Carolina Vila Nova

Brasileira, 41 anos, formada em Tecnologia em Processamento de Dados, pós-graduada em Gestão Estratégica de Pessoas. Atua numa multinacional na área administrativa como profissão. Escritora, colunista e roteirista por paixão. Poliglota. Autora de doze livros publicados de forma independente pelo Amazon, além de quatro roteiros para filme registrados na Biblioteca Nacional. Colunista no próprio site www.carolinavilanova.com e vários outros na internet.
Youtuber no canal Carolina Vila Nova, que tem como objetivo divulgar e falar sobre as matérias do próprio site.


Carolina Vila Nova é autora dos seguintes livros:

"Minha vida na Alemanha" (Autobiografia),
"A dor de Joana" (Romance),
"Carolina nua" (Crônicas),
"Carolina nua outra vez" (Crônicas),
"Vamos vida, me surpreenda!" (Crônicas),
"As várias mortes de Amanda" (Romance),
"O dia em que os gatos andaram de avião" (Infantil),
"O milagre da vida" (Crônicas),
"O beijo que dei em meu pai" (Crônicas),
"Nosso Alzheimer" (Romance) e
"Quero um amor assim" (Crônicas).

Todos disponíveis no site www.amazon.com e www.amazon.com.br
Mais matérias e informações em: www.carolinavilanova.com

Relatos Selvagens

O que você faria se descobrisse, que a pessoa com quem acaba de se casar, traiu você várias vezes com uma convidada que está na sua festa de casamento? E pior: ela é bem mais linda do que você. Ou, como você reagiria se pudesse preparar a comida daquele que foi responsável pela morte de seu pai?
"Relatos Selvagens" é um convite à mais profunda reflexão sobre a nossa necessidade de vingança!
Genial e hilário!


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Depois de um dos meus melhores amigos me perguntar vezes seguidas, se eu já tinha ido assistir “Relatos Selvagens”, eu finalmente fui conferir o longa argentino. Já em sua última sala, do último cinema em exibição em Curitiba, eu dei a sorte de seguir sua indicação.

“Relatos Selvagens” é hilariante, simplesmente genial!

Começa com uma das seis pequenas histórias: várias pessoas dentro de um avião, que não coincidentemente, percebem serem todas conhecidas de um personagem que nem aparece no filme: Gabriel Pasternak. A conversa começa despretensiosamente entre uma ex-namorada de Gabriel e um crítico de música. Tal crítico havia sido responsável pela eliminação do personagem em importantíssimo concurso. Em seguida, outra pessoa se manifesta como também conhecendo Gabriel, e assim por diante: um professor, um amigo, seu psiquiatra etc. Todos no avião eram conhecidos do Sr. Pasternak. E então os passageiros desesperadamente percebem que não estavam naquele avião por acaso. A aeromoça chega chorando e informa que o piloto do avião é ninguém mais, ninguém menos que o próprio. A cena termina congelada com o avião em frente a um casal de idosos em seu jardim de uma casa de campo. Certo é que todos morreriam na explosão de tal colisão.

A cena e a história são hilárias. As curtas narrações ocorrem de forma rápida, sutil, inteligente e engraçadíssima.

Apesar de eu já ter descrito a primeira história, vale a pena cada segundo da película. Entre uma narração e outra, fica clara a mensagem do filme: vingança!

Nós, seres humanos, somos seres naturalmente vingativos. Não engolimos aquilo que é indigesto. E apesar do conselho de Cristo: “Ofereça-lhe a outra face”, quase nenhum de nós tem realmente capacidade para tal. Do meu ponto de vista, isto nada mais é do que uma necessidade de equilíbrio. Sim! Equilíbrio.

Veja: se alguém na minha família me ofende, eu sinto necessidade de revidar sim. Não é apenas uma pessoa envolvida, mas toda a imagem daquela ofensa perante o meu sistema familiar. Eu revido de alguma forma: através de uma conversa, uma atitude ou reclamação, tentando restabelecer o equilíbrio existente naquele meio. O mesmo ocorre no ambiente de trabalho. Se alguém é injusto comigo, eu devo demonstrar que não aceito tal atitude, senão outros, da mesma forma, poderão agir comigo. Então, eu revido. Sempre pode vir a ser algo mesquinho (apenas falo mal desta pessoa, por exemplo) ou construtivo: converso e reclamo com a pessoa envolvida. Num relacionamento amoroso, flui da mesma forma. Caso contrário, sempre haverá um que leva o relacionamento nas costas, enquanto o outro se esbalda por fora.

Vingança é uma palavra que pode parecer pesada, mas ela só é assim, quando se trata de uma forma de reagir pior em relação à primeira ação que foi feita. Se falamos aqui de alguém com inteligência e boas intenções, a vingança será aquilo que resgata o equilíbrio numa determinada relação, seja a dois ou a mais.

“Relatos Selvagens” mostra o nosso lado mais mesquinho e fraco: o agir impulsivamente mediante ações que não gostamos. Há casos como: briga de trânsito, perda de ente querido por agiota, o rico se utilizando do pobre, abuso de sistema governamental e descoberta de traição no dia do casamento.

O que você faria se descobrisse, que a pessoa com quem acaba de casar, traiu você várias vezes com uma convidada que está na sua festa de casamento? E pior: ela é bem mais linda do que você. Ou, como você reagiria se pudesse preparar a comida daquele que foi responsável pela morte de seu pai?

“Relatos Selvagens” mostra situações do dia-a-dia às quais, todos vivenciamos em algum momento. A forma como os personagens reagem é realmente fantástico. Coisas que muitos de nós, realmente gostaríamos de fazer. Um alívio na alma nos colocarmos na pele de alguns personagens. Mas também um momento de profunda reflexão: quando percebemos a atitude mesquinha de uns e outros e nossos risos sobre tudo isso.

Afinal, quem ri com os relatos literalmente selvagens, ri também de si mesmo.

Selvagem seria não rir.

Trailer:


Carolina Vila Nova

Brasileira, 41 anos, formada em Tecnologia em Processamento de Dados, pós-graduada em Gestão Estratégica de Pessoas. Atua numa multinacional na área administrativa como profissão. Escritora, colunista e roteirista por paixão. Poliglota. Autora de doze livros publicados de forma independente pelo Amazon, além de quatro roteiros para filme registrados na Biblioteca Nacional. Colunista no próprio site www.carolinavilanova.com e vários outros na internet. Youtuber no canal Carolina Vila Nova, que tem como objetivo divulgar e falar sobre as matérias do próprio site. Carolina Vila Nova é autora dos seguintes livros: "Minha vida na Alemanha" (Autobiografia), "A dor de Joana" (Romance), "Carolina nua" (Crônicas), "Carolina nua outra vez" (Crônicas), "Vamos vida, me surpreenda!" (Crônicas), "As várias mortes de Amanda" (Romance), "O dia em que os gatos andaram de avião" (Infantil), "O milagre da vida" (Crônicas), "O beijo que dei em meu pai" (Crônicas), "Nosso Alzheimer" (Romance) e "Quero um amor assim" (Crônicas). Todos disponíveis no site www.amazon.com e www.amazon.com.br Mais matérias e informações em: www.carolinavilanova.com.
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