tribos lÍquidas

Multifacetado, líquido e movido a café.

Martha Terenzzo

Multifacetada, porque a vida é um universo de possibilidades em meio aos cafés e livros que carrego

A insustentável beleza de ter e partículas elementares sobre consumo

TER ALGO na sociedade atual é simbólico e nos define , quando vamos repensar o consumo de TER para SER? Mais de 500 mil anos se passaram entre os hominídeos e a produção das primeiras máquinas.


Mais de 500 mil anos se passaram entre os hominídeos e a produção das primeiras máquinas. E é a partir da modernidade que há uma evolução radical na sociedade: eletricidade, máquinas e entramos num mundo da “belle epoque” com a esperança de que a ciência traga a poção da felicidade, perdida para alguns.

Walter Benjamin flana em Paris e se encanta com as exposições e vitrines e prosperidade econômica fruto da revolução industrial. A cisão dos átomos em 1939, medo, guerras e superprodução e excesso de oferta de mercadorias. O homem gera uma reação em cadeia com seus prós e contras insustentáveis.

As partículas elementares são os menores elementos presentes em tudo que conhecemos hoje no Universo. Elas constituem toda a matéria cósmica percebida pela nossa visão.Estes constituintes básicos da existência não podem ser fragmentados em porções mais reduzidas. Tais partículas possuem suas cargas negativas e positivas.

A esfera cósmica é formada por estas estruturas atômicas; a mesma composição que permeia estrelas, planetas, galáxias, animais, plantas e nós, seres humanos, entretecendo cada ser vivo nas conexões tecidas pelos átomos. A analogia sobre Consumo e o Universo é uma tentativa de entender duas grandes paixões que tenho: o Cosmo macro, esse Universo que vemos e do jeito que vemos e Pessoas e seus hábitos, sua forma de viver e consumir algo, que simbolicamente representa seu próprio universo.

Para entendermos Consumo precisamos das demais visões de outras áreas como Antropologia, Filosofia, Biologia, Psicologia, Lingüística, assim como elas precisam do entendimento da Sociologia do Consumo.

Numa época que ambientes de sonhos se juntam com os males (e os benefícios também) da tecnologia, a problematização da cultura de massas conduz a outras problemáticas, como crise da cultura e da sociedade. Ela se modifica, transmuta de acordo com o que a sociedade produz, segundo Edgar Morin.

Como um elétron, que está localizado ao redor do núcleo atômico, consumo não pode ser fragmentado em estruturas mínimas. Ou seja, não deve ser fracionado para não ser reduzido, pois está conectada as demais ciências.

O consumo nos relativa à humanidade.Tem como núcleo de estudo os viventes, nós seres humanos e todas as suas relações com o consumo, cultura, convivência, raça, etnias, família, relacionamento, comportamentos. Prótons e nêutrons, situados no interior do núcleo, podem ser fragmentados em elementos conhecidos como quarks, integrados entre si por partículas rotuladas como glúons, os quais pressionam intensamente os quarks.

Como num microcosmo, somos cada vez mais fragmentados, mas também mais integrados e conectados. Somos os quarks desse cosmo contemporâneo atraídos pelo progresso e a beleza dos gluons, que analogamente se assemelham ao consumo e a comunicação. Somos atraídos pelo consumo, aprendemos a pensar com o consumo e por vezes negamos o consumo. Há o positivo e o negativo, os prós e os contras. Mas sempre há relevância do consumo na sociedade capitalista moderna . Fomos moldados a esse universo e moldamos ele ao mesmo tempo

Somos oriundos da sociedade da produção para a sociedade de consumo refletimos e refratamos subjetividades. Somos ao mesmo tempo sujeitos e produtores deste universo, com relações estreitas entre consumo e consumidores construímos nossa Cultura com crenças, leis, artes moral, costumes e hábitos. Uma cultura é ao mesmo tempo global, partilhada, transmissível e evolutiva. Se todos os atos de consumo são culturais, as limitações para entender o consumo ainda são grandes, uma vez que se formam novas práticas de cidadania, novas teorias de comunicação, novas linguagens e, sujeitos e novas dimensões sócio-políticas. Como partículas elementares de grande magnitude, para compreender o consumo é necessário olhar o microcosmo dos seres humanos em permanente movimento. Tudo é provisório e impermanente, o problema sobre “pensar consumo” e apenas um ponto de partida para brechas e a descoberta de novos caminhos.

Talvez um dilema, talvez uma reflexão mas TER é simbólico e nos define nessa sociedade, quando vamos repensar o consumo de TER para SER?


Martha Terenzzo

Multifacetada, porque a vida é um universo de possibilidades em meio aos cafés e livros que carrego.
Saiba como escrever na obvious.
version 1/s/artes e ideias// //Martha Terenzzo