Gilsara Mattos

Gilsara Mattos é escritora, roteirista, palestrante

(H)A VONTADE DE IR EMBORA DO BRASIL


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Assistindo vários vídeos no Youtube, de jornais, e pessoas, de outros países, podemos perceber que o Brasil não é um país respeitado.

Riem do nosso país, e de nós, de hábitos, do resultado da administração pública.

E não fica por aí.

Tudo o que acontece aqui é bem visto lá fora, pois tudo é altamente noticiado, nunca como algo que está sendo resolvido, mas como se fosse uma problema estável, característico do país.

Quando turistas vêm visitar esse imenso território, ao invés de serem bem recepcionados, se deparam com uma chaleirice, e um puxassaquismo descarado e abundante.

A marginalidade e a corrupção na política e em outros setores, são enorme e frequentemente divulgados pela mídia, e também pelos próprios Brasileiros.

Os Brasileiros que saem do país, não medem esforços para denegri-lo, em um esforço imenso para serem desvinculados de tal subdesenvolvimento e comportamento nada exemplar.

Há vontade de ir embora do país?

Sim.

A todo momento.

Não é fácil ser denominado como morador de Terceiro Mundo, em um planeta onde esse termo significa o mesmo ou pior que “Quinta Categoria”.

Somos vistos como moradores de uma terra naturalmente rica, mas que desperdiçamos, não sabemos usá-la.

Então, o que acontece?

Eles usam.

Adicione puxar saco de gringo (moradores de outros países) à nenhum amor patriótico próprio + a vontade de ser rico e terá um coquetel molotov de destruição do país, de seus bens naturais, e da cidadania.

Um povo que não se orgulha de si, que fala mal de seu país, de seus governantes, que é agressivo até mesmo em comentário de matéria de entretenimento ou de curiosidades, na internet, jamais se unirá.

E desunidos não chegarão à lugar algum.

O que eu sei é que todo país de Primeiro Mundo, não nasceu Primeiro Mundo.

Para ter uma casa, é preciso construí-la.

E se quando você chegou, ela já existia, é preciso conservá-la.

Se a família, os habitantes dessa casa, ficarem brigando entre si, adeus casa.

E fica todo mundo sem teto.

“Ah, mas não dá pra ficar sem país…” , alguém diz sarcasticamente.

“Sim, dá”. Respondo eu, e explico.

Afinal todas as pessoas que foram embora do país, não ficaram sem pátria?

Podem conseguir cidadania, podem morar há décadas em outro país melhor, mas nunca esquecerão seu idioma, a comida, os lugares, as pessoas, de sua casa.

Prova disso são os Brasileiros que saem do país, e VOTAM nos candidatos do Brasil, mesmo morando em outros país.

Prova disso é que não conseguem deixar de opinar em tudo o que acontece na sua casa.

JAMAIS, POR MAIS QUE GOSTEMOS, VAMOS NOS SENTIR EM CASA, NA CASA DOS OUTROS.

Isso é fato.

Então, o que devemos fazer?

Salvar a nossa Pátria.

Como?

UNIÃO + ESTRATÉGIA DE DESENVOLVIMENTO + TRABALHO SÉRIO + AMOR PELA SUA CASA

Se não fizermos isso AGORA, desde JÁ, isso jamais irá acontecer.

Estamos por nossa conta há 300 anos.

Ninguém virá aqui nos “salvar”.

Não adianta ficar reclamando lá fora, achando que são nossos primos, tios e tias.

Se não fizermos isso, iremos atrair mais e mais exploradores, de nossas riquezas naturais, de nosso mercado que é grande, pois somos 200 milhões de pessoas e pelo menos a metade disso é COMPRADOR.

Nós estamos vivendo como uma turma de caipiras sobre um terreno de petróleo, cercado de vizinhos que estão vendo isso, e sorrindo, vão se apossar disso.

Quando vermos, já será tarde, pois estarão dominando tudo, até mesmo a água, que temos de sobra aqui e eles já ficam falando que desperdiçamos.

A Amazônia já se tornou um território mundial, e ela é riquíssima, mas quem a administra?

Como é o estilo de vida das pessoas que moram lá? Rico?

É preciso acordar.

Enquanto brigamos, a corrupção continua, e nunca deixaremos de ser colonizados, antes, por Portugal, e agora, por mais e mais países, só que informalmente.

O Grito da Independência foi dado, mas ela não aconteceu.

Eu entendo que com 500 aninhos, e apenas 300 libertos de Portugal, nós ainda somos novos, e novos, somos inexperientes, mas precisamos aprender a administrar nossa casa, AGORA.

Porém, distraídos com escravidão que nem existe mais, com o racismo que você vê mais em números de pesquisas e casos escassos mostrados na mídia, do que nas ruas realmente, e com as mulheres brigando com os homens, querendo direitos que foram adquiridos há mais de um século, estamos fazendo papel de besta.

Temos que acordar.

AH, O GIGANTE JÁ ACORDOU? ENTÃO TEMOS QUE PARAR DE BRIGAR, LEVANTAR, SE UNIR E TRABALHAR.

O mundo não é um mar de rosas.

Esqueçam isso, Babies. Parem de esperar as pétalas de rosas no chão para poderem andar no macio.

Mas o mundo também não é um mar de espinhos.

O mundo é um ringue.

Basta calçar os sapatos e batalhar.

Acho que no inconsciente todos já sabem disso, não? Pois agressividade no Brasil é algo vergonhoso.

O FATO é que não devemos BRIGAR UNS COM OS OUTROS!

Devemos brigar com os obstáculos que se apresentam no trabalho, em toda profissão, para ser aprimorada; nos desafios que devemos vencer criando formas; na própria personalidade, que não entende que cada pessoa conta, é importante, na soma dessa matemática do desenvolvimento.

Não é possível ficar empurrando a própria responsabilidade com a barriga, esperando que o outro sempre faça, esperando que alguém diga ou pague muuito bem pra você fazer algo.

Não é possível enriquecer da noite para o dia: esqueça isso.

Mas é possível enriquecer em anos, décadas.

Talvez não como o Jeff Bezos, ou Bill Gates ou o dono do AliExpress, e sei lá mais quem, mas como uma pessoa que só quer ter dinheiro pra pagar as contas no final do mês, poder alimentar a si mesmo e a família, poder comprar um carro e pagar sua manutenção e combustível, fazer uma viagem de vez em quando, poder ir ao dentista e pagá-lo, cuidar de sua higiene, estética etc, poder vestir e calçar a si mesmo e a família regularmente e não uma ou duas vezes por ano, sem que tenha que passar noites acordado para tentar descobrir como conseguir pagar a prioridade das prioridades, e como conseguir o dinheiro para pagar, e a alimentação para conseguir trabalhar.

Isso, irmãos, já é riqueza.

Aliás, se eu tivesse 1 bilhão de dólares, usaria a parte excedente, para melhorar o mundo para as outras que moram nele. Aquelas que precisam até do básico.

Não estou dizendo, de forma alguma, que eles e outros ricos, tenham que fazer isso.

Não estou dizendo, de forma alguma, que eles tenham que ser roubados.

Não estou dizendo, de forma alguma, que eles tenham que resolver o mundo.

Estou dizendo o que eu faria.

Eu acho inclusive que a história eles é linda, e são um exemplo que serve de inspiração, para que todos saibam que é possível ficar rico, trabalhando. É possível ficar rico, de forma honesta. E sem prejudicar ninguém, como eu acho que é o caso deles, já que a história deles está disponível na internet, para quem quiser ler.

Muitas pessoas, quando digo que acredito na força do trabalho para construir o Brasil que queremos, dizem:

– Ah, mas isso vai demorar um século e olhe lá, e não vou estar mais aqui.

Você talvez não, mas o resultado do seu trabalho, sim. Assim como o do Lincoln, por exemplo, e tantos outros homens e mulheres que viveram construtivamente.

O Prêmio Nobel, por exemplo, é dado à quem cria obras Boas para o Bem da Humanidade.

E esses argumentos não te bastam, lembre-se que seus filhos, netos, bisnetos, e as gerações seguintes da sua família, estarão: Não quer deixar um mundo melhor para eles?

Se esse argumento ainda não é o suficiente para você, lembre-se que as abelhas, as formigas, são pequenas, e muito importantes para as pessoas, com seu micro trabalho que ninguém nota, não recebem salário, nem Oscars, nem qualquer outra premiação senão o resultado de fazerem um Bom Trabalho, que outros usufruem, além delas.

Se isso não te basta, por pensar que não é uma formiga ou abelha, lembre-se que exatamente por ser mais e maior que elas, você DEVE pensar mais e melhor que elas, nos outros.

Elas fazem um Bom Trabalho por instinto, por programação, talvez, pois talvez sintam alegria, quem sabe? Mas nós, sendo humanos, temos a obrigação de querer fazer um Bom Trabalho.

A nós foi dado o Livre Arbítrio, e escolher não trabalhar, é no mínimo ridículo, já que o trabalho nos revela e nos desenvolve como seres humanos.

O Brasil veio até aqui por pessoas com menos capacidade tecnológica que nós, com menos recursos de todas as formas, mas criaram formas de desenvolver as técnicas, até chegar onde estamos.

O mínimo que podemos fazer é honrar nossos ancestrais continuando o Bom Trabalho que fizeram enfrentando um mundo muito mais selvagem, recém descoberto.

Se você, pelo seu trabalho, não tiver seu rosto circulando com méritos e louros na internet, para que todos possam ver, faça por onde estar pelo menos, na sala de estar de sua família, sendo apresentado(a) para seus descendentes, citado(a) com orgulho, e servindo de exemplo de uma vida cheia de vitórias.

Se você não tem o dinheiro dos bilionários, e acha que por causa disso não pode ajudar bilhões de pessoas, tente ajudar uma, e inspirar outros a ajudarem uma também, cada um.

Se você não pode ir dando o peixe, pode ensinar o caminho do mar, ajudar a colocar a isca no anzol, segurar a linha, ajudar fazer a rede, ensinar a pescar, cantar para animar quem está pescando, ajudar a puxar a rede, limpar os cestos, limpar os peixes, fritá-los, lavar os pratos… Há um mar de oportunidades para fazer o Bem.

– Ah, mas lá fora, nos países de Primeiro Mundo, posso comprar o peixe na peixaria.

Entendo, e é verdade.

Mas nós temos que construir nossa própria peixaria.

– Ah, mas isso vai demorar! Estou com fome é agora!

Sim, vai!

Você pode comprar o peixe na peixaria do outro, comer, e ter força para ajudar a construir a nossa.

– Ah, mas vai demorar muito tempo e até lá, terei fome de novo. É melhor me mudar pra lá logo. Além do mais, aqui ainda teremos que limpar o terreno, comprar tijolos, pagar pedreiros, e cobram muito caro, tirar licença da Prefeitura, que demora e é burocrático demais e desnecessariamente, para só depois conseguir construir, e isso, se tiver o dinheiro para o material e a água para fazer a massa! Além do mais, as pessoas preferem comprar peixe em peixarias mais bonitas.

Sim, tudo isso é verdade.

Mas todos esses erros que você apontou já são uma forma de ajudar. Dizendo onde está a falha e apresentando uma solução, você já está ajudando.

Se conseguir unir pessoas para construir a peixaria, você já está ajudando.

Se inspirá-las a construir uma linda peixaria eficiente, já estará ajudando.

Vai demorar, mas vai conseguir, se todos se unirem.

O que não podemos é continuar NÃO FAZENDO, NÃO ACREDITANDO e DESDENHANDO NOSSA CASA.

Nós precisamos nos unir, foca no que importa, fazer um plano de ação e ajudar no que puder, para a construção desse país, que tanto merece o nosso respeito, pelas riquezas naturais que nos oferece, pela Graça de Deus.

Somos Abençoados por nascer em uma terra dessa, agora nós é que precisamos HONRAR isso e FAZER por merecer.

E nossos vizinhos estão vendo isso: POR ISSO NOS DESVALORIZAM. Se nós próprios nos desvalorizamos, eles é que vão nos desvalorizar? Não! Vão se aproveitar! O que aconteceria com bebês com malas de dinheiro, passeassem brigando entre si, no meio de adultos de todas as índoles?

Já nascemos Reis e Rainhas, em uma terra naturalmente rica e abundante, com terra fértil.

Mas não estamos trabalhando! Não estamos levando-a a sério! Não estamos nos unindo! Não estamos valorizando-a!

Por isso, não estamos agindo com Nobreza.

Brigar entre nós, ter preguiça e desunião, certamente não são dignos de um Rei.

Vamos lá? Podemos mudar nossa mentalidade a hora em que quisermos.

Para isso é o Livre Arbítrio.

Não somos considerados ricos pelo o que temos, mas pelo o que fazemos com nossa riqueza.

Se não mudarmos nossa MENTALIDADE de Terceiro Mundo, para Primeiro Mundo, jamais mudaremos nossa realidade.

Tudo começa em nossa mente.

Mas antes, passa pelo QUERER.

Vocês querem morar no MELHOR PAÍS DO MUNDO?

Já estão nele.

Agora é arar essa terra.

Os frutos vêm desse trabalho.

PRA FRENTE, BRASIL!!

DEUS É CONOSCO.


Gilsara Mattos

Gilsara Mattos é escritora, roteirista, palestrante .
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