Fellipe Torres

Jornalista, repórter de literatura, mata um leão por dia na tentativa do ultra-humano.
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O sexo dos presidentes

Escândalos sexuais mudam o rumo da história, influenciam movimentos sociais, políticas governamentais, eleições e até as guerras.


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Quando se fala em escândalo sexual na Casa Branca, o caso lembrado pela maioria das pessoas é o mais recente deles, na década de 1990: o presidente Bill Clinton se envolveu com a estagiária Mônica Lewinsky, na época com 23 anos. Mas esse não foi um evento isolado.

Segundo o historiador norte-americano David Eisenbach, a vida íntima de presidentes e primeiras-damas dos Estados Unidos influenciaram o destino de movimentos sociais, políticas governamentais, eleições e guerras. Para ele, as pessoas precisam aceitar o fato de que “desde o nascimento da República, políticos procuram sexo fora de seus relacionamentos formais, e continuarão a fazê-lo”.

A frequência com que ocorrem escândalos políticos de natureza sexual nos Estados Unidos é de, em média, um a cada seis meses. Veja como esses "desvios de conduta" marcaram a biografias dos ex-presidentes:

Benjamin Franklin (1706-1790) Escrevia colunas em jornais sobre fofocas e aconselhamento sexual e moral. Em sua autobiografia, confessou que uma das “grandes inconveniências” de ter mantido relações sexuais com “mulheres baixas” eram as doenças venéreas.

Abraham Lincoln (1809-1865) A orientação sexual do 16º presidente norte-americano é bastante questionada por causa das relações problemáticas com as mulheres e pelo gosto de dormir com homens. Além disso, a pessoa de quem Lincoln se tornou mais íntimo era um proprietário de escravos chamado Joshua Speed.

Franklin Roosevelt (1882-1945) O casal Franklin e Eleanor Roosevelt é considerado o mais problemático e excêntrico entre os que passaram pela Casa Branca. Durante quatro décadas, foram numerosos os casos extraconjugais, envolvendo pessoas como Lucy Mercer, Margerite LeHand, o casal de lésbicas Nancy Cook e Marion Dickerman, entre outras.

John Kennedy (1917-1923) Antes mesmo de concorrer à presidência dos EUA, já era extensa a lista de conquistas sexuais do político: Angie Dickenson, Kim Novak, Janet Leigh, Jean Simmons, Jayne Mansfield e Marilyn Monroe. Quando assumiu, continuou a ter inúmeros casos amorosos, sempre acobertados pela imprensa. JFK dizia que se ficasse muito tempo sem uma mulher diferente, sofria de terríveis dores de cabeça.

Jacqueline Kennedy (1929-1994) Esposa de JFK, vinga-se das traições pagando com a mesma moeda. A primeira-dama teve relações sexuais com o artista Bill Walton, o ator William Holden, o magnata grego Aristóteles Onassis. Este último foi convidado por Jacqueline para a Casa Branca imediatamente após o assassinato de John Kennedy. Os dois acabaram se casando anos mais tarde.


Fellipe Torres

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