tempos líquidos

Experiências profundas em um mundo raso

Kátia Keiko

Eu tentei ser normal. Mas não gostei

A dura realidade das fábricas chinesas

A China é a maior fabricante de brinquedos do mundo. 7 em cada 10 brinquedos são fabricados por lá. E de acordo com a consultoria de mercado Ibis World a indústria cresce 10% ao ano e gerou US$ 29 bilhões de dólares em receita em 2013.


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A mão de obra barata é o principal motivo para as fábricas se instalarem em territórios chineses. Esse valor atrativo para as corporações só é possível por abusos e más condições de trabalho para os funcionários. Muitas organizações não-governamentais denunciam os fornecedores de grandes empresas como Mattel, Disney e Lego.

A indústria de brinquedos chinesa emprega atualmente 635 mil trabalhadores e os funcionários moram nas próprias fábricas com até 12 pessoas. Entre as condições desumanas de trabalho estão: os chineses são acusados frequentemente de não fornecerem proteção adequada contra os produtos químicos; os funcionários são sujeitos a multas e cortes de salário por olhar o celular ou conversar com os colegas; e fazem em média de 80 a 100 horas extras por mês, quando o permitido por lei é de no máximo 36 horas.

Diante deste cenário, o fotógrafo alemão Michael Wolf que atualmente reside em Hong Kong, decidiu registrar a realidade diária dos trabalhadores. Michael visitou 5 fábricas de brinquedos na China e criou uma série fotográfica intitulada "The Real Toy Story" (A Verdadeira Toy Story, em tradução). Este ano as fotografias foram também expostas em uma instalação em Shangai.

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Kátia Keiko

Eu tentei ser normal. Mas não gostei.
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