Carolina Vila Nova

Brasileira, 41 anos, formada em Tecnologia em Processamento de Dados, pós-graduada em Gestão Estratégica de Pessoas. Atua numa multinacional na área administrativa como profissão. Escritora, colunista e roteirista por paixão. Poliglota. Autora de doze livros publicados de forma independente pelo Amazon, além de quatro roteiros para filme registrados na Biblioteca Nacional. Colunista no próprio site www.carolinavilanova.com e vários outros na internet.
Youtuber no canal Carolina Vila Nova, que tem como objetivo divulgar e falar sobre as matérias do próprio site.


Carolina Vila Nova é autora dos seguintes livros:

"Minha vida na Alemanha" (Autobiografia),
"A dor de Joana" (Romance),
"Carolina nua" (Crônicas),
"Carolina nua outra vez" (Crônicas),
"Vamos vida, me surpreenda!" (Crônicas),
"As várias mortes de Amanda" (Romance),
"O dia em que os gatos andaram de avião" (Infantil),
"O milagre da vida" (Crônicas),
"O beijo que dei em meu pai" (Crônicas),
"Nosso Alzheimer" (Romance) e
"Quero um amor assim" (Crônicas).

Todos disponíveis no site www.amazon.com e www.amazon.com.br
Mais matérias e informações em: www.carolinavilanova.com

A epidemia da burocratização de quase tudo

Que o futuro que nos reserva tenha piedade de nós e nos salve de nossas próprias regras.


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Quando penso na sociedade atual, me questiono o quanto estamos realmente evoluindo em determinados aspectos. Muito do que se faz com a intenção de melhorar as nossas vidas, através de melhores processos, organização e informatização, acabam por nos trazer sucessivos transtornos, perda de tempo e muito stress com a burocratização de quase tudo.

Da penúltima vez em que abri uma conta num banco, passei por pelo menos três guichês diferentes, além do caixa com o atendente e o caixa eletrônico. De alguma maneira o tal banco acredita, que cada funcionário e cada computador devem ter uma função diferente. Então o cliente fica zanzando dentro do banco para poder realizar diferentes tarefas para um único fim. Não havia naquele banco uma única pessoa, que tivesse todos os direitos de acesso num único computador, para o processo completo de uma simples abertura de conta corrente.

Ainda no exemplo do banco, temo doenças degenerativas que me diminuam a capacidade de memória e raciocínio. Ainda saudável e em sã consciência, considero difícil memorizar todas as senhas: a do cartão da conta corrente para pagamentos via débito ou crédito, outra via internet e mais outras duas: uma para acesso a internet e outra ao tele banco. Sem falar da necessidade do Token para cada transação.

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Com os sites, e-mails e redes sociais me parece ainda pior. Cadastra-se uma senha, endereço, telefone celular e perguntas sobre a senha para casos de esquecimento. Recentemente tive um e-mail bloqueado, pelo fato da minha senha, de tempos, não ter funcionado. Como havia me mudado de cidade, o número de celular já não era mais o mesmo e o site então concluiu que eu não era eu. E ponto final. Sem a possibilidade de falar com um ser humano, perdi o e-mail e as centenas de outros e-mails e informações que havia armazenado no tal endereço durante anos.

No âmbito profissional não tem sido diferente, mas eu diria, um tanto difícil. Com as senhas, elas devem ter cerca de dez dígitos entre números, letras e caracteres especiais, que nunca devem se repetir. E regularmente somos “aconselhados” a cadastrar uma nova senha. E geralmente não é apenas uma, mas uma para cada sistema existente dentro da empresa.

Numa tentativa de melhorar a transparência e eficiência dos processos no meio corporativo, os formulários e relatórios aumentam a cada dia. É comum que uma única solicitação se transforme em cinco ou seis. Ou mais. Levam-se dias para se conseguir algo, que há anos atrás se conseguiria em minutos.

Perdemos a simplicidade, devido à falta de confiança que vivemos uns em relação aos outros. Os bancos tem que se proteger e proteger seus clientes. Os sites tem que se proteger e nos proteger, bem como as empresas se protegem. Em nome da transparência, eficiência, controversa rapidez e tanto mais, acabamos com os nossos próprios nervos e saúde mental, vivendo numa sociedade cada vez mais fria e doente.

Num crescimento incessante de indivíduos e da sociedade como um todo, a crescente burocratização de quase tudo aumenta a essa mesma velocidade, nos tirando os olhos nos olhos na hora de resolver um problema, nos prejudicando a sanidade e a sensação do que é justo neste mundo.

Os processos burocráticos infestaram a nossa vida. Sonho com o dia em que todas as senhas e documentos não serão mais necessários. Tudo se resumirá em uma digital ou a íris de um dos meus olhos.

Até lá, anotei em um caderno mais de vinte senhas entre sites de banco, e-mails, redes sociais blogs e tantos outros, para que não me perca. Porque no caso de esquecimento, não há quem me salve da burocracia de provar que eu sou eu mesma.

Que o futuro que nos reserva tenha piedade de nós e nos salve de nossas próprias regras.

Se tiver alguma sugestão de melhoria, vá até o site, crie seu cadastro com senha, preencha o formulário e envie por e-mail. Anote o número de protocolo e ligue para o 0800 em trinta dias. Seja atendido por uma gravação com vinte e cinco opções de atendimento, que no final lhe mandará de volta ao site e comece tudo outra vez! E saiba que a sua opinião é muito importante para nós!


Carolina Vila Nova

Brasileira, 41 anos, formada em Tecnologia em Processamento de Dados, pós-graduada em Gestão Estratégica de Pessoas. Atua numa multinacional na área administrativa como profissão. Escritora, colunista e roteirista por paixão. Poliglota. Autora de doze livros publicados de forma independente pelo Amazon, além de quatro roteiros para filme registrados na Biblioteca Nacional. Colunista no próprio site www.carolinavilanova.com e vários outros na internet. Youtuber no canal Carolina Vila Nova, que tem como objetivo divulgar e falar sobre as matérias do próprio site. Carolina Vila Nova é autora dos seguintes livros: "Minha vida na Alemanha" (Autobiografia), "A dor de Joana" (Romance), "Carolina nua" (Crônicas), "Carolina nua outra vez" (Crônicas), "Vamos vida, me surpreenda!" (Crônicas), "As várias mortes de Amanda" (Romance), "O dia em que os gatos andaram de avião" (Infantil), "O milagre da vida" (Crônicas), "O beijo que dei em meu pai" (Crônicas), "Nosso Alzheimer" (Romance) e "Quero um amor assim" (Crônicas). Todos disponíveis no site www.amazon.com e www.amazon.com.br Mais matérias e informações em: www.carolinavilanova.com.
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