Carolina Vila Nova

Brasileira, 41 anos, formada em Tecnologia em Processamento de Dados, pós-graduada em Gestão Estratégica de Pessoas. Atua numa multinacional na área administrativa como profissão. Escritora, colunista e roteirista por paixão. Poliglota. Autora de doze livros publicados de forma independente pelo Amazon, além de quatro roteiros para filme registrados na Biblioteca Nacional. Colunista no próprio site www.carolinavilanova.com e vários outros na internet.
Youtuber no canal Carolina Vila Nova, que tem como objetivo divulgar e falar sobre as matérias do próprio site.


Carolina Vila Nova é autora dos seguintes livros:

"Minha vida na Alemanha" (Autobiografia),
"A dor de Joana" (Romance),
"Carolina nua" (Crônicas),
"Carolina nua outra vez" (Crônicas),
"Vamos vida, me surpreenda!" (Crônicas),
"As várias mortes de Amanda" (Romance),
"O dia em que os gatos andaram de avião" (Infantil),
"O milagre da vida" (Crônicas),
"O beijo que dei em meu pai" (Crônicas),
"Nosso Alzheimer" (Romance) e
"Quero um amor assim" (Crônicas).

Todos disponíveis no site www.amazon.com e www.amazon.com.br
Mais matérias e informações em: www.carolinavilanova.com

Galinha, puta ou biscate?

Afinal, é correto definir uma mulher através de termos tão pejorativos?
Se desejamos uma sociedade evoluída e livre, nao devemos começar por nós mesmas: mulheres?
Não aceitando mais e, principalmente, não rotulando, nem por um instante, aquela que a nós se assemelha.
Mulher é mulher.
E ponto.


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Na última semana, duas de minhas postagens causaram polêmica entre meus seguidores. Uma delas era uma entrevista com uma prostituta aposentada, que falava da simplicidade e naturalidade com que a palavra “puta” deveria ser tratada. A outra era um texto com o polêmico título: “A diferença entre gostar de mulher e gostar de xoxota”, que nada mais era, do que um texto muito bem escrito por uma mulher, sobre o fracasso da maioria dos homens na forma de perceber seu sexo oposto. Do meu ponto de vista, era um texto de amor: de quem escreveu, para com ela mesma e sobre o que deveria ser o amor de verdade. Enfim... Algumas pessoas estranharam o título da obra e nem sequer abriram para ver do que se tratava. E ainda criticaram.

Sei que algumas palavras assustam, não soam bem: puta, xoxota, biscate, galinha, vaca e por aí vai. Mas o que mais me assusta é o tom em que essas palavras são usadas, os momentos, por quem e para quem. Me dói muito, quando essas palavras saem da boca de uma mulher se referindo à outra.

Nascidas numa sociedade machista, somos educadas e induzidas a valores como: virgindade, recato e frigidez, ao mesmo tempo em que devemos esbanjar apelo sexual, haja vista nossas músicas, danças e vestimentas. Desde cedo, percebi a importância dada por meninas em se ter apenas um homem, dois ou no máximo três. O medo de ser julgada pelo número de parceiros assombrava a adolescência alheia, enquanto os meninos se refastelavam “comendo” o maior número possível de meninas. Triste contradição: os “comedores” das meninas eram os mesmos que as julgavam depois.

Não há como tirar todo esse preconceito e hipocrisia da cabeça de meninas tão jovens e sem experiência. Ainda com a falta de conceitos não formados com a experiência de vida: o “sofrer na pele para se entender”. Mas após a vida adulta, não é possível mais aceitar esse tipo de violência psicológica contra a mulher. Nem partindo de homens e menos ainda de outras mulheres.

Um homem pode ter quantas mulheres ele achar que deve ter. E a mulher da mesma forma. Se ela quer ter um ou mil, isso faz parte da história dela, da sua vivência, das experiências que precisa ter em sua vida para se encontrar: como pessoa, como mulher, como ser humano.

Todos buscamos amor e realizações, e seguimos um caminho que é nosso e de mais ninguém. Alguns se perdem nas drogas, outros no sexo, outros na rigidez com o próximo, outros na hipocrisia, na avareza, no roubo e por aí vai. Todos temos um ponto fraco ou mais a ser trabalho e superado durante a vida. Ninguém tem nada a ver com isso, a não ser que seja para um amparo e um caminhar junto, de mãos dadas.

Há de se levar em consideração, que para cada ser humano existe uma forma de amar, que foi aprendida na infância. E aquele ou aquela que não foi verdadeiramente amado; ou ainda, foi introduzido à sexualidade precocemente, terá tendência a ver no sexo a sua forma de encontrar o amor. Muitas vezes um homem ou uma mulher que busca a sexualidade intensamente, está apenas buscando ser amado (a).

Vivemos um século de ansiedade, quando o que mais procuramos é amor, e o que mais há é justamente a falta dele. Uma mulher não tem que ser julgada por sua sexualidade. Nem um homem. Nem ninguém.

Mas pior do que qualquer julgamento masculino, o que já é preconceituoso, injusto e egoísta, é o da própria mulher para com outra mulher. Quando uma mulher chama a outra de biscate, puta ou galinha está certificando para a sociedade o que aprendeu com a hipocrisia da mesma: “Eu não posso, ela também não pode”. Quando o verdadeiro discurso deveria ser: “Isso é problema dela. Talvez ela só esteja procurando um amor de verdade”.

Lembrando que muitas mulheres em primeiro lugar são traídas, iludidas por tantos homens ou apenas por um, mas de forma tão intensa, que por consequência, desejam se vingar da “raça”. Acabam assimilando seus comportamentos, seja por vingança, seja para se proteger do próximo vilão de sua história.

Biologicamente sabemos que o homem tende a procurar o maior número de mulheres possíveis. Enquanto que a mulher busca pelo melhor. Infelizmente, muitas vezes, o “melhor” de suas vidas tem sido seus piores carrascos já na adolescência, mostrando que amor nada mais é do que “comê-las”, ir embora e falar mal delas em seguida pelas costas.

Mulher é muito mais do que um órgão sexual. Mulher é um ser sagrado, que possui o dom da vida. Muito percorremos para finalmente entender o que é amor, o que é a ilusão do amor e o que realmente vale a pena ser chamado de amor. Antes de sermos biscates porque “demos” para mais de um ou dois, somos mulheres que sofremos na pele a dor de ser traída ou iludida por um homem, que pensávamos ser para a vida toda. A inocência feminina tem sido assassinada cedo demais, a “porradas” e facadas violentas, lentamente. Não é justo que nós mulheres, punamos nós mesmas com tantos julgamentos hipócritas e maléficos.

Atualmente eu só me refiro a uma única mulher como “vaca”, e isso não tem nada a ver com a sua vida sexual, a qual desconheço totalmente. Esta pessoa possui caráter bastante detestável. Ainda assim, acredito que devo parar de fazer isso e também me desculpar com as vacas, que até onde eu sei, não possuem tal caráter.

No mais, galinha, puta ou biscate?

Nenhum.

Mulher é mulher e ponto final.


Carolina Vila Nova

Brasileira, 41 anos, formada em Tecnologia em Processamento de Dados, pós-graduada em Gestão Estratégica de Pessoas. Atua numa multinacional na área administrativa como profissão. Escritora, colunista e roteirista por paixão. Poliglota. Autora de doze livros publicados de forma independente pelo Amazon, além de quatro roteiros para filme registrados na Biblioteca Nacional. Colunista no próprio site www.carolinavilanova.com e vários outros na internet. Youtuber no canal Carolina Vila Nova, que tem como objetivo divulgar e falar sobre as matérias do próprio site. Carolina Vila Nova é autora dos seguintes livros: "Minha vida na Alemanha" (Autobiografia), "A dor de Joana" (Romance), "Carolina nua" (Crônicas), "Carolina nua outra vez" (Crônicas), "Vamos vida, me surpreenda!" (Crônicas), "As várias mortes de Amanda" (Romance), "O dia em que os gatos andaram de avião" (Infantil), "O milagre da vida" (Crônicas), "O beijo que dei em meu pai" (Crônicas), "Nosso Alzheimer" (Romance) e "Quero um amor assim" (Crônicas). Todos disponíveis no site www.amazon.com e www.amazon.com.br Mais matérias e informações em: www.carolinavilanova.com.
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