sem meias

É o infinito que leva, e o tom que encaminha...

Marcelo de Callis

Sem meias nos pés e sem meias palavras, sempre ultrapassando o habitual!

No céu havia nove luas

O ano era 1996, Os Paralamas do Sucesso voltavam ao cenário musical depois do enorme sucesso do disco vamo batê lata gravado ao vivo. Com Herbert, Bi e Barone em plena forma lançaram o disco Nove luas, sem dúvida um dos melhores trabalhos realizados no Brasil na década de 90.


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O último disco de estúdio gravado pelos Paralamas foi o contestado Severino (1994), o disco atingiu um enorme sucesso na Argentina, mas no Brasil foi um fracasso comercial. Em 1995 lançam o aclamado Vamo batê lata, disco gravado ao vivo que aproximou novamente o público brasileiro à sonoridade da banda. Em 1996, carregados pelo sucesso do álbum ao vivo, lançam um dos seus melhores trabalhos, massificando novamente a banda como uma das melhores do Brasil. A primeira faixa já é uma amostra das influências brasileiras, "Lourinha Bombril" é simplesmente um retrato das diversidades presentes no país, que vão da crioula de olho azul até a italiana que cozinha seu feijão.

A segunda faixa "Outra beleza" é uma parceria com Lulu santos, uma bela música que conta com corais muito bem entrozados. A terceira faixa uma das mais famosas do álbum, "La bella luna" traz os Paralamas e suas baladas românticas à tona, uma grande música.

"De música ligeira" (uma versão dos Paralamas para a música homônima tocada pela banda argentina Soda Stereo), traz o rock e o peso para o disco. "Capitão de Indústria" e "O Caminho pisado", dão continuidade para o seguimento do disco. Como sempre, Herbert, Bi e Barone conseguem com maestria equilibrar seus trabalhos com diversas sonoridades.

A sétima faixa é "Busca Vida", uma das baladas mais conhecidas do disco, a união da melodia com a forte mensagem, mostra uma grande coesão entre som e poesia. A música tem o grande poder de habilitar qualquer ouvinte a uma nova experiência influenciada por suas vivências , a minha no caso de "busca a vida" é que você pode libertar-se o suficiente para conseguir experimentar a realidade da vida enquanto ela flui, nunca deixando que o passado de alguma maneira possa te arrepender.

A sequência é guiada pela "Caroço da Cabeça" e "Sempre te Quis". "Sempre te quis" representa uma das mais belas canções já gravadas pela banda, é uma declaração com simples palavras, que mostram que aquela pessoa finalmente encontrou alguém -"foi por te ver andando reto entre tudo o que há de incerto em mim"

"Seja você", "Na nossa casa" e "Um pequeno imprevisto" fecham o disco. Para quem gosta de música, este trabalho dos paralamas do sucesso é com certeza indispensável para coleção. Um disco ótimo com uma sonoridade perfeita, além de muitas mensagens válidas para qualquer momento.

Um Pequeno Imprevisto Os Paralamas do Sucesso

Eu quis querer o que o vento não leva Prá que o vento só levasse o que eu não quero Eu quis amar o que o tempo não muda Prá que quem eu amo não mudasse nunca

Eu quis prever o futuro, consertar o passado Calculando os riscos Bem devagar, ponderado Perfeitamente equilibrado

Até que num dia qualquer Eu vi que alguma coisa mudara Trocaram os nomes das ruas E as pessoas tinham outras caras No céu havia nove luas E nunca mais encontrei minha casa No céu havia nove luas E nunca mais encontrei minha casa

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Marcelo de Callis

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