Carlos Eduardo

Ser humano de '89 que viu no desenho uma forma de se expressar quando não encontrava palavras, que viu na fotografia uma forma de mostrar o que só ele via e que viu nas palavras uma forma de justificar sua insanidade cotidiana.

Uma atmosfera musical chamada Trip Hop

Sabe quando você chega em uma sala de cinema antes dos trailers e geralmente está tocando aquelas músicas que são uma mistura de música eletrônica com Bossa Nova? Conheça o sub-gênero da música eletrônica que foi feito para relaxar!



hip1.jpg

Talvez o sub-gênero da música eletrônica menos conhecido e talvez o mais apaziguador para com os outros gêneros musicais. Concebido em meados da década de 80 e se tornando notório na década seguinte, a cidade de Bristol, Inglaterra, foi berço de um estilo musical que ganharia seu público em silêncio.

O Trip Hop incorporou alguns gêneros musicais como soul, funk, jazz, hip hop e se tornou um dos sub-gêneros mais experimentais da música eletrônica. Mas o que o torna tão evidente perto dos outros?

A grande diferença do Trip Hop para com todos os sub-gêneros da música eletrônica são suas batidas desaceleradas (menos de 120 bpm), porém há outros pontos que mantém esse estilo único e rico musicalmente, como a utilização de instrumentos musicais convencionais e vocais trabalhados podendo ser uma linda e suave voz, ou uma forte e impactante com rimas provenientes do Hip Hop.

little people 3.jpg Little People

O grande percursor do Trip Hop foi o grupo Massive Attack no ano de 1991, com o aclamadíssimo álbum Blue Lines. Outros nomes vieram posteriormente levantar a bandeira em cenário mundial como Tricky, Björk, Radiohead, Travis e muitos outros nomes, alguns deles nem tão conhecidos. No Brasil alguns nomes como Sergio Mendes, os irmãos Jair Oliveira e Luciana Mello (filhos de Jair Rodrigues) são nomes que utilizam estilo em seus trabalhos a décadas.

massive attack.jpg Massive Attack

tricky.jpg Tricky

bjork.jpg Björk

Dentro do próprio Trip Hop a semelhança entre os grupos e artistas é pequena. Há uma grande variedade de sub-gêneros sendo criados a todo instante. Existem sons onde pouco se escuta da música eletrônica propriamente, contendo belos arranjos de orquestras, outros mais experimentais criando aquela sensação de imersão em outra realidade, que já conhecida em outros gêneros, mas todos respeitam religiosamente o que mais caracteriza o estilo, as batidas desaceleradas. Para melhor demostrar essa diferença posto abaixo alguns notáveis sons que venho escutado...

O Trip Hop é assim, urbano e moderno, que utiliza aspectos desse caos do dia a dia para trazer um pouco de tranquilidade em meio a tanta correria. Abuse sem moderação!

Carlos Eduardo

Ser humano de '89 que viu no desenho uma forma de se expressar quando não encontrava palavras, que viu na fotografia uma forma de mostrar o que só ele via e que viu nas palavras uma forma de justificar sua insanidade cotidiana..
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