veja bem

uma análise minuciosa de coisa alguma

Felipe Vega

Adepto do livre pensamento crítico-imaginativo

A MELANCOLIA DE GRAHAN FRANCIOSE

Tal como a felicidade, a esperança e a tristeza, a melancolia tem cadeira cativa no rol das sensações que o ser humano experimenta ao longo da vida. Alguns a rechaçam, tomando-a como fase inicial da doença do século, a depressão. Já outros preferem tomá-la aos poucos, como uma taça de um bom vinho, enquanto extraem toda a singularidade que este sentimento pode proporcionar. Creio que nesse último grupo se encontra o ilustrador norte-americano Grahan Franciose e seus desenhos, ambos capazes de criar um cenário bastante melancólico e ainda assim transmitir beleza e arte.


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Sua presença como tema de grandes poesias, grandes crônicas e livros dos mais famosos, sua retratação nos mais diversos momentos da sétima arte, seja através de grandes atuações ou sendo o ponto inicial por onde se desenrola toda a trama, sua presença também na pintura, através de grandes quadros feitos em seu nome, na escultura, na música, bastando lembrar-se de uma das principais características do fado ou ouvir um samba mais dolente, na dança e nas mais diversas manifestações de arte dão à melancolia um status de eterna homenageada. Homenageada ingrata, que responde à alegria de sentí-la promovendo lágrimas de tristeza.

É mais ou menos nesse contexto que Grahan Franciose, um artista nascido e criado nas florestas de uma Massachusetts rural e amante desde cedo das expressões artísticas, promove sua arte. Graduado pela Hartford Art School em 2005, Franciose levou algum tempo antes de encontrar o seu próprio estilo e mudar drasticamente o seu portfolio, que vem crescendo desde então. O artista vem apresentando seu trabalho intensamente, dentro e fora dos Estados Unidos, e segue vendo suas ilustrações enfeitarem vários trabalhos de arte e livros, tendo feito também algumas ilustrações comerciais. "Muitos dos meus trabalhos lidam com os momentos quietos em uma história, entre a excitação e a ação, onde os personagens lidam com conflitos internos, dúvida, solidão, espanto, apreensão. Meu trabalho geralmente vem carregado de tristeza e melancolia, mas ali existe sempre algo de esperança que eu tento retratar. Eu tento manter tanto o significado como cenário com um final aberto para que cada observador possa interpretar a narrativa à sua maneira. Ali tem história, mas mas cabe a você decidir qual é.", diz ele em seu sítio oficial na internet.

Grahan Franciose cria um ambiente singular e, tal como ele mesmo diz, cabe a cada um visualizar sua arte e interpretá-la à seu modo.

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© grahanfranciose.com


Felipe Vega

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