Carolina Vila Nova

Brasileira, 41 anos, formada em Tecnologia em Processamento de Dados, pós-graduada em Gestão Estratégica de Pessoas. Atua numa multinacional na área administrativa como profissão. Escritora, colunista e roteirista por paixão. Poliglota. Autora de doze livros publicados de forma independente pelo Amazon, além de quatro roteiros para filme registrados na Biblioteca Nacional. Colunista no próprio site www.carolinavilanova.com e vários outros na internet.
Youtuber no canal Carolina Vila Nova, que tem como objetivo divulgar e falar sobre as matérias do próprio site.


Carolina Vila Nova é autora dos seguintes livros:

"Minha vida na Alemanha" (Autobiografia),
"A dor de Joana" (Romance),
"Carolina nua" (Crônicas),
"Carolina nua outra vez" (Crônicas),
"Vamos vida, me surpreenda!" (Crônicas),
"As várias mortes de Amanda" (Romance),
"O dia em que os gatos andaram de avião" (Infantil),
"O milagre da vida" (Crônicas),
"O beijo que dei em meu pai" (Crônicas),
"Nosso Alzheimer" (Romance) e
"Quero um amor assim" (Crônicas).

Todos disponíveis no site www.amazon.com e www.amazon.com.br
Mais matérias e informações em: www.carolinavilanova.com

Sobre o cansaço das pessoas com máscaras e suas pupilas dilatando

Quem nunca viu as pupilas de alguém dilatando rapidamente, não teve a oportunidade de ver a beleza deste movimento. Ruim é saber o por que, às vezes, isto acontece. Se não for uma atração sexual em relação a sua pessoa, fato é que este alguém está mentindo para você.


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Quem nunca viu as pupilas de alguém dilatando rapidamente, não teve a oportunidade de ver a beleza deste movimento. Ruim é saber o por que, às vezes, isto acontece. Se não for uma atração sexual em relação a sua pessoa, fato é que este alguém está mentindo para você.

Os olhos claros ficam ainda mais lindos quando mentem. O engrandecer de suas pupilas são mais visíveis que os demais.

Para quem jamais reparou nesses detalhes, sinal que não presta verdadeira atenção a quem lhe fala. Eu ando cansada de pupilas que se dilatam para mim. Apesar da beleza com que tantos olhos crescem, enquanto seus donos falam, as máscaras usadas por tantos faz eu me sentir cada vez mais só neste mundo lotado de gente.

Ser transparente se transforma em ofensa, quando uma sociedade se torna hipócrita. Ser falso é mais prudente: “Cuidado com o que diz. Como pode falar isso? Não..., finja que está tudo bem. Não aponte o erro do outro, faça de conta que não viu. Passe por cima da ética e fica tudo bem, ficamos combinados assim”. Ou ainda, sob regras silenciosas, todos sabem como, supostamente, devem agir. E então nos percebemos num mundo de coniventes.

Ser transparente saiu de moda e ficou caro. Se sobressaem os que fingem estar de acordo com o que é melhor num determinado momento, local ou com alguém em especial. Uma máscara para cada ocasião. Não bastassem as redes sociais que nos instigam a mostrar apenas o lado bom daquilo que somos, nossos comportamentos estão sendo influenciados quase que o tempo todo desta maneira, deixando cada vez mais de sermos nós mesmos, para ser o que os outros esperam que sejamos.

Me parece que o nível de inconsciência da sociedade está se elevando a cada dia, quando o movimento deveria ser o contrário. Ando mesmo na contramão. E me vejo cada vez mais só num caminho, que muita gente acredita fazer parte dele, mas onde poucos pisam de verdade.

A arrogante inconsciência tem moldado a soberba com naturalidade em muitos. As máscaras se tornam firmes, coloridas, cada dia mais bonitas, admiradas e convincentes. Nada que passe desapercebido por um bom empata.

Vivemos sim num mundo repleto de pessoas mascaradas. Porém, antes de eu refletir sobre o uso das máscaras alheias, devo dar uma boa olhada em meu eu interior, para avaliar os meus próprios disfarces. Será que numa situação que envolve o meu lado emocional, seja numa paquera ou num relacionamento, ainda preciso de máscaras para me proteger? Ou numa situação profissional, preciso de máscaras para reprimir meus medos ou intenções? Numa posição privilegiada, será que utilizo a máscara da arrogância?

Todos temos momentos de vulnerabilidade. E são nesses instantes que, mesmo sem querer, acabamos nos utilizando desses recursos. Tem a vez do inconsciente, mas também do consciente. Há de se prestar atenção sobre quem pede para se mascarar.

Se lhe for impossível deixar de usar máscaras, que seja apenas para poucas ocasiões. Quando se olhar no espelho, desejo que se reconheça. E que quando seus olhos dilatem, que seja apenas por puro desejo.


Carolina Vila Nova

Brasileira, 41 anos, formada em Tecnologia em Processamento de Dados, pós-graduada em Gestão Estratégica de Pessoas. Atua numa multinacional na área administrativa como profissão. Escritora, colunista e roteirista por paixão. Poliglota. Autora de doze livros publicados de forma independente pelo Amazon, além de quatro roteiros para filme registrados na Biblioteca Nacional. Colunista no próprio site www.carolinavilanova.com e vários outros na internet. Youtuber no canal Carolina Vila Nova, que tem como objetivo divulgar e falar sobre as matérias do próprio site. Carolina Vila Nova é autora dos seguintes livros: "Minha vida na Alemanha" (Autobiografia), "A dor de Joana" (Romance), "Carolina nua" (Crônicas), "Carolina nua outra vez" (Crônicas), "Vamos vida, me surpreenda!" (Crônicas), "As várias mortes de Amanda" (Romance), "O dia em que os gatos andaram de avião" (Infantil), "O milagre da vida" (Crônicas), "O beijo que dei em meu pai" (Crônicas), "Nosso Alzheimer" (Romance) e "Quero um amor assim" (Crônicas). Todos disponíveis no site www.amazon.com e www.amazon.com.br Mais matérias e informações em: www.carolinavilanova.com.
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