tudo acaba em canções

-rascunhos poéticos, literários e musicais e outros na curva das horas

marina malheiro

"Eu não escrevo em português. Escrevo eu mesmo."

Fernando Pessoa

# Ó Laurindinha , uma canção com amor

A canção "Ó Laurindinha" é uma canção popular portuguesa sobre as guerras que separam amores, mantendo a sua atualidade e beleza. Traz na sua musicalidade toda a poesia dos amantes para os quais " (...) há uma rua que começa" em Amor.


31380.jpg (Foto de Cinemateca Portuguesa/ Autoria Artur Costa Macedo (1921)/ Todos os direitos reservados a Cinemateca Portuguesa)

A canção "Ó Laurindinha" é uma canção popular portuguesa sobre a guerra e sobre o amor. Nesta canção, a Laurindinha despede-se do seu amor que vai para a guerra, esperando que torne a vir, se Deus quiser: "Se ele vai para a Guerra/ deixá-lo ir/ ele é rapaz novo/ ele torna a vir".

Ora escute ...

( Dulce Pontes, Ó Laurindinha - Todos os direitos reservados a Dulce Pontes)

(Cristina Branco, Laurindinha- Todos os direitos reservados a Cristina Branco)

Nesta canção, que parece uma continuação da canção popular acima, Laurindinha entristeceu e está sem dinheiro.

Já ninguém faz canções para o seu filho sossegar e olha o longíquo cais e sonha com os laranjais. Quantas Laurindinhas por esse mundo fora , aguardando os seus homens, que combatem em guerras sem sentido, e, guardam em si os sonhos e a esperança, o amor, acumulando a tristeza.

Em 2007, o cineasta António Ferreira realizou a curta-metragem "Deus não quis" baseada na canção "Ó Laurindinha". Conta-se a história de Ramiro, rapaz novo que parte para a Guerra Colonial, que deixou fráguas em tantos que regressaram e saudades pelos que lá ficaram, (milhares de soldados portugueses, "meninos da sua mãe" de arma na mão em terras de África) e do seu desencontro com a sua Laurindinha.

Deixamos aqui um trailer desta curta-metragem.

DEUS NÃO QUIS / IT WASN'T GOD'S WILL (making of) from Persona Non Grata on Vimeo.

(António Ferreira- todos os direitos reservados)

"No teu amor por mim há uma rua que começa Nem árvores nem casas existiam antes que tu tivesses palavras e todo eu fosse um coração para elas (...) Ruy Belo, "Povoamento"

Quantas Laurindinhas por esse mundo fora , aguardando os seus homens, que combatem em guerras sem sentido, guardando em si os sonhos e a esperança, o amor, acumulando a tristeza. Fortes e corajosas todas as Laurindinhas que aguardaram o regresso dos seus homens que combateram numa guerra sem sentido, como foi a Guerra Colonial.


marina malheiro

"Eu não escrevo em português. Escrevo eu mesmo." Fernando Pessoa.
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