sobre linhas entre espaços

Sobre o que vejo, mas não entendo. Sobre o que entendo, mas não vejo.

Bruna Vieira de Assis

Arquiteta e Urbanista, apaixonada por fotografia e artes plásticas. Que vive de observar os detalhes que quase ninguém vê e os escreve para não esquecer.

Maison à Bordeaux, koolhas

O texto retrata alguns aspectos sobre a manutenção e funcionalidade da Maison à Bordeaux,(França ,1998) projeto do aclamado arquiteto Rem Koolhaas. Tendo como foco a questão funcional do projeto e o dia -a-dia de uma casa conceito . Se atendo para sua secretária do lar a catalão Guadalupe que se contorce em meios instrumentos de limpeza, para conseguir manter tal "conceito" apto para ser habitado.


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Antes de atentarmos nossos olhares a uma habitação e observarmos suas formas , cores , espaços e significamos.Devemos nos ater a sua real funçao, ou seja o modo de como ela se insere no coditiano de quem nela habita , melhor dizendo de quem nela trabalha ou seja de quem a faz funcionar de verdade.

Mas fazer funcionar é algo que nos faz pensar , tratando –se de uma casa , ou seja , casa nos remete a ideia de lar , moradia .Como outrora dito por Le corbusie “a casa é maquina de morar.” Mas se tratando de Maison à Bordeaux , de Koollhas , a “casa é maquina de viver .” Pois agora o dever da casa não é somente atender as necessidades básicas , como proteger , descansar , alimentar e higienizar . Pois a casa tem que atender a sua razao primordial que é o viver dentro dela .E cada pessoa vive de modos diferentes , cada um tem suas necessidades especiais e isso independe do espaço fisíco.

Mas se tratando de Maison à Bordeaux , de Koolhas o proprio dono da casa já se tratava de alguem com necessidades especiais , pensando nisso o arquiteto idealizou e projetou uma habitação onde o foco primordial seria os acessos dentro da casa para o propriotario, facilitando e ligando ambientes atravez de uma pasarela (elevador ) que liga a biblioteca particular do propriatario aos outros pavimentos da casa . Ou seja a passarela (elevador) é o coração da edificação , pois é o que faz funcionar pra quem nela vive. É o que faz a casa ser “uma maquina para viver. “

Sob o olhar de Guadalupe

Por outro lado existe a manutenção , ou seja o que deixa a edificação em estado habitavel , admiravel ate mesmo funcional.

Funcional? Pra quem?

Pra quem a projetou? Pra quem nela vive? Para turistas? Ou pra quem a limpa e conhece cada um de seus aspectos “positivos”?

Pra quem a casa é funcial , bem para cada um citado à cima a casa é funciona de um jeito , pois para cada um a função da edificação é uma .Ninguem a vê com mesmos olhos .Mas irei me ater no olhar de quem a limpa ou seja a catalã Guadalupe , pois ela que são quadris largos e todo oseu exesso de peso , faz as formas de koolhas funcionar .Ou pelo menos tenta .

Segundo Guadalupe casa , funciona mas precisa de “retoques’ , pois tudo é muito cinza além de existir aspectos bastante irrelevantes .

Como por exemplo a escada em caracol onde , todos os dias Guadalupe desde com o aspirador de pó . Tal escada não foi feita pra descer tal maquinário , porém a real necessidade fez com que a utilizasse pra tal fim . A necessidade faz a utilidade , isto é algo que fica bastante explicito no dia- a- dia da Catalã Guadalupe ao limpar o “objeto de arte” , que denominamos de casa.

Para ela a cozinha não se parece com uma cozinha(ou seja com a sua cozinha )mas funciona , os quartos são grandes , porém as aberturas nao privilegiao as melhores visadas do entorno .Entao guadalupe se pergunta:

- “Pra que ter essas janelas ??Ainda mais desse jeito...”

Não importa pois para a patroa deve haver uma razao pra tudo isso assim pensa a funcionaria .Mas se tratando de Guadalupe ela se adequa a casa , a limpa apesar das limitaçoes que arte de se morar daquele lugar impoe .Vejo Guadalupe como um camaleao de se adequa em cada ambiente da casa , em cada situação , tapando cada buraco , limpando cada estrago ....

Se contorcendo e rebolando em cada espaço pra passar com seus rodos , vassouras e aparelhos .Tudo isso para fazer o seu oficio direito e trazer um pouco de “identidade” a algo já com tanta identidade e porém pouca funcionalidade. Pois o que faz uma casa funcionar e como a mentem. E o que a faz uma casa ser algo vivo é como os adequamos as sua funcionalidade ou a falta dela .Ou seja é como limpamos o cantinho da escada.

Ps: Para assistir: House Life


Bruna Vieira de Assis

Arquiteta e Urbanista, apaixonada por fotografia e artes plásticas. Que vive de observar os detalhes que quase ninguém vê e os escreve para não esquecer..
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