shine on you crazy diamond...

"Nobody knows where you are, how near or how far..."

Laís Locatelli

De alma cigana, de curiosidade espontanea...Uma leitora incansável que crê no ser humano: somos bons e maus. Isso é ser completo.

A-creditar ou des-a-creditar?


Dar crédito ou não dar crédito a uma história (ou estória) que movimenta multidões: a Bíblia.

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Depois de uma semana (sei que estou atrasada, propositalmente) nadando em uma enchente de informações e comemorações sobre a Páscoa, posso concluir a coisa toda da Bíblia em duas teorias: ou tudo aquilo foi pura metáfora ou foram fatos históricos narrados.

Sem jamais esquecer que “duas mentes nunca captam a mesma verdade”, vale frisar que o livro foi escrito por “quase simples mortais” como nós. Quase porque depois foram santificados, coisa e tal, tal e coisa.

Eu parto da premissa lógica, minha visão e experiência. Seis anos de catequese, sete anos estudando em colégio de freiras. Levei um susto assistindo um documentário (histórico descritivo, laico) sobre a Bíblia. Abraão, Moisés, Rei David, Sansão, Jesus e tantas figuras mais que eu nem sabia o nome...Sobre isso eu sabia era quase nada.

Resumindo: justo eu, que sou uma curiosa indomável, que já busquei conhecer muitos dogmas e cerimônias, cheguei a conclusão que sobre a história da Bíblia eu sou um zero.

Me questionei sobre os anos todos de aulas e mais aulas dentro e fora da escola, dentro e fora da igreja.: eles tiveram, como finalidade última, “enfiar moral guela abaixo”. Infelizmente, porque né, Brasil, país laico, teologia é interessante sim, mas moral pregada é que não.

Triste conclusão é reconhecer o quanto deixei de aprender, por ignorância alheia. Eu era só uma criança. “Hey! Teacher! Leave us kids alone!”

Nenhuma informação é melhor que informação distorcida. Pelo menos deixa mais espaço e menos preconceitos na maravilhosa criatividade infantil.

Volto a Bíblia e mantenho as duas teorias: é tudo metáfora dos fatos reais.

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Alcorão, Livro dos Espíritos, Bíblia...conheci maravilhosos evangélicos, católicos, espíritas, filhos da umbanda e tantos outros maravilhosos que não crêem em nada disso. E compreendi, nessa busca espiritual (além da curiosidade teve algo mais), que todas as religiões têm suas belezas, encantos, símbolos, verdades, metáforas e uma mão humana a escrever tudo. Logicamente que extremos radicais nem contam como algo além de um regime ditatorial, feio e tosco.

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Que a paz esteja com todos nós.

Feliz Vida!


Laís Locatelli

De alma cigana, de curiosidade espontanea...Uma leitora incansável que crê no ser humano: somos bons e maus. Isso é ser completo. .
Saiba como escrever na obvious.

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