vitrola meu vinil

Música antes de mais nada!

Vanessa Oliver


Vinil é prova de amor, e 2015 comprovou!

2015 foi um ano incrível para o aumento das vendas dos discos de vinil no Brasil e no mundo, e as pesquisas chegam para comprovar que a cultura do vinil está mais viva e competitiva do que nunca. Desde 2009, o aumento das vendas girou em torno de 260% apontando para um 'boom' dessa cultura nostálgica e real. Vinil é prova de amor e 2015 provou!


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Certamente, 2015 não foi um ano muito favorável para alguns, porém, a indústria fonográfica só tem motivos para comemorar, e muito!

O aumento nas vendas de vinis comprovam com clareza que o vinil não está morto, e muito menos se transformou apenas em um ítem vintage de colecionador. Pelo contrário, a cultura está mais viva a cada dia, a cada ano.

A Nielsen realiza pesquisas anuais e a deste ano relata um aumento das vendas em 53% no 1° trimestre de 2015, durante os meses de janeiro a março, em relação ao ano de 2014 no mesmo período. O crescimento significativo de vendas esteve em torno de 260% desde 2009, apontando para um boom no que diz respeito ao consumo da cultura do vinil em âmbito nacional e mundial.

Michel Fremer, editor da Analog Planet, e editor sênior da revista Stereophile, faz uma pesquisa anual diretametne nas fabricas de discos para ter um numero realista. Em 2013, o total de discos fabricados no mundo superou a marca de 33 milhões de unidades. Ele acredita que em 2016 essa marca vai ultrapassar os 70 milhões.

Fundada em 1999, a brasileira Polysom - única fábrica de vinis ainda em atividade na América Latina - chegou a fechar suas portas em 2007. Dois anos depois, a gravadora Deckdisc, embalada pelo volumoso crescimento na venda de vinis nos Estados Unidos e na Europa e, ainda por cima, impossibilitada de produzir seus próprios títulos no Brasil, adquiriu o maquinário da antiga fábrica e a reativou. Isso possibilitou o que eu chamo de prova de amor ao vinil e à sua cultura.

De lá pra cá, a produção só cresceu, inclusive o número de artistas que gravam em vinil. João Augusto, consultor da Polysom, estima um recente incremento mundial de no mínimo 50% ao ano, e que o Brasil em 2016, deverá acompanhar ou mesmo superar esse patamar em relação à 2014/15.

"A Polysom vendeu mais de 100 mil vinis em 2014, o que equivale a um crescimento de 63% em relação à 2013, e em 2015 o crescimento foi de 80% em relação à 2014".

Outra pesquisa realizada pela Recording Industry Association Of America (RIAA) concluiu que as vendas de vinil no primeiro semestre deste ano renderam mais do que YouTube, a versão gratuita do Spotify e VEVO juntos.

Foram US$ 222 milhões em vendas de discos contra US$ 163 milhões arrecadados nos outros meios, de acordo com as informações da associação. Segundo ela, as vendas de LPs nos Estados Unidos entre janeiro e março deste ano foram 53% maiores do que no mesmo período do ano passado. Lançamentos atuais no formato também apresentaram um bom desempenho, com aumento de 37% no primeiro trimestre, em comparação a 2014.

É muito gratificante acompanhar o crescimento de novos adeptos da cultura do vinil, é gratificante ver que o vinil está em uma lugar onde nunca deveria ter saído. Tudo o que é bom de se ouvir, está em vinil e levando em consideração todas essas pesquisas e dados, é visível e comprovado que o gosto por se ouvir música na vitrola foi, é e está sendo abastecido frequentemente e vive um momento delicioso e muito propenso a novos colecionadores e apaixonados.

Obrigada 2015. E para finalizar vamos colocar a vitrola pra funcionar com um grande clássico!


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