tempos líquidos

Experiências profundas em um mundo raso

Liu Bolin, o Homem Camaleão

por em 01 de mai de 2012 às 14:03 | 4 comentários

Conheça a arte de Liu Bolin, o artista chinês que domina a habilidade da camuflagem

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Liu Bolin é um artista que adora desaparecer. Chinês, nascido em 1973, cresceu na província de Shandong e por lá se formou em Artes Plásticas na Shandong College of Arts. Mais tarde concluiu o mestrado, também em Artes Plásticas, na Central Academy of Fine Arts, em Pequim.

Sua obra tem sido cultuada em diversos museus ao redor do mundo. Mas seu trabalho mais conhecido é intitulado como "The Invisible Man" (O Homem Invisível), onde Liu através de pinturas corporais se camufla em paisagens urbanas. Segundo Liu, o processo de pintura exige muita paciência e pode demorar até dez (!) horas para ficar pronto. O artista dá inveja ao camaleão mais habilidoso na arte do disfarce. Tente encontrá-lo nos cenários abaixo e assim como eu, fique surpreendido pela técnica muito (muito mesmo!) apurada!

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Artigo da autoria de Kátia Keiko.
Eu tentei ser normal. Mas não gostei.
Saiba como fazer parte da obvious.

Comentários

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André

Muito bom. Ficou faltando algum com pessoas ao fundo. Uma praia ou clube, por exemplo.

Leo

Fantastico, ele so' poderia ser oriental mesmo com essa precisao toda....trabalho de muita paciencia e de grande resultado!!!Obrigado pelo artigo e fotos.

Lia Rauber

Fantástica a arte contida nas fotos. Adorei!

Roberta

além da técnica apuradíssima, que faz cutucar o pensamento "caramba, mas como ele fez isso?!", o mais impressionante é como as imagens são tocantes e inteligentes.
eu, pelo menos, fui obrigada a olhar com calma cada uma delas. sem essa mania que a gente tem de olhar e passar logo para a próxima. e nesse processo de olhar com calma, acabo pensando como o ser humano faz parte do mundo, e como o mundo está nele também. costumamos "olhar o mundo" sem imaginarmos que somos parte dele. e também como o lugar comum pode nos tornar imperceptíveis, mesmo sem estarmos camuflados.
e toda essa paciência em recriar o lugar no corpo, é mais ou menos como uma aprendizagem pela qual passamos, de absorver o que há a nossa volta.
um trabalho minuncioso e magnífico.

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