taberna das artes

Uma pausa da vida real

Adriano Schone

Publicitario lúdico, uso a arte como ponto de fuga do caos.

Colagem: inquietação por Andrei Cojocaru

A colagem cria um sentimento de satisfação, medo e prazer, tudo em apenas uma peça. Torna a realidade num mistério, tira o chão da razão e por fim, da asas a imaginação.


Andrei01.jpeg Desde o século XX, artistas buscaram uma nova técnica de arte para fugir do padrão. Antigos cubistas colavam pedaços de jornal em suas pinturas para dar impressão de irrealidade, quebrando barreiras entre pintura e escultura. Com o propósito de juntar numa mesma imagem outras imagens de origens diferentes, a colagem foi utilizada por diversos artistas, inclusive Picasso por volta de 1912, ele colava diversos materiais em suas pinturas a óleo.

Criando um ponto de fuga do marasmo, o artista tem liberdade para retirar da realidade pedaços de elementos - pedaços de jornais e papéis de todas origens, madeira, tecido, objetos e outros -, para formar outro elemento. A colagem é conhecida por ser uma arte inquietante, cheio de transtornos, o que acaba fazendo os apreciadores se identificarem imediatamente com a obra ou artista.

Hoje em dia a colagem é praticamente dominada pela técnica digital, mas apresento um artista jovem - com quem me identifiquei - que utiliza colagem artesanal e digital: Andrei Cojocaru, nascido na Roménia em 1987, vive em Paris na França. O artista cria colagens desde 2008, utiliza formas, padrões, cores, letras e números.

Andrei trabalha com papéis, fotos, recortes, impressões, recibos, etiquetas, fitas, marcadores, cola, texturas de tintas (spray), cortadores, scanners, computadores, impressoras e máquinas copiadoras. Acompanhe alguns belos trabalhos:

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Adriano Schone

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