Carolina Vila Nova

Brasileira, 41 anos, formada em Tecnologia em Processamento de Dados, pós-graduada em Gestão Estratégica de Pessoas. Atua numa multinacional na área administrativa como profissão. Escritora, colunista e roteirista por paixão. Poliglota. Autora de doze livros publicados de forma independente pelo Amazon, além de quatro roteiros para filme registrados na Biblioteca Nacional. Colunista no próprio site www.carolinavilanova.com e vários outros na internet.
Youtuber no canal Carolina Vila Nova, que tem como objetivo divulgar e falar sobre as matérias do próprio site.


Carolina Vila Nova é autora dos seguintes livros:

"Minha vida na Alemanha" (Autobiografia),
"A dor de Joana" (Romance),
"Carolina nua" (Crônicas),
"Carolina nua outra vez" (Crônicas),
"Vamos vida, me surpreenda!" (Crônicas),
"As várias mortes de Amanda" (Romance),
"O dia em que os gatos andaram de avião" (Infantil),
"O milagre da vida" (Crônicas),
"O beijo que dei em meu pai" (Crônicas),
"Nosso Alzheimer" (Romance) e
"Quero um amor assim" (Crônicas).

Todos disponíveis no site www.amazon.com e www.amazon.com.br
Mais matérias e informações em: www.carolinavilanova.com

Sexo na rede

Se a velha escapadinha ou pulada de cerca já era temida pelos mais ciumentos e inseguros, imagine agora, onde a mesma pode ocorrer com alguns simples toques com os dedos ou cliques no mouse?
Que casais sobreviverão a tamanho avanço tecnológico na arte de trair?


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Há cerca de um ano um velho amigo me contou uma de suas aventuras iniciadas no Facebook. Ele tinha acabado de realizar uma antiga fantasia sexual que começou através da rede: ir para a cama com duas mulheres. Ele narrou a história pra mim todo empolgado e disse: “O Facebook é uma revolução sexual!”. Na época eu achei um exagero, porque aquela experiência era dele, mas não significava uma regra geral.

Algum tempo se passou e outro conhecido foi pego pela esposa praticando sexo virtual com uma amante. O casamento acabou.

Também conheço um casal de jovens que morando em diferentes estados, usam a rede para aliviar a distância e a tensão hormonal.

A verdade é que meu amigo estava certo ao afirmar que o Facebook é uma revolução sexual. A cada dia que passa, ouve-se mais histórias sobre a sexualidade no mundo virtual. Tornou-se algo tão natural, que parece já fazer parte da vida moderna. Não estou citando aqui as visitas solitárias à sites de pornografia, mas o encontro de pessoas que se gostam, que se curtem ou que simplesmente querem satisfazer seus desejos.

Se inicialmente a tal afirmação me soou exagerada, agora percebo a naturalidade com que o sexo virtual tomou conta da nossa sociedade. Pouco se fala sobre o assunto, mas muito se faz. Mesmo! Troca de vídeos e fotos mais que insinuantes, performances eróticas online, provocações de um modo geral, que vão de acordo com a imaginação e o desejo de cada um.

Desconsiderando os perigos óbvios deste novo comportamento, como a superexposição e a imaturidade de muitos para lidar com tais situações, me pergunto até que ponto a rede toma conta de nossa vida? Se o Facebook já é considerado um vício pelo simples fato de ser uma rede de notícias em tempo real, o que se dirá do fato dele substituir ou acrescentar a vida sexual de verdade? Será que estamos ficando loucos? Ou será que esta revolução sexual veio mesmo para ficar?

Sexo é sexo em qualquer lugar do mundo. O que nos diferencia um do outro em relação ao assunto são os desejos e a forma de satisfazê-los. Há os que curtem o clássico “papai-mamãe”. Há os que não suportam a mesmice na cama e partem para as fantasias, que vão das mais comuns às mais bizarras. Eu não julgo. Se gosto não se discute, quem dirá desejo? Cada um com o seu.

Mas uma das últimas histórias que chegou ao meu conhecimento foi a seguinte: um rapaz que mantinha relações fora de seu namoro se aproveitou do momento em que sua namorada foi ao cabeleireiro para se relacionar virtualmente com outra. Aí inevitavelmente eu me questionei: “A namorada não satisfaz este jovem, estando ele com a pessoa errada?”, “Este homem gosta mais das outras, sejam quem for?”, ou ainda “O cara prefere o sexo virtual ao real?”. Eu não faço a menor ideia. Há a possibilidade dos três casos serem verdade, senão para este casal, para muitos outros.

Só sei que os encontros virtuais de toda temperatura podem se dar através de qualquer computador, tablet ou um simples aparelho de telefone. Se a velha escapadinha ou pulada de cerca já era temida pelos mais ciumentos e inseguros, imagine agora, onde a mesma pode ocorrer com alguns simples toques com os dedos ou cliques no mouse? Não temos apenas o Facebook como tal recurso, mas também o Skype, WhatsApp, além de aplicativos e sites específicos para tais intuitos.

Se no passado a “casa da luz vermelha” era motivo de motim entre as beatas e mulheres casadas consideradas de “bem”, o que será feito agora para se assegurar a fidelidade dos cônjuges mais propícios às tentações da carne?

Imagino como fica cruel e escassa a possibilidade de um relacionamento fiel para àqueles que consideram a fidelidade algo mais importante do que a honestidade e a lealdade. Que casais sobreviverão a tamanho avanço tecnológico na arte de trair?

Será que nós, pobres seres humanos, estamos avançando nossa psique e maturidade emocional e psicológica à mesma velocidade que o mundo virtual e todas as mudanças de uma comunicação globalizada?

Saberemos respeitar a privacidade alheia, passando por cima das inseguranças que esta nova era trás para as nossas relações amorosas?

Saberemos mesmo diferenciar o amor real do amor virtual?

Muitas questões podem ser levantadas sobre este assunto, que provavelmente ainda é um tabu para a maioria, apesar de sua existência já real e natural entre tantos de nós. Se estamos preparados, não sei. Só sei que meu amigo estava certo: o Facebook é uma revolução sexual!

E se para sexo existe tantos tipos de fetiches e prazeres específicos, acredito que o sexo virtual já está se tornando um deles, o que para alguns virá a ser até mesmo uma preferência. Desafio para os demais, quando nossa carência física e emocional for obrigada a enfrentar a modernidade das taras virtuais.

Quem quiser se manter atualizado, que tente também manter o equilíbrio e a sanidade mental entre o prazer primitivo e instintivo do corpo com o complexo e tão singular desejo da mente humana.

No mais, prazer é prazer. Cada um que escolha o seu!


Carolina Vila Nova

Brasileira, 41 anos, formada em Tecnologia em Processamento de Dados, pós-graduada em Gestão Estratégica de Pessoas. Atua numa multinacional na área administrativa como profissão. Escritora, colunista e roteirista por paixão. Poliglota. Autora de doze livros publicados de forma independente pelo Amazon, além de quatro roteiros para filme registrados na Biblioteca Nacional. Colunista no próprio site www.carolinavilanova.com e vários outros na internet. Youtuber no canal Carolina Vila Nova, que tem como objetivo divulgar e falar sobre as matérias do próprio site. Carolina Vila Nova é autora dos seguintes livros: "Minha vida na Alemanha" (Autobiografia), "A dor de Joana" (Romance), "Carolina nua" (Crônicas), "Carolina nua outra vez" (Crônicas), "Vamos vida, me surpreenda!" (Crônicas), "As várias mortes de Amanda" (Romance), "O dia em que os gatos andaram de avião" (Infantil), "O milagre da vida" (Crônicas), "O beijo que dei em meu pai" (Crônicas), "Nosso Alzheimer" (Romance) e "Quero um amor assim" (Crônicas). Todos disponíveis no site www.amazon.com e www.amazon.com.br Mais matérias e informações em: www.carolinavilanova.com.
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