shine on you crazy diamond...

"Nobody knows where you are, how near or how far..."

Laís Locatelli

De alma cigana, de curiosidade espontanea...Uma leitora incansável que crê no ser humano: somos bons e maus. Isso é ser completo.

Halloween


Está claríssimo: nós respiramos América do Norte.

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Halooween, que festa é essa? Nunca fiz, nunca irei fazer. Não pela festa em si, que me parece um carnaval com cenário no inferno...Mas, se for para ser carnaval, que seja com samba e com plumas coloridas.

Recordo do Fisk. Quem já não estudou inglês no Fisk? Eles promoviam essa festa como uma metodologia para conhecer a cultura americana. Mas daí a ser integrado em terras canarinhas é um longo caminho.

Volto um pouco no tempo e logo encontro um percalço: como assim tradição americana? Se eles também eram colônia européia. Com exceção de alguma ou outra tradição indígena (não é novidade nem mistério que eles devem ter pouquíssimos laços com a larga e linda cultura vinculada à terra, porque com a colonização houve o genocídio coletivo dos índios), a América do Norte não nos presenteia com nada.

Quem nos deu esse link cultural foram os celtas (outra cultura que teve a suas tradições massacradas pela vassoura do genocídio). Os celtas, especialmente os Irlandeses, considerados pagãos, (que foram feitos pó, literalmente falando, nas fogueiras da inquisição), tinham muitas tradições ligadas com a deusa mãe e com os elementos da natureza, inclusive com as estações do ano, como é o caso do Halloween.

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O Halloween era uma festividade que marcava o fim do verão. O que para nós não tem sentido nenhum porque estamos recebendo o verão. Já escutei falar que era para espantar os espíritos maus do inverno. Mas isso de diz que disse. Vai ver que os do verão tinham uma onda mais alto astral, quem sabe mais surf, mais yogui e não precisam de festa com bruxa nenhuma para espantá-los.

Aproveitando que falo da Irlanda, lembro que Sant Patrick, largamente comemorado nos EUA, foi um cristão que "varreu todas as serpentes da Irlanda” - conhecida por não ter cobras. Resumindo, o que ele fez foi queimar na fogueira (da vaidade católica) os celtas que mantinham suas próprias crenças e seus próprios símbolos, especialmente as mulheres (lembre-se: a mulher comeu a maçã, o conhecimento... O conhecimento é para o homem, que tem o poder e a comunicação com Deus -vide padres e freiras e seus papéis.

Resumindo: o Brasil, com a infinidade de tradições, lendas e símbolos que salvou da sua própria cultura original, teria festivais não só para comemorar, mas para exportar. Basta olhar com mais carinho para a terra canarinha e ver o universo que existe por aqui.


Laís Locatelli

De alma cigana, de curiosidade espontanea...Uma leitora incansável que crê no ser humano: somos bons e maus. Isso é ser completo. .
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