Mariana Dias

20 anos, estudante de jornalismo e não sabe fazer descrição de si mesma.

O romantismo do City and Colour

Conheça um pouco da trajetória da banda que foi além de somente um projeto paralelo e conquista cada vez mais fãs ao redor do mundo.


426065_3415162303058_1390083214_3481135_426580425_n.jpg Dallas Green. Foto: Jess Baumung

Todos temos a necessidade de nos expressar da nossa maneira, sem ninguém para discordar ou concordar, temos nosso próprio estilo, seja ao compor uma música ou simplesmente falar com os amigos. Devido a essa necessidade, a facilidade de informação e divulgação de músicas pela internet, muitos músicos que já possuem um público fiel com suas bandas optam por fazer projetos paralelos e divulgá-los pela internet. A grande maioria circula somente entre os fãs, outros já ganham destaque por outras pessoas e são descartados pelo público original, mas a maioria permanece somente como um projeto paralelo.

Um dos projetos paralelos que foi além de um projeto é a banda City and Colour, que faz referência ao nome de seu criador. Dallas Green havia feito durante a adolescência um pequeno CD com algumas de suas demos para venda em um evento de sua escola. Com o passar dos anos Green já havia ganho destaque através de sua banda principal Alexisonfire e um dos fãs da banda disponibilizou as demos na internet, logo vários fãs o perguntavam quando ele iria lançar um disco com suas próprias músicas. De tanto perguntarem, Green, que até então nunca havia pensado em lançar um projeto solo, mixou algumas demos em estúdio e lançou em 2005 o primeiro disco do City and colour; Sometimes.

Primeiro single do disco Sometimes

Sometimes se caracteriza pela estética independente, com estilo meio folk meio indie a voz de Dallas Green se mistura com o violão de arranjo simples, cantando letras apaixonadas e sufocantes, típicas de amores da adolescência.

Ganhando cada vez mais destaque ele começou a compor músicas novas para o projeto, lançando em seguida o segundo disco com nome de 'Bring me your love'. Seguindo o mesmo estilo do primeiro disco, os arranjos do violão agora são mais elaborados, assim como as letras que deixam de ter o ar de perspectiva adolescente e passam a ser confissões; Dallas canta sobre seus medos, sobre o amor não correspondido e correspondido, sobre a necessidade que todos temos de fugir da realidade.

Segundo single do disco 'Bring me your love'

Após 'Bring me your love', o City and colour já tinha uma base de fãs formada, Green intercalava a agenda de shows da até então sua principal banda Alexisonfire com seu projeto solo, resultando em vários problemas devido ao estresse. Ele chegou a adimitir em um programa de TV que tem mais facilidade ao compor sozinho para o City and Colour do que junto com os outros integrantes para o Alexisonfire. Foi então que em 2010 ele decidiu deixar a banda e seguir com seu projeto, o que acabou contribuindo para o fim do Alexisonfire e que o transformou em vilão, sendo até hoje acusado por fãs de ter sido a única razão do fim da banda.

Em sua última turnê com Alexisonfire, Green gravou o terceiro disco do City and colour, Little Hell, que foi lançado logo após o fim da turnê em 2011.

Little Hell, apesar de ter sido todo gravado de forma analógica, deixa de lado a estética independente, utilizando mais instrumentos e ao mesmo tempo preservando o violão marcante adota um estilo 'menos Dallas Green e mais City and Colour'.

Segundo single do disco Little Hell

Enquanto era integrante do Alexisonfire, que tem som mais pesado e potente, a voz de Green era o que trazia melodia para a música fazendo contraste com gritos do vocalista principal e as guitarras pesadas. O que Dallas Green faz no City and colour é o mesmo, com letras existencialistas, perturbadoras e românticas contrastanto com uma voz doce e arranjos harmoniosos e pacificadores.

City and colour é romantismo, assim como o movimento artístico, é definido por turbilhão de emoções, dúvidas e existencialismo. Várias pessoas acabam se identificando ou sentindo algo por sua música, é por isso que o projeto, que agora toma vida como banda, não deixa de crescer a cada dia, sendo sem dúvida uma das melhores bandas de estilo indie/folk no mercado da música atual.


Mariana Dias

20 anos, estudante de jornalismo e não sabe fazer descrição de si mesma..
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