Gilsara Mattos

Gilsara Mattos é autora de livros e roteiros para cinema. Palestrante, Publicitária.

Grandes leitores fazem um grande país

Poucos leitores fazem um pais medíocre.


aaron-burden-6jYoil2GhVk-unsplash.jpg Foto: @aaronburden

Se você ainda não se deu conta, pare agora e preste atenção. Todos os autores que são famosos, se existissem hoje, jamais seriam famosos.

E por que?

Simplesmente porque nasceram em épocas em que existiam leitores.

Leia-se "pessoas desprovidas de ego exacerbado, que buscavam realmente aprender".

E depois de lerem, amavam citar o aprendizado adquirido e... seus autores.

Os autores de hoje são os mais desestimulados. E por que? Porque têm suas citações roubadas, copiadas, ao invés de seus nomes honrados em citações.

Tolstoi teria se tornado "Tolstoi" se tivesse nascido hoje?

Certamente não.

Descartes, Hemingway, Agatha Christie, F. Scott Fitzgerald, Virginia Woolf, Machado de Assis, José de Alencar, Shakespeare, Kafka, Gabriel García Márquez, Federico García Lorca, seriam certamente trocados por algum youtuber com cabelos coloridos que fazem piruetas para aquisição de dinheiro através de "visualizações". E quem pode culpá-los a não ser por explorarem a nescidão de hoje para enriquecerem a si mesmos.... materialmente.

E conhecido que você colhe o que planta, então, os mais vistos, que cultivam o vazio para lucrarem com ele, produzem o mesmo teor de "conteúdo" de qualidade nível zero criando-lhes um perfil nivelado com seu público, infelizmente hoje a maioria e em número crescente, para grande preocupação daqueles que pensam e desejam um grande e qualitativo futuro

Portanto, se você ja dedicou um tempinho para observar, as grandes obras de seculos atrás que temos o prazer de citar hoje, jamais existiriam, pois hoje não há mais o mesmo tipo de leitores.

Por esse motivo, em todos os departamentos, a banalidade tomou conta do mundo de hoje, e tem sido estimulada talvez pela competição avassaladora, pela fome desenfreada de louros que devora incontidamente cada vontade de aplaudir a obra "do outro".

Não há mais lugar para o crescimento intelectual, pois não há mais humildade. Ela foi expulsa pelo ganancioso ego, que nunca se satisfaz.

Trocou-se o desejo do crescimento intelectual pelo crescente desejo intelectual. Trocou-se aquele que exige pensar saborosamente exercitando a mente, pelo desejo medível de ter.

E o único "ser" que se busca nos tempos modernos é o materialmente rico: quanto mais dinheiro para aquisição de coisas, melhor.

Livrarias e bibliotecas estão sucumbindo à nova geração do ego, da velocidade, do nada se cria de útil nem se transforma em realmente bom para muitos.

A única montanha que se vê e se deseja é a da fama. A qual busca-se escalar às cotoveladas e da fortuna e da forma mais antiética possível para deixar de lado qualquer impedimento que possa atrapalhar a chegada ao topo.

O estímulo agora não é para o crescimento intelectual, mas bancário, acompanhado da míngua do saber se relacionar humanamente.

As mãos que se levantam não é para fazer perguntas que buscam o esclarecimento mas sim, cheias de ódio, expondo-se vigorosamente fechadas em punho, bloqueando cada vez mais o entendimento entre raças, idades, gêneros e que mais rótulos divisórios criarem em busca da imaginária e pseudo-acalentadora inclusão.

E, por falta de crescimento intelectual, regride-se em grande escala, batalhando batalhas já batalhadas e já vencidas. Mas mantendo seus batalhadores certos de que estão fazendo um bom trabalho.

E segue-se a selvageria, por não desenvolver a boa comunicação humana, manifestando-se sempre de forma animalesca, preferindo a selvageria de atos entre semelhantes, do que a busca conjunta de solução do - imaginário - problema.

Regredimos.

Essa é a única realidade que se constrói crescentemente contrastando com o avanço da tecnologia, sem que se perceba, não a favor da humanidade, mas contra, pois o que se faz cada vez mais é inibir a si mesmo de evoluir o raciocínio original, poupando-lhe o trabalho a dizer continuamente um.sonoro "sim" para o raciocínio artificial, que mais um pouco, talvez depois de amanhã, domine tudo de vez, já que se sentirá maior que aquele que serve, uma vez que esse esta transformando-se pouco a pouco, em meros - e apáticos - parasitas.

Sobre a lua demos "um passo enorme para a Humanidade", mas sobre a Terra, da-se passos gigantescos, enormes, cada vez mais para trás, pouco a pouco, todos os dias, ao som de músicas obscenas e repetitivas assistindo coreografias idem.

É preciso aprender, e admitir, que "dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço", e isso não é apenas fisicamente, mas em todas as suas formas.

Portanto, se você ocupa sua mente com pensamentos e sentimentos de baixa qualidade, logo, onde há ódio, não há o amor, o único fator Criado com capacidade de gerar todos os bons frutos que levam à evolução, em todos os sentidos da vida e humanos, por gerar este, outros nobres sentimentos, como por exemplo, a humildade, que foi há muito, expulsa dos corações pelo implacável e ditador, Mr. EGO, esse, notoriamente crescente, visto as aberrações que se constroem.

Sem humildade não há aprendizado, pois onde há a negação da ignorância, não ha espaço para o saber, uma vez que "dois corpos não ocupam o mesmo espaço".

Convido a geração de agora, a baixar suas armas e sentar-se calmamente para apreciar o planeta em que estamos.

Vejam: Não há uma guerra de foice a vencer. Estamos em um estupendo e espetacular lugar feito pelo Magnífico Criador que nos propiciou aprender uma única lição: AMAR.

Enquanto vocês odiarem, jamais vão conseguir aproveitar essa lindíssima viagem mental e física até lá.

Escolham: odiar e banalizar-se cada vez mais adentrando por um abismo de ódio, competitividade com o outro ao invés de consigo mesmo, mágoa, inveja, melindre, rancor e frustração, futilização e ganância, onde o único sentimento profundo causado por tudo isso, esse grande coquetel molotov atual, é o vazio.

Ou então acordar e escolher AMAR e então fazer crescer a si mesmo tão infinitamente proporcionando a si mesmo a plenitude de felicidade que se busca na tão imaginária "inclusão social" ou "guerra dos sexos" quanto encontrar um tesouro no final do arco-íris.

E preciso acordar e ocupar-se de humildade para entender que a nobreza não tem nada a ver com bens materiais, e que ela mesma por si só ja é a riqueza, e basta adquiri-la para sentir-se rico.

E onde esta a nobreza a não ser no Amor? O sentimento nobre dos nobres Criado por D'us para nos Tornar nobres.

Por isso te digo: Geração: exercite sua mente!

Busquem, queridos, o desenvolvimento do intelecto para terem sentimentos nobres para que aplaquem o fogo destruidor da ira em si mesmos, criando o desprogresso e a destruição dentro de vocês e consequentemente, no lugar onde vivem.

O fim da ira, assim como o do fogo, não é nada além de cinzas.

"Alimente o espírito e a carne ficará saciada". @Gilsara Mattos Côrtes.


Gilsara Mattos

Gilsara Mattos é autora de livros e roteiros para cinema. Palestrante, Publicitária. .
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