Carolina Vila Nova

Brasileira, 41 anos, formada em Tecnologia em Processamento de Dados, pós-graduada em Gestão Estratégica de Pessoas. Atua numa multinacional na área administrativa como profissão. Escritora, colunista e roteirista por paixão. Poliglota. Autora de doze livros publicados de forma independente pelo Amazon, além de quatro roteiros para filme registrados na Biblioteca Nacional. Colunista no próprio site www.carolinavilanova.com e vários outros na internet.
Youtuber no canal Carolina Vila Nova, que tem como objetivo divulgar e falar sobre as matérias do próprio site.


Carolina Vila Nova é autora dos seguintes livros:

"Minha vida na Alemanha" (Autobiografia),
"A dor de Joana" (Romance),
"Carolina nua" (Crônicas),
"Carolina nua outra vez" (Crônicas),
"Vamos vida, me surpreenda!" (Crônicas),
"As várias mortes de Amanda" (Romance),
"O dia em que os gatos andaram de avião" (Infantil),
"O milagre da vida" (Crônicas),
"O beijo que dei em meu pai" (Crônicas),
"Nosso Alzheimer" (Romance) e
"Quero um amor assim" (Crônicas).

Todos disponíveis no site www.amazon.com e www.amazon.com.br
Mais matérias e informações em: www.carolinavilanova.com

Abrindo a porta

O que alguns segundos podem representar, quando se trata do amor incondicional?
Segundos mudam o humor, o sentimento, o dia.
Apenas um segundo pode mudar uma vida inteira...


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Já em quase seus vinte anos de idade, meu filho não fica mais em casa. Viaja e vive como melhor for. É difícil a saudade e a falta de convivência. Mas como cobrar presença de alguém que deve viver sua vida?

Hoje ele voltou pra casa. Abri a porta olhando pelo vão estreito que se fez pela pouca abertura. E lá estava ele, no alto de seus quase um metro e noventa, lindo, moreno com um sorriso espetacular único.

Ele não gosta de elogios. Como mãe, ando sempre me contendo. Mas desde que ele se tornou adolescente, não consigo deixar de admirar sua beleza tão incomum. E apesar de toda apreciação que tenho por sua aparência, sei que o que mais me toca é o poder de sua alma. Desde pequeno, Gabriel já era especial, mais quietinho e na dele, sempre entretido em seu mundo particular: de brinquedos, gatos e coleções.

Quando deixou de ser criança se fechou um pouco mais, passou por mudanças difíceis em sua vida, que lhe trouxeram algumas dores. Com elas, o amadurecimento. Não que precisasse, pois o menino sempre esteve à frente de sua idade. Até demais.

Com quinze anos foi à psicóloga. Por fim ela me disse: “Quem me dera ter pacientes como seu filho. Tão seguro de si e tão correto. Só me preocupa mesmo é alguém tão jovem se preocupar com a concentração na escola…”. É …, Gabriel era tão perfeccionista que sofria com as exigências sobre si mesmo. Afinal, porque sentia que tinha que ser tão perfeito?

O tempo foi passando e novas mudanças vieram, mais algumas dores e mais uma boa dose para sua maturidade. Chegou o tempo da universidade e do trabalho. Lindo como o que, até fez alguns trabalhos com sua aparência. Longe de exaltar-se por sua beleza, aceitou fazer trabalhos como modelo. Mas gosta mais de seu trabalho como professor de alemão.

Confuso como a maioria dos mortais, ainda busca se encontrar na vida e na profissão. Filho de uma mãe, que levou trinta e seis anos para descobrir que queria ser escritora, torço que sua descoberta venha bem mais cedo. E o encontro consigo mesmo também.

Nunca conheci alguém tão jovem, já tão altruísta e espiritualista. Enquanto eu, em minha juventude, aproveitava as festas e delícias da mocidade, meu filho busca sua razão de viver de forma muito mais profunda. Muitas vezes eu o disse: “Gostaria de ajudar você, mas não sei como”. Professora de tantos jovens, nunca conheci antes alguém como este “meu”. Ele é único, e é diferente sim.

Na perfeição de sua beleza, que tanto chama a atenção alheia, seu brilho se confunde com sua busca. Para a maioria, assim como pra mim, acho que deve ser de difícil compreensão. Como alguém tão perfeito pode buscar algo mais para se sentir feliz? Como pode não se satisfazer em festas e bagunça como a maioria? Ele não. Ele busca uma paz interior que necessita algo mais, algo que eu mesma ainda não compreendi. Mas sei que irá encontrar.

A quantidade de orgulho que sinto, não sou capaz de dimensionar em palavras. Elas me fogem dos dedos, assim como meus olhos se perdem em seu rosto. Minha voz abaixa de tom com sua imponente presença. E meu ser se dobra, diante do amor que me invade.

O amor e o orgulho são tantos, que simplesmente não cabem dentro de mim.

E tudo isso eu pensei e senti abrindo a porta…

Demos um abraço e eu fui embora.


Carolina Vila Nova

Brasileira, 41 anos, formada em Tecnologia em Processamento de Dados, pós-graduada em Gestão Estratégica de Pessoas. Atua numa multinacional na área administrativa como profissão. Escritora, colunista e roteirista por paixão. Poliglota. Autora de doze livros publicados de forma independente pelo Amazon, além de quatro roteiros para filme registrados na Biblioteca Nacional. Colunista no próprio site www.carolinavilanova.com e vários outros na internet. Youtuber no canal Carolina Vila Nova, que tem como objetivo divulgar e falar sobre as matérias do próprio site. Carolina Vila Nova é autora dos seguintes livros: "Minha vida na Alemanha" (Autobiografia), "A dor de Joana" (Romance), "Carolina nua" (Crônicas), "Carolina nua outra vez" (Crônicas), "Vamos vida, me surpreenda!" (Crônicas), "As várias mortes de Amanda" (Romance), "O dia em que os gatos andaram de avião" (Infantil), "O milagre da vida" (Crônicas), "O beijo que dei em meu pai" (Crônicas), "Nosso Alzheimer" (Romance) e "Quero um amor assim" (Crônicas). Todos disponíveis no site www.amazon.com e www.amazon.com.br Mais matérias e informações em: www.carolinavilanova.com.
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