VHILS, dissecando o bicho urbano

A cidade, esse amontoado de velhos edifícios, fornece a tela e a tinta necessárias para Alexandre Farto (des)construir realidades e camadas de embrenhada sociedade.


O artista Português nascido e criado nas margens do Tejo tem espalhado um pouco por todo o mundo "pedaços" da sua obra ímpar no panorama da street art. Contudo foi ao deparar-se com os velhos billboards na capital portuguesa, queimados pelo sol e pelo tempo, com sobrepostas mensagens publicitarias sob aquelas paredes que foram outrora testemunhas apagadas da revolução que mudou definitivamente o seu país, Alexandre Farto viu nelas a metáfora ideal do desenvolvimento humano.

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Decidiu por isso "dissecar", explodindo estuque e pondo a descoberto tijolo, de forma a "trabalhar essas paredes como fragmentos do passado" em vez de (se) sobrepor nelas. E não é por acaso que o uso da (enrogada) figura humana é tema central nos seus muros. Vhils pretende com eles questionar a identidade "sobre o modo como ela é diluída ou é afectada pela cidade".

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Até 5 de Outubro no Museu da Electricidade em Lisboa, é possível dissecar um pouco do artista (e da cidade) naquela que é a sua maior exposição a solo: "Dissecção".

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