Às vezes, como arquiteta e urbanista, me sinto um pouco na obrigação de explicar como a cidade funciona aos que especulam mas não tiveram a mesma oportunidade que eu de a estudar. Há mais de cinco anos me dedico a estudar o funcionamento das cidades. Embora seja um tempo curto em comparação ao de outros tantos mestres, algumas lições estão já incorporadas a um ideal de cidade que eu gostaria de ver. Uma delas, é um metrô em perfeito funcionamento, condição fundamental de transporte em grande escala de passageiros. Como isso é muito amplo, resolvi listar algumas coisas que todo metrô deveria possuir, usando exemplos de metrôs já existentes, para observar que um metrô excelente não só é possível, como já existe.
Vamos tomar como primeiro exemplo um metrô bem controverso e pouco compreensível à população em geral: o metrô do Porto, em Portugal. Muita gente acha estranho o traçado desse metrô já que várias linhas passam pelas mesmas estações por um trecho razoavelmente extenso. Ledo engano julgar isso um desperdício. O Metrô do Porto é pioneiro no mundo em não dar mais prejuízo - o que é comum nos metrôs que são largamente subsidiados pelo governo, com alto custo de implantação e retorno lento. Mas o que faz o metrô do Porto ser tão eficiente é justamente essa junção de linhas que faz com que o fluxo de trens seja maior nas estações de maior uso, para depois cada linha tomar seu percurso original e atingir em menor escala os pontos de menor uso. Isso significa eficiência de fluxo de trens perfeita. Nada mal, não é? Como se não bastasse, é limpo, moderno e não possui catracas.
Vamos falar de outro fator importante: a extensão e o número de linhas. Paris e Barcelona são bons exemplos. Paris é um exemplo excelente de como priorizar um número grande de linhas em detrimento de estações grandes. As estações são modestas, ocupam pouco o espaço superficial: a entrada da estação resume-se a uma escada com uma placa, que geralmente já contém um mapa de localização; isso significa gasto mínimo com ostentação. Por baixo da terra, entretanto, está um conjunto complexo de linhas eficientemente distribuídas por toda a cidade, que interligam de ponta a ponta com diversas alternativas. Chega a todos os principais terminais de trem, ampliando naturalmente, assim, a rede sobre trilhos para além dos limites urbanos.
Estações ostentosas de metrô são características de um governo autoritário. Podem ser muito bonitas, mas são produto do dinheiro público que poderia ser investido com maior eficiência e é, contrariamente colocado num objeto que serve apenas para massagear o ego de alguns governantes. São Paulo está caindo nesse engano horrendo. E vai continuar a ter um sistema deficitário de linhas em prol das campanhas eleitorais, baseadas em estações desproporcionais de arquitetura esteticamente duvidosa, para dizer o mínimo. As de Moscow, ao menos, são belas.
Tokyo. O Metrô dessa cidade tem uma vantagem evidente sobre os demais: a distância entre estações é curtíssima. Isso se repete em Paris, devido ao número ampliado de linhas. Mas em Tokyo é excelente. Por vezes, 250 metros entre uma estação e outra, nas áreas em que as linhas ficam mais congestionadas.
Berlim solucionou um problema que muitos projetistas custam a entender. Investiu em um percurso periférico, interligando todas as outras linhas: um anel que evita que todos tenham que passar pelo centro para se locomover até as estações das pontas, mais periféricas, além de já possuir a solução do metrô portuense, de ter várias linhas passando pelos mesmos pontos problemáticos e cheios.
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metrô de São Paulo em horário de pico
Depois de tudo isso, a principal característica que eu gostaria de ver: o metrô deve ser mais humano, assim como o planejamento de cidades em geral. Principalmente no momento das desapropriações. Da maneira como é feito hoje, é construir obras públicas a custa de pessoas vitimadas pela desapropriação. Quem diz que o governo paga o que é justo precisa rever seus conceitos. Eu vi uma desapropriação de muito perto, sei como ela funciona. E é desumano. Na verdade, Jane Jacobs já denunciava em Morte e Vida das Grandes Cidades, na década de 1960, o absurdo que se faz com as pessoas que perdem suas casas para o metrô passar.
"Quando o governo desapropria um imóvel, ele é obrigado a pagar somente pelo que adquire para si e não pelo que toma do proprietário."
Em termos práticos, isso significa que não há qualquer pagamento por pontos comerciais ou indenizações de dano moral, enquanto que, ao mesmo tempo, se impõem aos desapropriados uma série de transtornos e uma reviravolta em suas vidas. Quando digo que vi isso ocorrer de uma forma muito próxima é porque assisti à desapropriação completa de um bairro para a instalação de um pátio de estacionamento de trens do metrô da Linha Verde de São Paulo. A maioria dos desapropriados eram pessoas idosas ou famílias completas. Muitos possuíam pequenos comércios em frente a suas casas. Dentre essas pessoas, estava minha avó, uma senhorinha de oitenta anos, que tinha em frente de sua casa um pequeno bazar em funcionamento há mais de cinquenta. No fundo de sua casa, um pé de laranja. Me lembro como se fosse hoje dos balcões cheios de vidros de botões coloridos e dos carretéis de linha expostos em degrade de cores. Hoje há um pilar de um viaduto em cima do lugar onde ficava o pé de laranja. O impacto que o metrô causou no bairro foi devastador. Os moradores tiveram ainda que assistir aos políticos se vangloriando das "lindas" estações que seriam feitas em cima de suas casas, do bem estar-social que causariam, imaginando que suas vidas nunca mais seriam as mesmas. E de fato não foram. Ouso dizer que nenhum dos comerciantes reabriu as portas em outro lugar. Com as baixas e atrasadíssimas indenizações que não cobriam pontos comerciais, mal e mal conseguiram se mudar. Ninguém recebeu o valor completo de suas casas antes de ter que sair delas. Há indenizações que ainda não foram pagas. Os que se mudaram sem contrair dívidas de empréstimo em bancos ou que conseguiram manter sua condição social tiveram ajuda de familiares que não tinham sido atingidos. Muitos sofreram de depressão, gastaram rios de dinheiro em remédios. Os moradores que permaneceram no bairro tiveram que ver os amigos indo embora, uma comunidade de décadas destruída, passaram pelo medo dos roubos e saques feitos aos imóveis enquanto as obras não começavam, e depois, finalmente, o arrasa-quarteirão que desfez diversas quadras. Pouco interessa aos governantes o que ocorreu com aqueles moradores da Vila Carioca para que se pudesse instalar a estação Tamanduateí do metrô. Eles gostam de se gabar da estação megalomaníaca com ares de brutalismo moderno que construíram. Devo dizer que foi, de fato, um brutalismo.
Por isso, antes de tudo; antes de começar a pensar nas necessidades sociais de instalar um metrô e de se pensar em como faremos grandes linhas ou intervenções urbanas pesadas, é preciso descer do pedestal, pousar do vôo de pássaro que os planejadores gostam de fazer e olhar para os pequenos, cumprimentá-los nas ruas, entender como suas vidas funcionam, porque essa sim é a vida urbana digna de ser observada. É preciso largar as lapiseiras e observar à nossa volta como a vida se organiza naturalmente sobre o solo das cidades. Há diversas lições nessa observação. Mas é preciso estar de olhos abertos para percebê-las.
Comentários
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Nathália
Eu como futura Arquiteta Urbanista adorei conhecer o blog e ler o texto! Gostaria muito que os governantes de BH pudessem ler isso antes de fazer um metrô digno para a cidade, já que o que temos aqui é uma vergonha...
Parabéns! =)
Leonardo Fonseca
Excelente análise, pena que não seja aproveitado por técnicos e políticos...
Alex
Mari,
Quanto à parte das desapropriações lembro bem da sua raiva contando o processo, e você escreveu exatamente como falava naquele ano. Não há o que tirar nem o que por.
Na parte sobre os metrôs, como não poderia deixar de ser, tenho minhas discordâncias.
1. Todos os mapas que você mostrou são esquemáticos e, antes de tudo, ideológicos. São deformações propositais que escondem uma série de verdades, a começar pela real cobertura. O que não quer dizer que não sejam metrôs bons e de rede ampla.
2. Sobre o metrô do Porto sobrepor várias linhas existe uma discussão muito grande entre os planejadores sobre a eficiência disso porque se em uma linha o intervalo é X, você não consegue mantê-lo quando se somam várias linhas.Limpo e moderno o nosso também é, aliás, eleito o mais limpo do mundo e o sistema exportado para vários outros países. Só que tem catraca.
3. A distância entre estações também é controversa. 250m é quase igual a 2 composições (cada uma mede 120m mais ou menos) o que significa menos espaço e tempo de aceleração e desaceleração, logo um sistema menos eficiente. Mas os nossos mais de 1km também são ruins.
Agradeço a todos que andaram comentando!
Alex, por que não me espanta discordarmos de alguma coisa? Claro! Porque nós sempre discordamos... isso não é um grande problema. Acho ótimo discordarmos para que a discussão se amplie. Vamos lá:
1. Eu nunca disse que esses sistemas de metrô são excelentes em tudo. Disse que eles são bons exemplos de algumas características. Portanto, o discurso não é encontrar um metrô que seja perfeito em tudo, mas evidenciar características que funcionam e que devem ser pensadas em futuros sistema, ou implementadas nos existentes.
2. Por incrível que pareça, manter o intervalo X é uma questão de projeto. Como eu disse, no Porto é muito eficiente. É tão eficiente que não há prejuízo financeiro e os usuários parecem não estar descontentes com a localização das estações. Isso também porque o metrô funciona de forma integrada a outros sistemas, como ônibus (autocarro - para os colegas portugueses) e ainda conta com curtos percursos a pé.
3. A distância entre estações é sempre uma ciência controversa. Não acho que todas as estações devam ter uma distância tão curta. Mas no caso, não se tratam de estações da mesma linha apenas, e sim de estações de linhas distintas. O que significa que a velocidade não precisa ser reduzida para haver estações próximas e sim um investimento em número de linhas suficientes para suprir a demanda. Os nossos (São Paulo) 1 Km são inquestionavelmente ruins.
Ah... quanto ao metrô limpo e moderno. Acho que limpeza - sei que será controverso dizer isso - não é o mais fundamental num metrô... Paris que o diga... embora limpeza, acessibilidade universal e modernidade sejam características ideais de um metrô.
A discussão continua sempre!
obrigada pelo comentário!
Danilo
O metrô de BH é constituído por uma única linha. A qual atende a uma reduzidíssima parcela da população. Para locomoção no entorno da região central, o metrô é inútil. Também os bairros com maior custo de vida continuam muito distantes do metrô, o que obriga os moradores desses a bairros a continuarem ostentando seus carros majestosos. Até mesmo os cidadãos que moram em lugares próximos a uma estação, em geral prefere o carro, que gasta bem menos tempo e é muito mais confortável e seguro.
Culpa dos governantes? Não sei. Talvez sim, mas não apenas. Afinal de contas, cada político eleito não deixa de ser um cidadão, um habitante dessa cidade, um cidadão que teambém precisa se locomover, logo, que também é dependente de uma rede de transporte eficiente. Suponho que isso esteja mais relaionado com a mentalidade e visão de mundo compartilhada pela maioria da população. Nós admiramos todas as maravilhas das metrópoles europeias, japonesas, norrteamericanas; sonhamos com uam vida nesses lugares; por fim, fechamos os olhos para as potencialidades daqui, para a possibilidade de podermos ter aqui uma qualidade de vida tão boa quanto a dos habitantes de lá.
Nauplio Dias
Muito interessante! Mais seria muito mais se esse assunto chegasse aos projetistas e arquitetos responsáveis por tais projetos.
Marcelo Santos
Oi Mariana!
Eu li o seu texto, ele foi mencionado em um fórum sobre o metrô de SP, por isso, cheguei aqui.
O seu texto é lúdico, muito romântico e muito pesaroso também. E eu te entendo.
Apesar de concordar que a cidade precisa crescer, eu consigo imagino a tristeza de perder as coisas, as lembranças. Se o governo (e aí eu não posso dizer se em algum outro país isso é feito corretamente) pagasse os valores corretos pelas moradias (esquecendo-se, claro do valor sentimental), talvez fosse mais fácil conseguir entender e superar toda a fase da mudança. Mas além da dor emocional, ainda existe a dor da troca de tudo.
Eu não entendo de engenharia ou mesmo de arquitetura, sou um usuário como muitos por aí do Metrô. Aqui em SP, eu ainda vejo que a obra é levada a sério, já que como carioca que sou, vi por diversos anos o Metrô do Rio ser levado como uma piada de mau gosto.
No Brasil, toda obra tem caráter eleitoreiro. E isso quem deve mudar somos NÓS, não eles, os políticos. Falta vontade emocional do brasileiro em cobrar, em exigir os direitos. E aí.. vc sabe, a gente tem o que a gente tem de governo, de sociedade, de costumes e de hábitos.
Mas SP precisa crescer. E rápido. E o Metrô, ainda mais rápido.
Marcelo, fiquei muito curiosa para saber qual fórum sobre o metrô era esse de que você falava.
O texto é assim porque eu senti muito de perto a situação das famílias atingidas. Ao contrário do que se pensa, a classe média também passa perrengues com processos urbanos de "revitalização" de bairros, tanto quanto as classes mais baixas. Mas esquecendo completamente o valor sentimental, há varias outras coisas mencionadas nesse texto que são boas sugestões para um metrô. Você tem razão sobre o metrô do Rio; ele é uma piada. Mas não vejo tanta diferença para o metrô de São Paulo. A rede paulista ainda é muito deficitária em relação à cobertura em área e ao número de usuários, é extremamente deficitária em diversos aspectos e ainda se dá ao luxo de ter estações ostentosas. O metrô de São Paulo se propagandeia muito bem, ao contrário do do Rio. O governo faz questão de tratá-lo como se fosse uma perfeição logística. Estamos, no entanto, muito atrasados. O metrô de São Paulo está muito aquém dos projetos para ele e muito distante no tempo ideal de ser construído.
Obrigada por seu comentário, Marcelo!!!
Espero que volte mais vezes ao RISCO da ObviousMag!
Marcelo Santos
Oi Mariana, bom dia!
Existem vários fóruns no SkycraperCity sobre os Metrôs de todo o Brasil. Só sobre o Metrô de São Paulo, existe um fórum geral e um fórum para cada linha da malha metroviária paulistana, inclusive as linhas da CPTM.
O fórum é composto por gente como eu, sem experiência acadêmica ou mesmo técnica, que está ali apenas tentando melhorar um serviço. O fórum também conta com pessoas que trabalham no Metrô (SP principalmente) e também de engenheiros e técnicos e pessoas entusiastas (a gente os chama de "ferrofã") do sistema metroviário.
O seu texto foi citado nesta página do fórum: http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=434946&page=1133 e eu participo lá e dei até o meu depoimento sincero.
Fique a vontade de me seguir no Twitter, caso possua conta lá.
Robson
Ampliar a rede de metrô em São Paulo é fundamental para a cidade continuar funcionando e ter menos congestionamentos.As "soluções"alternativas,como corredores de ônibus,monotrilhos,VLTS são importantes ,mas servem apenas como complemento a uma necessária rede de metrô pesado,que segundo vários estudos,deveria ser de pelo menos 300km.No entanto, é necessário que se considere na expansão do metrô,a questão das desapropriações e da especulação imobiliária,advinda com o empreendimento.Na s proximidades das futuras estações deve-se incentivar a política de aluguel social e moradia social para evitar-se que ,com a valorização as pessoas,os comerciantes etc.,.. sejam "empurrados' para cada vez mais longe. No caso das desapropriações deve-se pagar os proprietários pelo valor de mercado e não o venal,mitigando efeitos da valorização imobiliária e da dificuldade de se encontrar moradias próximas.O metrô deve evitar fazer também estações muito grandes na superfície,o que exige muitas desapropriações e encarece a obra.Outras questões que devem ser tratadas é de aproximar a moradia do emprego,como no caso do c entro expandido,através do aluguel e moradia social e o emprego da moradia,como no caso do extremo leste,extremo sul e zona noroeste da cidade.
Gustavo Soares
Fico revoltado toda vez que vejo estações suntuoasas aqui em São Paulo. Pra mim deveria ser como em Paris, apenas um buraco na rua com o mínimo de intervenção na cidade. Aqui parece que tem que aparecer ao máximo. Um exemplo é a estação sendo construída no Borba Gato, demoliram um dos edifícios modernistas mais antigos da região para construção da estação... que vai ocupar um espaço de um quarteirão acima do solo. Se o metro é de subterrâneo, porquê ter uma estação de superfície? Outro exemplo as casas demolidas na rua Eucaliptos para a estação de Moema. Morei um tempo na Alemanha, em Nurnberg, e lá tem metro no centro histórico, e todas as estações (são várias no centro histórico), não interferem na paisagem de superfície.
Marcelo Santos
Gustavo,
SUNTUOSAS? Aahahaha.. Meu caro, pare de falar coisas que não sabe. As estações de SP são bem diminutas, simples e até mesmo "brutas" em seu design. Apenas as mais novas das Linhas 2 e 4 que são um pouco mais "aerodinâmicas". As estações das Linhas 1 e 3 são apenas no concreto e só. E as plataformas são pequenas demais, seguindo o padrão de Nova Iorque e Londres.
Só que Paris e Londres são cidades "smurfs" perto de São Paulo. Não precisamos ir longe: Vá ao Metrô Rio e veja as estações todas em mármore.
Gustavo Soares
Marcelo, estou me referindo as novas estações. As mais antigas de concreto e pequenas deveriam ter servido de modelo as atuais. Veja a do Butantã por exemplo, que sobressai na região. E estamos caminhando para ter estações assim como padrão. Cara e essas são sim suntuosas se comparadas com o meio em que estão inseridas. As do Rio também são exageradas. Somos um país sem infra-estrutura e poderiamos ter muito mais se fossemos mais práticos, funcionais e economicos em nossas obras.
Marcelo Santos
Gustavo,
Desculpe, mas as Linhas 1 e 3 irão ser remodeladas (claro, por causa da Copa) por que elas são feias. E sim, beleza estética faz com que a cidade seja um pouco menos opressiva.
Claro que não precisamos gastar rios de dinheiro em construção de novas estações, mas graças a Deus caiu-se a ficha que estações como as antigas não podem mais existir.
O problema não é a estação em si, é o custo que ela tem, o famoso "por fora".
marcus
Sua avó foi desapropriada por isso tamanha dor de cotovelo, é o custo do progresso, claro que as pessoas tem que receber indenizações minimas, mas a roda não pode parar de girar por causa de alguns insatisfeitos.
Aquilo que você chama de dor de cotovelo, eu chamo de opinião formada com 5 anos de arquitetura e urbanismo nas costas, formação nas melhores universidades dentro e fora do país. Em nome do progresso, muitos projetos medonhos foram implementados em todas as cidades do mundo. Se eu tenho dor de cotovelo, vc, meu caro, sofreu lavagem cerebral. "A roda não pode parar de girar" é tudo que seu político de bolso quer que você pense. Que passar por cima das pessoas é correto. Em nome de quê? Se o metrô é PARA as pessoas, tem de ser para TODAS elas. Eu, vc e a minha vó pagamos imposto para isso. Para cidades melhores. E não para uma desmedida rolagem de trator sem projeto.
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