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O espaço da arte jogada ao acaso

Camila Agner

Camila, do Sul do Brasil, estudante de Direito e Jornalismo. Apaixonada pela arte e encarregada de uma missão: espalhá-la aos 4 cantos do mundo através da escrita.

O processo Pandora de cri(ação)

Pandora e o processo criativo até que combinam... Mas aqui a caixa não libera os males do mundo, e sim as ideias, pensamentos e outras diversas coisas que fazem todos criarem (seja na música, na fotografia ou na escrita).


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Pandora, segundo a mitologia grega, foi a primeira mulher a habitar o mundo (que era tomado pelo universo dos deuses e deusas). Fora criada por Hefesto, o deus do fogo, e por Atena, a deusa da estratégia. Assim como uma criança do mundo ocidental – que não comporta nada das divindades da Grécia –, recebeu dos seus “criadores” qualidades sonhadas para todas as meninas: meiguice, inteligência, coragem... Mas, quando esposa, ganhou do seu marido um legítimo “presente de grego”: uma caixa que guardava todos os males do mundo. Abri-la era pedir pra amaldiçoar todo o universo.

Essa história relacionada à Pandora, caixa, deuses e deusas é apenas mais uma das várias que compõe uma série de mitos da Grécia antiga. Porém, mesmo sendo de tempos tão remotos, ela não está muito distante da realidade atual. Todos os dias, ao criarmos algo, nos vemos diante de diversos tipos diferentes de caixas que podem sim ser classificadas como “caixas de Pandora”. Mas nada de libertar o ódio ou a violência enquanto, por exemplo, se escreve uma matéria para um jornal ou uma revista. Ao abrir a nossa “caixa mental” – por mais clichê que isso possa parecer – sai tudo aquilo que se faz necessário para o processo da criação: ideias, elementos fantásticos, fatos, memórias... É esse o chamado “Processo Pandora de Criação”. Parece estranho, mas não é apenas um trocadilho bem planejado.

O Processo pode não ser cientificamente comprovado, mas ele consiste na organização do amontoado de ideias e pensamentos que são reunidos para a criação de alguma coisa (e aqui se lê: qualquer coisa). Afinal, quem nunca se sentiu desorientado ao tentar selecionar os pensamentos e ao escolher as palavras certas para expressá-los?

Escrever, pintar, fotografar... tudo isso é cri(ação). Criar não exige inspiração divina. Criar exige seleção, liberdade e criatividade. O Processo Pandora de Criação proporciona isso. Ao abrirmos a tal caixa (sem males de Pandora, fiquemos apenas com a criatividade) temos a oportunidade de enfrentar aqueles pensamentos mais profundos que habitam o nosso íntimo. E, por incrível que pareça, é a partir do acesso desses “remotos” locais que surgem as melhores criações. Controverso, confuso e “de outro mundo”? É assim mesmo. O Processo Pandora de Criação nada mais é que uma coisa de outro mundo.

Agora vamos falar de algo que não é de outro mundo? Curta a página do Venturarte.


Camila Agner

Camila, do Sul do Brasil, estudante de Direito e Jornalismo. Apaixonada pela arte e encarregada de uma missão: espalhá-la aos 4 cantos do mundo através da escrita. .
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