variando

Visões diferentes para um mesmo mundo

Murilo Trevisan

Eu me perdi

Talvez tenha passado da hora de cair na realidade e admitir que não sou mais quem eu costumava ser. É triste, dói e essa jornada parece nunca ter fim.


Eu me perdi de mim. Me perdi em meio aos momentos de crise, me perdi em meio aos surtos de ansiedade. Me perdi. Não me considero nem sombra da pessoa que eu costumava ser tempos atrás. Perdi a vontade, perdi o interesse em coisas que antes eram consideradas de extremo valor pra mim.

As pedras no meio do caminho? Hoje eu tropeço em todas e ainda me seguro firme para não cair e desistir de tudo em um instante. Em algum desses tropeços perdi a pessoa que era, que ria fácil, que tinha prazer em fazer algo diferente. Esqueci ela por aí e até agora não achei.

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A mente não responde aos baques da vida faz tempo, o corpo vive imerso num cansaço extremo que parece nunca ter fim. Vivo na inércia, fui levando as dores, faço tudo praticamente no automático. Um ciclo vicioso que parece nunca ter fim. Mas vai ter, a vida tem dessas.

Nesse processo de cura, ou de mais amarguramento, aprendi que algumas coisa foram feitas para ficarem no passado. Não traga mais problemas pra sua vida, não gere problemas para você mesmo, o mundo já faz isso e você merece muito melhor. Algumas pessoas devem ficar enterradas no passado, um abraço e passar bem.

Como disse na introdução, talvez tenha passado um pouco da hora de admitir que a vida não precisa ser esse caminho tenebroso de tropeços, dores e esquecimentos. A ajuda existe e ela pode estar dentro de casa, num psicólogo ou até nos seus amigos.

Fato é que é duro se perder da gente. A gente se ama tanto, a gente se cuida tão bem pra do nada a vida vir te golpear e você se esquecer daquela pessoa maravilhosa que você foi um dia.


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