variando

Visões diferentes para um mesmo mundo

Murilo Trevisan

Será que o errado sou eu?

De volta a esse espaço amado


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Quanto mais o tempo passa mais a rotina vai ficando apertada. Nesse meio tempo você começa a sentir que suas energias vão se esgotando e a cabeça vai funcionando cada vez menos e cada vez mais lentamente, os olhos vão pesando com mais frequência e você já não encontra a mesma disposição que encontrava nos primeiros meses do ano. Sim, já estamos em julho.

É nesse momento que você para e percebe que tudo está te cansando. As músicas que você escuta já não fazem o mesmo efeito de antes, a rotina vai pesando e você tenta achar uma saída para esse ciclo sem fim. Está enjoado de tudo. Nos finais de semana tenta encontrar forças para sair de casa, mas acaba derrubado por necessidade.

Não escrevo para a Obvious desde maio de 2015, durante esse período a faculdade, e um pouco da preguiça, consumiram completamente minha carga horária dedicada ao espaço. Mais uma vez, fui vítima da rotina. Com o acumulo de tarefas e o final do semestre se aproximando, parei e pensei, será que o errado sou eu?

Pois bem, acredito na energia que as pessoas e o ambiente transmitem e levo isso no meu cotidiano. Quando estamos cercados de pessoas agradáveis e bem-humoradas, tudo flui melhor, o tempo voa e a vida é mais leve. Agora se o ambiente é pesado e as pessoas carregadas com uma energia negativa, pode esquecer, vai parecer tortura.

Mas nem sempre podemos jogar a culpa no ambiente que nos cerca. Ultimamente, tem sido de extrema importância olhar para dentro de nós mesmos e procurar o que está te fazendo uma pessoa com pouca disposição. E essa mea culpa é extremamente necessária de tempos em tempos, justamente para nos analisarmos e encontrarmos o que há de errado.

Claramente, temos uma parcela de culpa em nosso próprio problema existencial, ou também podemos chamar de problema cotidiano. Mas tirando um pouco o peso dos ombros, temos que voltar os olhares ao nosso redor, novamente. Cuidado com as pessoas. Relacionamentos humanos exigem uma energia muito grande, a troca de experiências e convivência diária são exaustivas, principalmente quando as outras pessoas não colaboram.


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