Carolina Vila Nova

Brasileira, 41 anos, formada em Tecnologia em Processamento de Dados, pós-graduada em Gestão Estratégica de Pessoas. Atua numa multinacional na área administrativa como profissão. Escritora, colunista e roteirista por paixão. Poliglota. Autora de doze livros publicados de forma independente pelo Amazon, além de quatro roteiros para filme registrados na Biblioteca Nacional. Colunista no próprio site www.carolinavilanova.com e vários outros na internet.
Youtuber no canal Carolina Vila Nova, que tem como objetivo divulgar e falar sobre as matérias do próprio site.


Carolina Vila Nova é autora dos seguintes livros:

"Minha vida na Alemanha" (Autobiografia),
"A dor de Joana" (Romance),
"Carolina nua" (Crônicas),
"Carolina nua outra vez" (Crônicas),
"Vamos vida, me surpreenda!" (Crônicas),
"As várias mortes de Amanda" (Romance),
"O dia em que os gatos andaram de avião" (Infantil),
"O milagre da vida" (Crônicas),
"O beijo que dei em meu pai" (Crônicas),
"Nosso Alzheimer" (Romance) e
"Quero um amor assim" (Crônicas).

Todos disponíveis no site www.amazon.com e www.amazon.com.br
Mais matérias e informações em: www.carolinavilanova.com

A social no banheiro

Afinal, por que as mulheres demoram tanto no banheiro ??? ...


a social no banheiro carolina vila nova.jpg

Já percebeu que todo lugar que a gente vai, parece haver um tipo de comportamento padrão, exigido pelo lugar representado, mas que ao mesmo tempo nunca fui exigido oficialmente por ninguém? Por exemplo: se você está na rua caminhando e esbarra com algum conhecido, pode cumprimentar de longe ou parar pra conversar, tanto faz, você pode fazer um ou outro que sai “bem na fita”, sem problemas. Se é num restaurante, deve dar um cumprimento rápido e deixa a pessoa jantando sossegada.

Mas e quando é num banheiro feminino?

Aqui na empresa onde eu trabalho é muito engraçado. Várias moças passam por minha mesa diariamente, e devido a correria do trabalho, várias delas podem acabar passando por mim sem me cumprimentar, é normal. Mas no banheiro a história é outra. No banheiro tem que ter uma social.

Hoje mesmo quando eu fui ao banheiro tinha umas sete mulheres lá, todas rindo, conversando e várias passando suas maquiagens. Ali parece até um lugar sagrado. Todas tem sua “nécessaire” (bolsinha com necessidades básicas) no armário coletivo. Algumas nécessaires são pequenas e discretas, como a minha, azul “sem graça”, contendo uma escova e pasta de dentes. E só. Outras são grandes, pink, cheia de brilho e só Deus sabe o que tanto cabe lá dentro. Só sei que todo dia as bolsinhas são usadas e mudam de lugar constantemente.

Ali já ouvi todo tipo de conversa. As que imperam são sobre maquiagem, roupas e filhos. Mas tem as outras também mais picantes. Se precisar de conselho: vá ao banheiro. Ali se houve todo tipo de aconselhamento. Dicas de produtos, lojas, assuntos domésticos, familiares e profissionais. Há de se parar pra ouvir. No banheiro não se deve só entrar e sair. Tem que rolar ao menos um bate-papo rápido. É a lei do banheiro feminino. Ninguém leu, ninguém viu, nem ao menos escreveu. Mas todas nós sabemos.

Em banheiros femininos eu já vi de tudo: mulher chorando, mulheres se pegando, dissertação filosófica, contos de novela, relatos sexuais, descrições sobre tudo e sobre todos. No banheiro as mulheres se soltam: são delicadas, sorridentes e gentis. É como um clube feminino, ali homem não entra mesmo. O desprendimento feminino no banheiro é outro: é leve, suave. É possível se ver duas mulheres em uma: uma que entra e outra que sai. O comportamento não é o mesmo fora do banheiro. No banheiro a mulher se despe de todas as formas.

Percebo bem porque os homens ainda não entenderam a demora das mulheres no banheiro. E menos ainda tem a compreensão sobre a razão de mulheres serem tão unidas no recinto. Uma mulher se sente mais mulher quando está acompanhada por outra no banheiro, porque lá elas se despem uma à outra. Não da forma que os tarados de plantão imaginam. Bem…, nem sempre.

Ir à um banheiro feminino coletivo é na maioria das vezes uma experiência única, feminina, que só a mulher conhece. A não ser que o banheiro esteja vazio.

Aí pode ser só pra fazer um xixi mesmo…


Carolina Vila Nova

Brasileira, 41 anos, formada em Tecnologia em Processamento de Dados, pós-graduada em Gestão Estratégica de Pessoas. Atua numa multinacional na área administrativa como profissão. Escritora, colunista e roteirista por paixão. Poliglota. Autora de doze livros publicados de forma independente pelo Amazon, além de quatro roteiros para filme registrados na Biblioteca Nacional. Colunista no próprio site www.carolinavilanova.com e vários outros na internet. Youtuber no canal Carolina Vila Nova, que tem como objetivo divulgar e falar sobre as matérias do próprio site. Carolina Vila Nova é autora dos seguintes livros: "Minha vida na Alemanha" (Autobiografia), "A dor de Joana" (Romance), "Carolina nua" (Crônicas), "Carolina nua outra vez" (Crônicas), "Vamos vida, me surpreenda!" (Crônicas), "As várias mortes de Amanda" (Romance), "O dia em que os gatos andaram de avião" (Infantil), "O milagre da vida" (Crônicas), "O beijo que dei em meu pai" (Crônicas), "Nosso Alzheimer" (Romance) e "Quero um amor assim" (Crônicas). Todos disponíveis no site www.amazon.com e www.amazon.com.br Mais matérias e informações em: www.carolinavilanova.com.
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