vida alternativa

O mundo visto por um gato zarolho

Vasco Neves

Sento-me em frente ao mar, e a ele digo-lhe tudo aquilo que a ti não consigo...

Cover - A arte de contar um conto e acrescentar um ponto.

Algures no tempo alguém escreveu algo deste género... "A melhor forma de elogio é a imitação". Não me dei ao trabalho de citar o autor, até porque as fontes da internet são como os unicórnios...podemos acreditar que eles existem, mas daí a serem verdadeiros vai um grande passo. E é isso que as Covers fazem...um elogio...embora sem a parte da imitação. Não existem verdades absolutas (no que aos gostos diz respeito) digo eu, depende sempre de cada um. Mas algumas covers são mal conseguidas, mal interpretadas, "mal amanhadas" e como diria alguém "para fazer isso mais valia estar quieto"! Mas muitas são verdadeiras obras de arte, um orgasmo auditivo, um frio esquisito que corre pela espinha abaixo e que por vezes supera até o (sacro-santo) original... Uma verdade eu tenho como absoluta, sem música a (minha) vida seria bem mais cinzenta!


Não sei bem quando ouvi esta música pela primeira vez...e na verdade isso pouco interessa. Mas lembro-me do exato momento de quando me apercebi quem era Bruce Springsteen. Decorria o ano de 1995...sim porque ainda existiam e eram comuns os leitores de VHS, e nessa tarde de domingo assisti a um filme chamado Philadelphia... A partir desse dia Tom Hanks, Denzel Washington, Born in USA, Streets Of Philadelphia entraram todos nos meus (imberbes) gostos musicais e cinematográficos. 1.jpg

Mas não é do Bruce que vos quero falar, pelo menos não só dele. Uma das minhas expressões populares favoritas sempre foi "quem conta um conto, acrescenta um ponto" e de facto é isso que as covers fazem às boas músicas, dão-lhe uma nova roupagem. Por vezes ficam mais clean, outras vezes ficam estranhas... mas sem dúvida que ficam diferentes. E é nessa diferença que reside toda a beleza da criatividade e génio artístico humano. Esta capacidade (difícil) de pegar em algo que já foi ouvido e reouvido, e conseguir desconstruir e criar algo novo sempre foi algo que me fascinou. É nesta capacidade de conseguir reinventar algo criado por outros, que reside a verdadeira beleza das covers. Uns gostam mais dos originais, outros acham as covers geniais, mas isso (como tudo na vida) fica nos olhos de quem vê, nos ouvidos de quem ouve e nos lábios de quem canta.

Ainda bem que existe quem não gosta, quem critica, ou quem aplaude...simplesmente significa que existe alguém que ouviu e deu importância.

O original:Bruce Springsteen - Dancing In The Dark

O dueto:Eddie Berman and Laura Marling

A minha versão favorita: Mat Kearney

A surpresa: The Temper Trap


Vasco Neves

Sento-me em frente ao mar, e a ele digo-lhe tudo aquilo que a ti não consigo....
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