shine on you crazy diamond...

"Nobody knows where you are, how near or how far..."

Laís Locatelli

De alma cigana, de curiosidade espontanea...Uma leitora incansável que crê no ser humano: somos bons e maus. Isso é ser completo.

“Alice: quanto tempo dura o eterno? Coelho: às vezes apenas um segundo”.Lewis Carroll(Parte 2)


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...Vou ainda mais longe: depois de Einstein, muita coisa mudou.

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Com Bohm, veio à tona o holograma, onde cada parte de algo é uma representação exata do todo, ou seja, se pode usar uma parte de um todo para construir o holograma total. Dennis Gabor ganhou o Premio Nobel pela formação do primeiro holograma: a partir de uma foto de onda de luz dispersa por um objeto (mais ou menos, para simplificar, desfocada), um laser pode redesenhar tridimensionalmente o original. Karl Pribram nos ensina como essa teoria vira prática nas nossas vidas: o nosso cérebro é holográfico, ou seja, extraindo informação de uma só parte podemos ver, ouvir, cheirar, sentir o sabor e o toque, como se tivéssemos o todo.

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J.S.Bell, no famoso teorema de Bell, descreve que as partículas se conectam de acordo com princípios que transcendem o tempo e o espaço. Qualquer coisa que possa ocorrer com uma partícula afeta as demais. Bell contestou Einstein e afirmou que é possível que uma partícula viaje mais rápido que a velocidade da luz. Isso não significa que um estivesse certo e que o outro estivesse errado, mas que conforme a tecnologia vai dando chão para os experimentos científicos se vai indo mais além nos resultados.

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Creio que estamos no princípio de um mundo de energia a ser descoberto. Nós engatinhamos até a eletricidade, depois até a energia atômica, e agora nos reserva a energia por fusão que já está sendo experimentada a muitos anos pela União Européia. Trata-se de energia limpa, barata e abundante. Estamos indo muito mais além da energia elétrica e estamos entrando na energia pessoal e universal: imagina termos conexão instantânea com tudo e todos e sermos conscientes dessa ligação, termos um facebook mental, recebendo toda a informação, que está e sempre esteve conectada, sem limite de tempo e de espaço.

E digo sem limite de tempo e de espaço porque já foram descobertas ondas de probabilidade e interconexões ondulantes, como se o universo inteiro se tratasse de pautas energéticas inseparáveis, como se toda experiência estivesse interconectada. Como campos invisíveis de organização que geram padrões de comportamento. Pensando nisso me ocorre a yoga, a meditação, que transcende os limites da mente - como a imaginamos ser hoje. Tente recordar e se concentrar em um mantra, que parece fluir eternamente e universalmente, para ter uma pequena idéia dessa sensação.

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A verdade é que somos ilimitadamente energia. E pouco compreendemos desse assunto. Ou nada. Uma das razões é que a maneira que nos ensinam - madre mia! - torna a matéria pesada e confusa. Quase abstrata, como eu frisei no início da coluna. Mas a física é tocável, a sentimos a toda hora, a vivenciamos a toda hora. A luz que temos em casa não é abstrata, é material. O rádio também. O telefone também. E a Internet também. Relacionar as ciências com nossos corpos, nossas sensações, nosso dia a dia é a metodologia mais humana que há. Porque entendemos, correlacionamos e visualizamos.

Estamos descobrindo e adentrando em um oceano de novas informações e novas descobertas. Ir além do inimaginável é somente uma questão de tempo, de curto período de tempo linear. Me despeço com meu querido Platão: “O tempo é a imagem móvel da eternidade imóvel”.

Ps. Esse artigo não teria sido possível sem Ann Brennan, física brilhante.


Laís Locatelli

De alma cigana, de curiosidade espontanea...Uma leitora incansável que crê no ser humano: somos bons e maus. Isso é ser completo. .
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