Gilsara Mattos

Gilsara Mattos é escritora, roteirista, palestrante

Estamos todos no mesmo barco

Você sabe qual?


E então você se encontra em uma posição privilegiada, e por um tempo nela, se sente acima de uma realidade a que todos estão submetidos e pela qual se sentem impotentes: somos mortais.

Essa realidade desbanca qualquer um e o mais esnobe dos mortais se abala.

Desde o mais rico do mundo até o mais pobre, tanto em bens materiais quanto espirituais, estão na mesma situação aqui.

Essa realidade reduz todos a uma vulnerabilidade que incomoda. E que não pode ser mudada.

A ciência tenta, mas sem resultado.

Essa realidade leva todos a pensarem em outras questões: de onde viemos, para onde vamos, quem somos na verdade?

O que é o planeta Terra?

Quem fez tudo isso?

O que é realmente esse "tudo isso"?

Somente a fé é capaz de nos sustentar para evitar que indagações nos tirem a paz, a segurança e o amor.

E de onde vem essa fé?

Todas as pessoas no mundo, independente do nome que deem, têm em si, a consciência, a sensação de que há "algo" maior mas que não vemos.

Até mesmo Einstein, deixou frases como "Quando abro a porta de uma nova descoberta já encontro Deus lá dentro".

É racionalmente impossível imaginar que tudo apareceu do nada. É racional ver, a exemplo de nossas ações, que para existir, as coisas precisam ser feitas.

E se nós não fizemos tudo o que há no planeta, o sistema solar, o universo, quem terá feito?

E com todas as matérias primas já existindo, por terem sido feitas por alguém - que logicamente é o dono de tudo - tudo o que fazemos se resume a descobertas e junções.

Isso me lembra o tempo que passei em um laboratório onde realizava fórmulas químicas mas não era a criadora dos elementos que eu lá misturava "para descobrir a reação".

Tudo o que fazemos, meus caros, é "descobrir", e nossas criações se resumem a juntarmos elementos já existentes. Analisem um pouco apenas e chegarão à essa conclusão também.

E então, de onde vem sua fé?

A minha vem de conhecer Jesus.

Ele mesmo disse que "veio" e que "voltaria" então, ao meu ver, Ele foi o único que disse palavras que mostraram saber o que tinha lá, em algum lugar fora daqui.

E como seu único "ensinamento" foi o amor, entendo que "aqui" é um lugar no qual temos que aprender a ser pessoas melhores.

Olhe em volta e logo verá atos diferentes que revelam pessoas diferentes.

Atos de brutalidade contra a vida, que chocam bilhões de pessoas, também revelam que bilhões de pessoas já estão mais propensas à amar que à odiar.

E isso causa esperança e alegria.

O amor é um sentimento espetacular tão forte que é capaz de fazer funcionar/reagir todos os neurônios, todas as partes/funções cerebrais, que acionadas, causam o êxtase, prazer, frenesi jamais sentidos por meio de alguma droga.

O amor.

Essa coisinha frágil como um passarinho, igualmente como um passarinho é que consegue voar.

Um animal feroz não voa.

Mas um passarinho aparente simples e frágil, é que consegue voar "sobre" todos os outros animais.

Tudo faz sentido quando paramos para analisar o ensinamento de Jesus.

O menor é o maior.

Mateus 18

1 Naquela mesma hora chegaram os discípulos ao pé de Jesus, dizendo: Quem é o maior no reino dos céus? 2 E Jesus, chamando um menino, o pôs no meio deles, 3 E disse: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos fizerdes como meninos, de modo algum entrareis no reino dos céus. 4 Portanto, aquele que se tornar humilde como este menino, esse é o maior no reino dos céus.

Então, a única pessoa da qual ouvi falar que disse tantas palavras coerentes e fez tantos milagres, pois suas ações são impossíveis para um ser humano fazer normalmente, é Jesus.

Então a Fé de que há um Deus, um Criador de tudo, que é justo e bom, e que além disso nos ama e quer nosso bem, é o que nos faz ver além da cortina.

Sentir esse amor divino, de um Pai misericordioso, justo, poderoso, é uma sensação inarrável.

Acalentadora perante tantas questões que não sabemos responder.

Esse rapaz cantando nesse palco, uma música de poucas palavras mas que tocam a essência de cada pessoa existente nesse mundo, seja ela boa ou má, me lembrou o passarinho.

O amor nos faz ser esse passarinho.

Esse homem cantou sobre o amor que ele tinha por alguém e que por amar esse alguém ele se preocupava com o BEM dessa pessoa.

Isso é tocante, emocionante, nobre.

E a humildade é assim. Nobre.

Engana-se quem acredita que a humildade é bobinha e frágil e que a nobreza verdadeira é esnobe.

Quem é esnobe não é nobre, mas quem é humilde, sim.

Simplesmente porque o humilde tem em si o amor, que é o sentimento nobre.

O humilde entende sua posição ínfima, mas não insignifcante, por ter em si o amor do Pai, o Todo-Poderoso, a quem todos têm consciência de que é mesmo o dono de tudo. Embora alguns não falem, não entendam, não admitam.

Eu espero que todos possam aprender a única lição que temos que aprender para viver em paz e felicidade que tanto desejamos.

Mais que toda física e toda matemática que temos contato aqui, o amor parece ser algo realmente difícil de aprender, visto as barbáries que a história e a atualidade nos mostram.

Eu espero francamente, que possamos fazer um futuro realmente grandioso, não pelas descobertas que nos levam ao desenvolvimento da tecnologia, mas pela grandiosidade de viver o amor em nós mesmos.


Gilsara Mattos

Gilsara Mattos é escritora, roteirista, palestrante .
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