Carolina Vila Nova

Brasileira, 41 anos, formada em Tecnologia em Processamento de Dados, pós-graduada em Gestão Estratégica de Pessoas. Atua numa multinacional na área administrativa como profissão. Escritora, colunista e roteirista por paixão. Poliglota. Autora de doze livros publicados de forma independente pelo Amazon, além de quatro roteiros para filme registrados na Biblioteca Nacional. Colunista no próprio site www.carolinavilanova.com e vários outros na internet.
Youtuber no canal Carolina Vila Nova, que tem como objetivo divulgar e falar sobre as matérias do próprio site.


Carolina Vila Nova é autora dos seguintes livros:

"Minha vida na Alemanha" (Autobiografia),
"A dor de Joana" (Romance),
"Carolina nua" (Crônicas),
"Carolina nua outra vez" (Crônicas),
"Vamos vida, me surpreenda!" (Crônicas),
"As várias mortes de Amanda" (Romance),
"O dia em que os gatos andaram de avião" (Infantil),
"O milagre da vida" (Crônicas),
"O beijo que dei em meu pai" (Crônicas),
"Nosso Alzheimer" (Romance) e
"Quero um amor assim" (Crônicas).

Todos disponíveis no site www.amazon.com e www.amazon.com.br
Mais matérias e informações em: www.carolinavilanova.com

Filme: "50 Tons de Cinza"


50 tons de cinza filme.jpg

Mesmo antes da estreia, o filme “50 Tons de Cinza” já veio gerando diversas polêmicas e especulações. Várias matérias publicadas, críticas e até mesmo estatísticas: “O filme poderia ser nocivo às mulheres mais inexperientes ou imaturas”, “O filme deveria ser chato” e “o filme iria aumentar a venda de produtos sadomasoquistas nos sexshops”.

Tendo lido o livro há dois anos, tenho que dizer que me empolguei com a possibilidade de ver o longa. Apesar de achar a ideia de se apanhar de um homem, nada atraente, acreditei que uma superprodução de Hollywood transformaria a história em algo menos brutal para algo mais sensual.

A narração sobre uma moça virgem de vinte e um anos, que conhece um milionário quase que por acaso e em seguida se envolve com o mesmo e seu estilo sadomasoquista, não vem a ser exatamente uma história de amor. É sim uma experiência de desejos e descobertas, e talvez por isso a história seja tão polêmica. Afinal, todos buscamos o amor. Sabemos que todo ser humano tem uma forma diferente de sentir e entender o amor, uma vez que estes sentimentos e conceitos são construídos em cada sistema familiar de forma única. E há quem veja na agressividade uma forma de amor, assim como o filme sugere.

Bem mais rápido e empolgante do que o livro, as cenas de sexo no filme não demoram a acontecer. Diferente da versão impressa, que são necessárias mais de duzentas páginas para os mesmos acontecimentos.

Acredito que, o que chama a atenção das mulheres de verdade nessa história, não tem nada a ver com o sadomasoquismo do Sr. Grey (Senhor Cinza para os mais desavisados), mas o desejo que ele sente e demonstra pela mocinha, a Senhorita Anastasia Steel, ou apenas Ana. É da natureza feminina querer ser desejada, se sentir como tal e ver um homem lutando arduamente por ela. Assim como é da natureza masculina o ter que competir e lutar para se conquistar uma mulher.

Uma mulher se arruma todos os dias para sair de casa, não é apenas para se sentir bonita. Por mais que ela se olhe no espelho e se sinta bem consigo mesma, é no sair às ruas e sentir os olhares alheios, que vai lhe trazer a completude do se sentir uma mulher atraente. É mais do que um planejamento em seus devaneios femininos, mas algo inerente à sua natureza. E quando um homem se esforça para estar ao seu lado, com sua presença, carinhos, telefonemas, presentes e principalmente insistência, aí temos a melhor receita para o sucesso de sua conquista.

Não são as chicotadas ou os tapas do Sr. Grey, que conquistaram milhões de mulheres mundo afora, mas todo o desejo que ele sente por aquela menina quase que sem graça em suas roupas e cabelo desarrumados, somados à sua timidez e introversão.

Se de um lado o Senhor Grey é perfeito, jovem, lindo, bem sucedido, poderoso e intimidador, do outro, temos a menina sem traquejos, bonitinha, sem dinheiro e sem maiores atrativos. A atração entre os dois parece ser a salvação da mocinha, uma vez que parece surpreendente o desejo de um homem tão poderoso para com ela.

Muito há para se falar da história e do filme 50 Tons de Cinza.

Entendo que o mesmo pode ser realmente nocivo para mulheres inexperientes ou para mulheres imaturas. Há quem assista ao filme e não venha a se iludir com a ideia de amor transmitida por ele, mas há os que realmente tentarão imitar o casal no pior que ele apresenta: na sua forma tortuosa de demonstrar o amor, ainda que seja o desejo de apenas um dos protagonistas.

Para quem se lembra do filme “9 semanas e meia de amor” com Kim Basinger e Mickey Rourke, posso afirmar que o filme mais antigo é bem mais atraente e sensual do que “50 Tons”. Sendo o primeiro, apesar de mais antigo, muito mais ousado e erótico. Ambos os filmes mostram uma atração perigosa, sexo ardente e conflitos na forma de amar. Aliás, a cena do gelo de “50 Tons de Cinza” parece uma cópia quase que idêntica de “9 semanas e meia de amor”.

Não há como impedir o desejo de mulheres e meninas em relação ao filme, ao livro e à história de “50 Tons de Cinza”. Se é criticado, rotulado como perigoso e tanto mais, só aumenta toda a instigação que já existe em volta do assunto. O que vale é uma boa dose de bom senso, de tentar se entender o que é o amor de verdade, aquele que vale a pena. Por que nos sentimos tão atraídos por esse tipo de história? Simplesmente porque nós, pobres mortais, passamos a vida buscando o amor verdadeiro e suas chamas.

No mais, um Senhor Grey interpretado por Jamie Dornan já deve fazer valer a pena o ingresso. A menos chamativa Anastasia é interpretada por Dakota Johnson.

Não chega aos pés de “9 semanas e meia de amor”, mas é o que tem pra hoje!

Trailer:


Carolina Vila Nova

Brasileira, 41 anos, formada em Tecnologia em Processamento de Dados, pós-graduada em Gestão Estratégica de Pessoas. Atua numa multinacional na área administrativa como profissão. Escritora, colunista e roteirista por paixão. Poliglota. Autora de doze livros publicados de forma independente pelo Amazon, além de quatro roteiros para filme registrados na Biblioteca Nacional. Colunista no próprio site www.carolinavilanova.com e vários outros na internet. Youtuber no canal Carolina Vila Nova, que tem como objetivo divulgar e falar sobre as matérias do próprio site. Carolina Vila Nova é autora dos seguintes livros: "Minha vida na Alemanha" (Autobiografia), "A dor de Joana" (Romance), "Carolina nua" (Crônicas), "Carolina nua outra vez" (Crônicas), "Vamos vida, me surpreenda!" (Crônicas), "As várias mortes de Amanda" (Romance), "O dia em que os gatos andaram de avião" (Infantil), "O milagre da vida" (Crônicas), "O beijo que dei em meu pai" (Crônicas), "Nosso Alzheimer" (Romance) e "Quero um amor assim" (Crônicas). Todos disponíveis no site www.amazon.com e www.amazon.com.br Mais matérias e informações em: www.carolinavilanova.com.
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