Carolina Vila Nova

Brasileira, 41 anos, formada em Tecnologia em Processamento de Dados, pós-graduada em Gestão Estratégica de Pessoas. Atua numa multinacional na área administrativa como profissão. Escritora, colunista e roteirista por paixão. Poliglota. Autora de doze livros publicados de forma independente pelo Amazon, além de quatro roteiros para filme registrados na Biblioteca Nacional. Colunista no próprio site www.carolinavilanova.com e vários outros na internet.
Youtuber no canal Carolina Vila Nova, que tem como objetivo divulgar e falar sobre as matérias do próprio site.


Carolina Vila Nova é autora dos seguintes livros:

"Minha vida na Alemanha" (Autobiografia),
"A dor de Joana" (Romance),
"Carolina nua" (Crônicas),
"Carolina nua outra vez" (Crônicas),
"Vamos vida, me surpreenda!" (Crônicas),
"As várias mortes de Amanda" (Romance),
"O dia em que os gatos andaram de avião" (Infantil),
"O milagre da vida" (Crônicas),
"O beijo que dei em meu pai" (Crônicas),
"Nosso Alzheimer" (Romance) e
"Quero um amor assim" (Crônicas).

Todos disponíveis no site www.amazon.com e www.amazon.com.br
Mais matérias e informações em: www.carolinavilanova.com

Beckham na Amazônia

Ladies and Gentlemen, I introduce you the real Mister Beckham!
Your pleasure!


beckham into the unknown2.jpg

Avessa ao fanatismo pelo futebol e todo o glamour e riqueza à sua volta, também não sou torcedora de time algum, não conheço a maioria dos jogadores e nem me apetece a ideia de qualquer coisa que se aproxime deste mundo. Talvez por isso mesmo, não resisti, quando vi meu filho começando a ver um filme com o jogador inglês David Beckham, que se intitulava: “David Beckham into the unknown” (David Beckham rumo ao desconhecido).

Alienada do mundo futebolístico, minha imagem de David era apenas uma mistura das suas fotos com cuecas Calvin Klein e muitas outras ao lado de sua esposa Victoria Beckham. E apesar de sua inegável beleza, o jogador nunca me chamou maior atenção. Tenho que confessar que a futilidade do guarda-roupa da Sra. Beckham e toda sua preocupação em volta de tal assunto eram o que se sobressaíam para mim. E pronto: lá estava um julgamento desnecessário, uma vez que pré-julguei o casal pelo bom gosto em excesso da cônjuge por roupas boas e caras.

O filme logo de imediato mostra um homem comum por trás da celebridade. Me prendeu a atenção instantaneamente. Nem por um segundo o filme tentou mostrar o corpo sarado de David ou uma imagem do tipo. O documentário também não é sobre a Amazônia, ou ainda sobre a aldeia Ianomâmi, já que os visitantes passam alguns dias no local. Mas o filme mostra uma celebridade em busca de um refúgio: um lugar no mundo, onde ele pudesse ser simplesmente ele mesmo.

Beckham fica feliz ao não ser reconhecido. Ele faz reflexões e confissões sobre seu egoísmo com a família na época da copa. O pai que se emociona com cartinhas dos filhos escondidas em sua mala. Coloca fotos de cada membro da família ao lado de sua cama. Fica sete dias sem tomar banho e come com as mãos sem nenhum pudor. Sim, senhoras e senhores, Mister David Beckham bebe suco em potes sujos junto com habitantes da aldeia Ianomâmi, sem nenhum momento pestanejar. Passa por situações que ele mesmo decidiu passar e desejou vivenciar.

O senhor inglês aos trinta e oito anos de idade vivencia uma crise pela sua aposentadoria no futebol. Fica claro no filme: um homem em busca de si mesmo. O longa não tem nada demais, pouco se vê da Amazônia e da cultura de nosso país, mas muito se vê da simplicidade escondida atrás do mundo de glamour que a mídia é capaz de criar sobre uma pessoa.

A verdade é que não há muito o que se falar do filme. Mas muito do ser humano David. Eu que sou uma antítese viva desse mundo, que me parece ser rodeado de futilidade e mentira, me apaixonei pelo caráter e personalidade de uma celebridade que nem foi exibida no filme.

Para os fãs de Beckham, acredito ser um grande presente. Para aqueles, que como eu, são também contrários ao glamour exagerado e atenção exacerbada dada a esse tipo de pessoa, será no mínimo uma grande e bela surpresa.

Os noventa minutos de documentário não fala quase nada de futebol, não tem futilidades, roupas caras e chiques ou fotógrafos, mas o melhor que um ser humano pode ter em sua essência: o pai que sente saudade dos filhos, a pessoa que está aberta ao desconhecido e que se surpreende com a simplicidade alheia.

David Beckham é apaixonado pelo Brasil, mostra suas impressões de cada gesto nosso, seja numa favela, numa praia jogando futebol de areia ou numa aldeia indígena.

No lugar de Mister Beckham eu pagaria para não fazer a maioria do que ele fez, me fazendo desejar pedir desculpas pela imagem que eu tinha do mesmo. Se pudesse o parabenizaria. Não pela qualidade de seu futebol ou sua beleza nas cuecas Calvin Klein. Mas no caráter excepcional e simples que ele consegue manter, mesmo em um mundo tão estranho ao que ele mesmo parece ser.

Nice to meet you Mister Beckham!

Trailer:

Beckham into the unknown

beckham.jpg

Averse to fanaticism for football and all the glamor and wealth around, I am not a fan of any team, I do not know most of the players and not like the idea of anything that comes close to this world. Perhaps for this reason, I could not resist when I saw my son starting to watch a movie with the English player David Beckham, which was entitled: "David Beckham into the unknown".

Alienated from football world, my image of David was just a mix of his pictures with Calvin Klein underwear and many others next to his wife Victoria Beckham. And despite his undeniable beauty, the player never got more attention from me. I must confess that the futility of the wardrobe of Mrs. Beckham and her whole concern around this subject were what stood out for me. That's it: there was an unnecessary judgment, once I pre-judged the couple for the good taste in excess of the spouse for good and expensive clothes.

The film right away shows a common man behind the celebrity. It caught my attention instantly. Not for a second the film tried to show the hot body of David or a picture like that. The documentary is not about the Amazon, or about the Yanomami village, once the visitors spend a few days there. But the film shows a celebrity looking for a escape: a place in the world where he could just be himself.

Beckham is happy to not be recognized. He makes reflections and confessions about his selfishness with his family at the time of the World´s Cup. The father who is touched by little letters of his children hidden in his suitcase. He puts photos of each family member next to his bed. He stays seven days without a shower and eats with his hands without any shame. Yes, ladies and gentlemen, Mister David Beckham drinks a juice in a dirty pot along with villagers Yanomami, without hesitate. Goes through situations that he decided to go and he wished to experience.

The thirty-eight years old English experiences a crisis for his retirement in football. It is clear in the movie: a man looking for himself. The film has no big deal, it shows few of Amazon and few of our culture, but we see a lot of the hidden simplicity behind the glamor world that the media is able to create about a person.

The truth is that there is not much to talk about the film. But much of the human being David. For me, a living antithesis of this world, which seems to be surrounded by futility and lie, I fell in love with the character and personality of the celebrity which is not showed in the film.

For fans of Beckham, I think is a great gift. For those, like me, which are also contrary to the exaggerated glamor and heightened attention to such person, shall be at least a large and beautiful surprise.

The ninety-minutes documentary almost does not talk about football, no trifles, expensive and chic clothes or photographers, but the best a man can have in his essence: the father who misses his children, the person who is open to the unknown and is surprised by the simplicity of others.

David Beckham is in love with Brazil, shows his impressions of our every gesture, in a slum, a beach playing beach soccer or in an Indian village.

Instead of Mister Beckham I would pay to not do most of what he did, making me wish to apologize for the image I had of him before. If I could I would congratulate him. Not for the quality of his football or his beauty in the Calvin Klein underwear. But for the exceptional and simple character that he can maintain, even in a world so foreign to what he appears to be.

Nice to meet you Mr. Beckham!


Carolina Vila Nova

Brasileira, 41 anos, formada em Tecnologia em Processamento de Dados, pós-graduada em Gestão Estratégica de Pessoas. Atua numa multinacional na área administrativa como profissão. Escritora, colunista e roteirista por paixão. Poliglota. Autora de doze livros publicados de forma independente pelo Amazon, além de quatro roteiros para filme registrados na Biblioteca Nacional. Colunista no próprio site www.carolinavilanova.com e vários outros na internet. Youtuber no canal Carolina Vila Nova, que tem como objetivo divulgar e falar sobre as matérias do próprio site. Carolina Vila Nova é autora dos seguintes livros: "Minha vida na Alemanha" (Autobiografia), "A dor de Joana" (Romance), "Carolina nua" (Crônicas), "Carolina nua outra vez" (Crônicas), "Vamos vida, me surpreenda!" (Crônicas), "As várias mortes de Amanda" (Romance), "O dia em que os gatos andaram de avião" (Infantil), "O milagre da vida" (Crônicas), "O beijo que dei em meu pai" (Crônicas), "Nosso Alzheimer" (Romance) e "Quero um amor assim" (Crônicas). Todos disponíveis no site www.amazon.com e www.amazon.com.br Mais matérias e informações em: www.carolinavilanova.com.
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