instituições. Embora a maioria discorde, os problemas que vivenciamos na última greve da polícia militar, aquele tensão e os distúrbios demonstra o Ethos de uma sociedade que não assumiu a respirabilidade de cuidar si e da COMUnidade. É a maldita cordialidade – tão bem ilustrada por Sérgio Buarque – que faz pactuarmos com pequenos subterfúgios às regras de boa convivência, seguir as regras institucionais pode significar acumular inimigos. Exemplo: Furar a fila de banco quando encontra um conhecido, “dá pra pagar isso? É só uma conta”; ou ainda motoristas que furam o sinal de trânsito – porque se acham mais portadores de direitos que os pedestres – isto sem falar dos carros estacionados em cima da calçada -, ainda sobre essas bizarrices cordiais lembro de ter ouvido de alguns que ‘ter amizade’, ou ter alguém conhecido em algum departamento é super importante para agilizar sua necessidade; quem não conhece o ditado: “aos amigos tudo, aos inimigos a lei”, pra terminar por que não lembra de umas das leis - que todas as vezes que leio fico impressionado com tamanha genialidade: “Antes de entrar no elevador, verifique se o mesmo encontra-se parado neste andar” (acho que é mais ou menos isso).

Bom! Não quero ser mais chato, do que estou sendo. Para tudo isso quero dizer apenas, não acontece nada demais, a não ser a velha repetição “de mais do mesmo”. Não estou afirmando que não melhoramos, muito pelo contrário, temos mudanças importantes - que são, inclusive, estruturais. Um das cenas mais fantásticas que pude presenciar foi uma mãe muito feliz porque a filha tinha conseguido uma vaga para o curso de jornalismo na UNICAP, estava tão feliz que não conseguia concentrar-se atrás do balcão da padaria que trabalhava. Isso acontece quando há política de Estado – como um direito que acontece. Tudo que se lê e assiste sobre a conjuntura atual, penso que será mais do mesmo. Não se pode negar, obviamente, as dificuldades para muitos vindo na forma triste do desemprego, no entanto, consequência de um modelo de economia do qual o próprio Karl Marx já preconizava no século XIX: “burguesia cavando sua própria cova”. Claro! Não estamos numa cova, é apenas um clico que se repete. O problema é: até quando?


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