sem receita

Soluções espontâneas e esporádicas para o tédio da alma.

Camilo Alves Nascimento

Escritor por natureza, mesmo sem saber sobre o que escreve. Mineiro que gosta de rock, apaixonado pela beleza urbana e por todas as suas sutilezas. Insone, ex-fumante, que busca incessantemente entender a mediocridade humana, inclusive a sua. E acredita cegamente que um bom café pode salvar vidas.

À Beira da Loucura / Clube dos Suicidas - Filme

À Beira da Loucura / Clube dos Suicidas não pode ser considerado uma obra de arte, mas conta com atuações sinceras e intensas, além de um roteiro bem trabalhado, que consegue tratar o suicídio de forma humana, sem pré-conceitos e estereótipos. O grande mérito do filme é nos fazer perceber que qualquer pessoa próxima de nós pode ser como uma das personagens do filme. O filme retrata o assunto de maneira particular e possui uma trilha sonora excelente, indo de Pixies a Smashing Pumpkins. Filme obrigatório para quem gosta de temáticas reflexivas e que fogem do senso comum.


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* O filme foi lançado e divulgado com esses dois títulos, logo, não sei qual é o oficial, mas irei chamá-lo de Clube dos Suicidas, pois acho esse título mais atraente.

O filme conta a história de um grupo de pessoas que estão internadas em uma clínica psiquiátrica, que acabam criando verdadeiros vínculos de amizade. A história tem como personagem principal Jonathan (Cillian Murphy), e tudo começa com ele tentando se suicidar, até aí nada demais, se não fosse pelo motivo de que o clichê é quebrado nos primeiros minutos do filme.

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Jonathan é bonito, novo, inteligente e dá a impressão de estar financeiramente tranquilo, por que então se suicidar? Esse poderia ser o principal tema do filme, no entanto, é apenas a questão inicial para tratar de um assunto que é mais sensível do que meros motivos.

Quando ele escapa da morte, é internado em um hospital psiquiátrico. Lá ele mantêm uma postura agressiva e revoltada, mas acaba conhecendo pessoas com as quais se envolve emocionalmente, e descobre em Toby (Jonathan Jackson) um grande amigo. Acha em Rachel (Tricia Vessey) um amor pueril, sincero e conturbado.

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O filme não pretende dar respostas, apenas mostra os desajustados, doentes e suicidas como pessoas normais, com motivos e problemas que precisam ser levados em consideração.

Em momento algum o filme deixa de retratá-los como pessoas que precisam de um tratamento, no entanto, consegue com maestria retratá-los como pessoas verdadeiras, sem ser caricato ou trazer pré-julgamentos para as personagens.

Em sua tentativa de mostrar o outro lado desses pacientes, Clube dos Suicidas consegue mais do que isso, com um roteiro simples e diálogos bem trabalhados o filme te prende pela sinceridade e talvez por fazer você entender que aquelas pessoas poderiam ser seus amigos, conhecidos e até namorados e namoradas.

Tendo como desenrolar um romance em meio a terapias e amizade acima de qualquer coisa, é um filme que merece ser visto, não é uma obra de arte, mas retrata o assunto de maneira particular e possui uma trilha sonora excelente, indo de Pixies a Smashing Pumpkins.

Título Original: On The Edge; País de Origem: Irlanda; Ano de Lançamento: 2001; Direção: John Carney; Elenco:Cillian Murphy, Jonathan Jackson, Tricia Vessey.

Não achei legendado, então vai o trailer em inglês:


Camilo Alves Nascimento

Escritor por natureza, mesmo sem saber sobre o que escreve. Mineiro que gosta de rock, apaixonado pela beleza urbana e por todas as suas sutilezas. Insone, ex-fumante, que busca incessantemente entender a mediocridade humana, inclusive a sua. E acredita cegamente que um bom café pode salvar vidas..
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