shine on you crazy diamond...

"Nobody knows where you are, how near or how far..."

Laís Locatelli

De alma cigana, de curiosidade espontanea...Uma leitora incansável que crê no ser humano: somos bons e maus. Isso é ser completo.

“Alice: Quanto tempo dura o eterno? Coelho: Às vezes apenas um segundo”.Lewis Carroll (Parte 1)

O tempo e a energia tem sido estudados e experimentados pela física durante séculos...mas compreendemos o que os físicos tentam nos dizer? Quase nunca ou muito pouco. E se colocássemos as abstratas teorias dentro das nossas sensações, facilitaria?


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A nossa idéia de tempo e de energia muda de tempos em tempos. Costumeiramente, deixamos que os físicos definam para nós, através dos seus cálculos e experimentos, o que é o tempo e o que é energia, como eles decorrem e como são medidos. Soa um tanto abstrato e, de fato, é. Por isso os convido a uma “viagem no tempo” com os grandes físicos. Para ser mais prático e menos abstrato, vamos relacionar a energia e o tempo com o que sentimos, com o nosso corpo, com as nossas relações... Ou seja, como pegamos os conceitos, acreditamos neles e os utilizamos como verdade absoluta...

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Começo por Isaac Newton que, no final do séc XVII, via o universo como algo sólido, composto por átomos. Até o início do século XIX essa teoria foi considerada como definitiva dos fenômenos naturais. Podemos ver essa teoria aplicada nas nossas vidas. “Sentimos nossos corpos de modo mecânico”, (Ann Brennan) vivemos em espaços tridimensionais (e aprendemos em espaço bidimensional, na metodologia quadro-negro) e vemos o tempo de maneira linear: passado-presente-futuro e relógio.

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No início do séc. XIX Maxwell nos apresentou a teoria dos campos eletromagnéticos, ou seja, um universo cheio de campos que criam forças interativas. Aplicamos isso quando sentimos alguém chegar antes de as ver, quando não gostamos de alguém em uma primeira impressão: “O santo não fechou”. Ou seja, a presença ou ausência de harmonia entre os campos eletromagnéticos.

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Einstein, em 1905, brilhantemente elaborou a teoria da relatividade, que chocava com quase toda a teoria de Newton. Ele afirmou que o espaço não é tridimensional e o tempo não é linear, nem absoluto. O tempo é relativo. Ademais, o tempo se conecta com o espaço de maneira tetradimensional. Sentimos a teoria de Einstein quando temos um pressentimento com um amigo, ligamos para ele e verificamos se está tudo bem. Às vezes o que pressentimos aconteceu de fato, às vezes irá acontecer ou, ainda, poderá acontecer dependendo de alguma circunstância. Ou seja, quando sentimos o tempo de maneira diferente do linear passado-presente-futuro.

Sentimos na pele essa teoria de tempo-espaço quando vivenciamos um acidente de carro: cada segundo que transcorre se torna uma eternidade. Também a sentimos quando revemos alguém que amamos, de quem estamos separados há muito tempo, e sentimos o mesmo que sentíamos anos atrás, como se tivesse sido ontem esse passado, como se o tempo não tivesse transcorrido.

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Interessantemente alguns índios americanos e os aborígines australianos diferenciam o tempo em dois (distintamente do nosso passado-presente-futuro): agora, o que está passando, e os demais momentos, ou Grande Tempo, como se não fosse possível organizar o que já passou ou o que irá passar de forma cronológica...tem muita lógica.

Para já, me despeço com meu querido Mario Quintana: “O tempo é um ponto de vista”.

Nos reencontramos na parte 2.


Laís Locatelli

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