universo paralelo

Um lugar à parte, repleto de uma mistura envolvente entre música, história e arte.

Jasmine Serra

Uma mulher admitidamente viciada em música, história, arte, filmes e literatura. Aspirante a algo ainda indefinido, mas cuja busca incessante há de ser proveitosa.

Amyr Klink e suas incríveis aventuras marítimas

Amyr Klink, navegador mais do que experiente, fez a primeira travessia solitária a remo do Atlântico Sul, além da circunavegação polar pela rota mais difícil.


AMYR KLINK POSE.jpg Escritor, navegador e um dos maiores empreendedores de expedições do mundo, natural de São Paulo, filho de pai libanês e mãe sueca, Amyr Klink desde pequeno já demonstrava sua predileção pelo mar. Aos dois anos de idade começou a frequentar Paraty, belíssima cidade histórica do litoral brasileiro - a qual lhe serviu de inspiração para viajar o mundo.

Com apenas dez anos de idade comprou sua primeira canoa, Max – o que seria o início de uma grande coleção que chegaria a ultrapassar 30 embarcações. No início era apenas brincadeira de criança, uma voltinha de canoa aqui, um passeio com a namorada ali... até que se tornou algo muito mais sério. Um certo clamor misterioso do mar o instigava cada vez mais à sair em busca de aventuras, quem sabe na tentativa de compreender um pouco melhor os recônditos segredos do oceano – e do mundo. amyr e a construção do paratii.jpg (Construção do I.A.T.)

Então em 1983 termina a construção do seu primeiro barco: I.A.T., feito especialmente para sua travessia a remo entre a Namíbia (África) e Salvador (Brasil). Após muitos meses de trabalho e planejamento, Amyr e um amigo que o ajudava na construção do barco chegaram a conclusão de que era praticamente impossível atravessar o Atlântico (onde com mal tempo as ondas podem chegar à mais de 20 metros), num barco a remo, sem capotar. Solução: fazer um barco “capotável”. Sim, o barco foi planejado especialmente para poder capotar, sem mais problemas. AmyrKlinkNoPararty.JPGSegundo Amyr a parte mais difícil da viagem foi ajeitar todos os pequenos detalhes, como por exemplo decidir quantas gramas de arroz levar ou a preocupação de não esquecer nenhum utensílio. Imagine como seria desastroso viajar sem um fósforo ou esqueiro? Como acender o fogão e fazer a comida? Sua longa jornada de 3.700 milhas, mais incontáveis remadas e capotagens, que terminou no dia 18 de setembro de 1984, na Bahia, lhe rendeu o best seller Cem Dias Entre Céu e Mar. amyr klink no IAT.jpg (Chegada em Salvador de sua longa travessia a remo entre a África e o Brasil)

Sendo um homem incansável, em 1986, Amyr realiza a primeira de suas 15 viagens à Antártica. Totalmente inspirado, volta de sua viagem planejando à seguinte, e então começa a construção do Paratii, barco em que estréia como velejador em 1989, fazendo uma viagem em solitário em que passaria sete meses e meio imóvel em uma invernagem antártica. Essa fantástica viagem de 642 dias pelos confins do mundo lhe rendeu um segundo livro: Paratii, Entre Dois Pólos. amyr klink 3.jpg Amyr ancorado na antártica.jpg Amyr Klink antartica2.jpg

Em 1996 Amyr se casa com Marina Bandeira, uma prestigiada velejadora, com quem teve 3 filhas, as gêmeas Tâmara e Laura (1997), e Marina (2000).Amyr e marina.jpg (Amyr e sua mulher Marina Bandeira) Porém Amyr ainda estava para realizar uma de suas expedições mais perigosas. Em 1998 ele parte para mais uma viagem em solitário abordo do Paratii, agora com o projeto Antártica 360°, em que ambiciona fazer a circunavegação polar pela rota mais difícil. Após 14 mil milhas – 88 dias -, termina a viagem que lhe traria seu terceiro livro: Mar Sem Fim. Finalmente em 2001, após sete anos, Amyr finaliza o Paratii 2, o veleiro mais moderno já construído no Brasil.

Atualmente Amyr dá palestras pelo mundo afora, mora numa ilha onde o único acesso é a barco ou helicóptero, e viaja esporadicamente com a família, a mulher Marina Bandeira e suas três filhas, para a Antártica.amyr e família.jpg (Família reunida) Imagine como deve ser maravilhoso passar às férias em um dos lugares mais inexplorados do mundo? Hora de arrumar as malas e cair na estrada – ou no mar! Como diria o Amyr: “Hoje entendo bem meu pai... Um homem precisa viajar por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou tv. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés para entender o que é seu, para um dia plantar as próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar do calor – e o oposto. Sentir a distância.”Amyr Klink polosul.jpeg


Jasmine Serra

Uma mulher admitidamente viciada em música, história, arte, filmes e literatura. Aspirante a algo ainda indefinido, mas cuja busca incessante há de ser proveitosa. .
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