transpotting

Reflexões ácidas e doces, welcome!

Fabi

Gaúcha, colorada, sonhadora e otimista!

Gente Fina, Elegante e Sincera em Busca da Stairway to Heaven...

Paulinho Moska, Led Zeppelin, Lulu Santos e Mutantes... Canção para Inglês Ver. A Tempestade remediante, o ócio criativo. A criatividade em prol da bonança. O tempo escorrendo pelas mãos, a imparcialidade em tempos difíceis e a visão otimista dessa galera gente fina, elegante e sincera que conscientemente ou não, independente da sua crença está em busca da sua "Stairway to Heaven".


Todo artista adora a dualidade da alegria e da tristeza. Da felicidade e do sofrimento...durante o ócio criativo, nada melhor que a apatia, que a rotina, que uma doença mal desejada, ou um simples resfriado para atrapalhar todos os planos, o sofrimento de ter que mudar o traçado já iniciado, as primeiras notas gravadas, dá um tempero especial, abre a mente. Depois da tempestade sempre vem a bonança, já diz o ditado. E é sempre assim! São pequenas fases, pequenos desvios, ou pequenas paradas, antes das grandes conquistas! Muitas já sabemos ou esperamos, outras ...jamais se espera e acontecem. Eu particularmente prefiro a felicidade, a sensação de paz, de calma de alegria, mas adoro as leves tempestades, porque nelas, consigo colocar pontos em ordem que no momento eufórico sequer se enxerga ou se tem vontade de ver. Sem me escravizar ou exigir, deixo fluir. Descarrego de alguma forma, ou escrevendo canções, textos como esse, ou alguns ‘poeminhas’ naquele caderninho velho que fica na gaveta da minha escrivaninha e que só eu tenho acesso. As rimas não são o meu forte, devo confessar. Costumo lançar a minha alma no espaço sem sequer lembrar que o chão existe, alguns preferem pisar na Terra. Moska! As canções ou pesquisas musicais sempre me inspiram...Nos momentos de silêncio único, que mergulho durante essas rápidas tempestades! Nesse momento, o corpo dói. Ele não está me obedecendo como eu gostaria ou como devidamente havia programado para esta semana em especial, se bem que hoje no 3 dia de tempestade, já me sinto quase que 100%. Tenho visitado o farmacêutico 1 vez por dia e já não me sinto tão traumatizada em levar uma picada daquelas que te faz chorar, entregar os pontos...

Como diz um dos meus mestres: Uns passarão eu passarinho.

Ali nessas visitas:

...Eu ria e chorava um rio, mas nunca uma dor foi tão bela...

No terceiro dia em que recebo esse antibiótico injetável, parei de chorar. Nos outros dois anteriores, no momento da tortura, me rendi ao chororô, sem nenhuma dificuldade, por alguns minutos chorei igual uma criança! Haha Motivo: Esses dias me falaram que eu precisava chorar mais! Foi aí que eu percebi que isso era é uma grande verdade, até porque chorar é muito natural, não se força, acontece, vem, flui. Você chora durante grandes conquistas ou nas perdas. Não tenho perdido muito a ponto de ter vontade de chorar, em compensação as alegrias são muitas e aí me perguntei o porque não estava fazendo isso?! Será que parte de tudo isso foi um choro esquecido, guardado, reprimido? Eu não sei, só sei que foi inevitável segurá-lo na hora da aplicação da injeção ou da febre alta. Agulha é sinônimo de trauma pra mim, se for ligado a doença, é trauma... Se for para tatuar por exemplo, é prazer! Vai entender... Existe algum conflito aí...devia ser traumático sempre... Enfim... Esse trauma é fruto da Dengue. Já estive dengosa! Certa vez, em uma viagem ao Rio, que passava por uma onda de Dengue, fui abençoada com a picada desse tal mosquitinho, mesmo passando litros de repelente para andar no calçadão depois do expediente de trabalho, o ‘Aedes’ me escolheu. Uma semana de volta para linda Curitiba, quase dei PT! Fui diagnosticada com Dengue. Estar com dengue é a pior sensação do mundo! Criatividade nesse momento: impossível. É muito chato, muitoooo chato! Muito ruim! Na dengue você vira estatística, a Secretaria de Saúde vai na sua casa toda semana, querem saber dos resultados das coletas intermináveis de sangue que você faz... de verdade: traumático. Bom, voltando ao fato do choro e do terceiro dia, saio da farmácia, dou um tempo no carro, leio uns e-mails, respondo alguns, outros remarco como itens não lidos para responder em um momento de menos dor e eis que em um deles se fala em ‘imparcialidade’, nesse caso, mais especificamente relacionado a postura acadêmica, em textos mais críticos. Quando leio essa palavra, em um primeiro momento, essa palavra fica ecoando na minha cabeça. Confesso que essa palavra não me agrada muito e que eu preciso trabalhar ela melhor. Nesse momento, a palavra foi compreendida, mas pensei também na força que ela carrega, ainda mais em um momento de tantas polêmicas políticas, da perda de tanta coisa...do caos ruim, do descontrole, é como naquela música do Lulu sobre os Tempos Modernos, tão atual...mas bah, tão atual... “eu vejo isso por cima do muro, de hipocrisia que insiste em nos rodear”.

Imparcialidade é quase que uma ofensa, é andar na linha, na reta cartesiana. A falta de posicionamento causa choque com as crenças, com os valores, com as ideologias, pra mim é muito difícil ser imparcial. Claro que se aprende a conviver, mas isso é canalizado de outra forma, reverbera depois de outro jeito. Aí eu fui consultar aquele meu amigo no Google, e estava lendo alguns significados, como:

Que não é nem de um lado e nem do outro .

IM-PAR-CI-A LI-DA DE. imparcialidade=que não tem igual adj2g.Que julga sem paixão,reto,justo. pl.:-ais. Exemplos:reto, justo,sinceridade.

Ser imparcial está relacionado com a dignidade, significando um tratamento igual entre vários indivíduos ou a divisão equitativa de bens.

Por outro lado, se tratando da equidade, tão importante, é fundamental ser imparcial. Em um texto jornalístico, em um julgamento também. Nessas situações de fato, a palavra não me causa desconforto, a postura é compreensível. O choque é maior quando ela anula algum ideal, algum posicionamento etc. Mas esse também não era o contexto do que tratávamos no e-mail. O fato é que eu precisava de um fator motivador naquele momento de tanta dor, ali paralisada, para abrir a minha mente:

“ Emancipate yourselves from mental slavery None but ourselves can free our minds”…

Enquanto eu relia no carro esse e-mail , tocava: Stairway to Heaven. Essa música pra mim é um marco. Me diz muita coisa!!! Nessas tempestades, trovoadas, ela pode te dar força, incentivo. Ela mostra que tudo isso é uma passagem para a ‘escada do paraíso’, aquela que muitos de nós, estamos tentando comprar de acordo com as nossas crenças, conscientes ou não.

…There's a lady who's sure all that glitters is gold…

Com uma palavra, como diz a música, a senhora que busca a escadaria para o paraíso, consegue ver tudo que ela foi buscar. Ela vê um cartaz na parede e ali existem palavras e as palavras têm duplo sentido...Um rouxinol canta, em um cenário com um rio lindo, calmo... e os pensamentos são acelerados, inquietantes... Tudo isto me faz pensar... Oh, it makes me wonder....

Sempre um novo dia nasce, e essa “floresta” será dominada por um eco de gargalhadas. Se dá uma tempestade ou um “bustle”, não se preocupe, nem se assuste:

…And a new day will dawn for those who stand long…

Surreal né?

Voltamos ao ditado: depois da tempestade vem a bonança! Claro que são perspectivas e escolhas. Essa música ainda diz, que sempre existem dois caminhos para segui e escolher e que a estrada é longa.

...There’s still time to change the road you’re on...

Sempre há oportunidade de mudar o caminho, a direção. And it makes me wonder...

Nessa hora dirigindo, depois da terceira picada de antibiótico, exatamente como a música, a minha cabeça está latejando sem parar. O sinaleiro fica vermelho e eu sinto aquele flautista sussurrando no meu ouvido, me chamando para acompanhá-lo. A música está tocando exatamente nessa parte. A senhora que está buscando a escadaria para o paraíso, quer me mostrar a sua luz branca e brilhante...

... To be a rock and not to roll...

Tudo vira ouro! Ouça com atenção, que a canção vai chegar até você!

...When all are one and one is all… …And she's buying the stairway to heaven…

Stairway-To-Heaven-Ocean-Landscape-Painting-HD-Christian-Wallpaper.jpg

Voltando ao Lulu Santos, o tempo voa e escorre pelas mãos. Tudo isso aqui é passageiro, e essa vida é 1 só! Para garantir a diversão final, o Ipod que está em modo aleatório toca Mutantes, Canção para Inglês Ver:

...“Ai love u Abacaxi uisqui of xuxu Malacacheta independancin dei Istrit flexi me estrepei”...

Finalizando, esclarecendo, sem nenhuma imparcialidade e pré-julgamentos, estou sob o único efeito de antibióticos, e além desses efeitos, as viagens são fruto da minha imaginação e energia.

;-)

Nesse caso, citando o Led Zeppelin, a tempestade vai passar e como na Kashmir, vou deixar o sol bater no meu rosto e as estrelas encherem os meus olhos. …Let me take you there. Let me take you there…

Hasta la vista! Rumo ao México!

Saúde, Amor, Paz e Verdade!


Fabi

Gaúcha, colorada, sonhadora e otimista!.
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