A Revolução de 1969

Embora tenha surgido nos anos 50, foi somente na década seguinte que o rock and roll ganhou forma. Em 1969, por exemplo, foram lançados inúmeros álbuns fundamentais para o desenvolvimento do gênero musical e suas subdivisões.


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Para o fã de rock and roll, as décadas de 60 e 70 representam o período clássico do gênero. E foi justamente no ano de transição de uma década para a outra, 1969, que foi lançada uma quantidade impressionante de álbuns clássicos, indispensáveis na coleção de qualquer amante de boa música. Muitos dos discos que surgiram neste ano são bastante inovadores, e abrangem os diversos subgêneros desse tal de rock and roll.

Beatles – Abbey Road

Começando pelo clássico dos clássicos. Depois que os Beatles lançaram o Sgt. Pepper Lonely Hearts Club Band, em 1967, parecia que eles jamais se superariam. Dois anos depois, no entanto, o baixo de Paul McCartney abria um dos discos mais famosos da história. Come Together é apenas uma das imortais canções que o álbum trazia. Destaque para Something, de autoria de George Harrison, uma das mais belas canções de amor da história.

Led Zeppelin – I

Enquanto os Beatles estavam prestes a chegar ao fim, uma banda à altura surgia. Também vindo da Inglaterra, o Led Zeppelin já chegou com um dos melhores álbuns de estreia que já existiu, trazendo uma combinação de blues, rock and roll e alguns momentos de psicodelia.

Led Zeppelin – II

No mesmo ano, a banda lançou o segundo álbum, tão genial quanto o anterior e os dois seguintes. O disco era menos levado pelo blues, mas a guitarra de Jimmy Page, a voz inconfundível de Robert Plant, a rápida bateria de John Bonham e a maestria de John Paul Jones continuavam impecáveis.

Yes – Yes

Quem também estreou – e muito bem – em 1969 foi o Yes. A banda trouxe um rock progressivo legítimo, bem diferente do hit Owner of a Lonely Heart que a banda lançaria em 1983. Aquele sim era o Yes, em um dos melhores trabalhos de sua carreira.

Blind Faith – Blind Faith

É impressionante a qualidade musical daquilo em que Eric Clapton está envolvido. Desde o primeiro trabalho do Cream aos shows mais recentes, o guitarrista inglês domina – no melhor sentido da palavra – os fãs de boa música. Com o Blind Faith não foi diferente. A banda lançou apenas um disco, mas o eternizou como um clássico imortal.

Pink Floyd – Ummagumma

Com um álbum duplo, formado por um disco gravado ao vivo e outro em estúdio, o Pink Floyd comprovou que era uma banda realmente cheia de diferenciais. Os longos instrumentais têm notas perfeitamente encaixadas. Até mesmo o silêncio aparece nos momentos certos, tanto ao vivo quanto em estúdio, hipnotizando o ouvinte.

Pink Floyd – More

Na mesma linha, o Pink Floyd produziu a trilha sonora para o filme More. A obra mantém a qualidade que a banda havia apresentando desde o primeiro disco, lançado em 1967. Novamente o quarteto traz belas peças instrumentais e vocais que parecem sair com tanta facilidade quanto uma conversa informal.

The Who – Tommy

Também foi em 1969 que o The Who lançou o audacioso projeto Tommy, uma ópera-rock lançada em disco duplo. A obra é bem diferente de tudo que a banda havia apresentado até então. São arranjos mais sofisticados, mas sem deixar de lado a energia e agressividade do grupo.

Strawberry Alarm Clock – Good Morning Starshine

A discografia do Strawberry Alarm Clock é bem pequena, mas muito interessante. No disco Good Morning Starshine a banda se mostra mais madura, mas não deixa a psicodelia de lado. Destaque para os excelentes solos de guitarra, feitos por Ed King, que mais tarde se tornaria membro da Lynyrd Skynyrd.

King Crimson - In the Court of the Crimson King

Sem dúvida o In the Court of the Crimson King é um dos discos mais sofisticados da fase clássica do rock and roll. O álbum é um ícone do rock progressivo, mas é recheado de influências de jazz e até música clássica. Indicado para fãs mais exigentes.

Allman Brothers Band – The Allman Brothers Band

Se você gosta de Allman Brothers Band sabe que esse disco é indispensável. Se não gosta, é bom saber que ao menos esse disco da banda não deve faltar em sua coleção. Este foi o trabalho do sexteto americano e é um misto de rock and roll, country e blues, com ótimas guitarras. Simplesmente clássico.

The Band – The Band

O quinteto canadense The Band, especialmente no início da carreira, tinha um som bastante elaborado e, ao mesmo tempo, experimental. Com seu primeiro disco, lançado em 68, a banda – literalmente falando – alcançou um ótimo resultado, especialmente por ter Bob Dylan como parceiro praticamente em todo o trabalho. No segundo álbum, o quinteto conseguiu se superar, apresentando uma levada meio folk e meio country.

Grateful Dead – Live/Dead

Não é à toa que o Live/Dead, do Grateful Dead, sempre é apontado, ao lado do Live at Leeds, do The Who, como o maior álbum ao vivo da história. A banda conseguia melhorar ainda mais as suas músicas, que já eram boas. Em uma época em que a psicodelia e os hippies estavam no auge, o álbum caiu como uma luva, ou melhor, como um LSD.

Velvet Underground – Velvet Underground

Embora não considere este como um álbum tão bom quando o de estreia, o terceiro disco do Velvet Underground foi um dos destaques do ano. Lou Reed estava mais à vontade do que nunca e pôde mostrar que a banda, agora liderada por ele, não era só mais um dos tantos grupos que surgiram nos anos 60.


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