Os malucos tão adorados

Personagens com distúrbios mentais são profundamente envolventes, mesmo quando diabólicos


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Podem ser gênios, grandes artistas, psicopatas, cômicos, lunáticos e, muitas vezes, uma mistura de tudo isso. Podem ter problemas psicológicos comprovados, podem ser desajustados ou podem apenas estar atravessando uma fase ruim, mas o fato é que os personagens loucos são profundamente interessantes.

E o melhor é que eles estão por todas as partes. Dos clássicos da literatura às séries de TV, sem dúvida as histórias não seriam tão complexas e interessantes se não fossem por eles.

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Nas telonas, muitas vezes em adaptações de livros, eles sempre estão por perto. Personagens como Smeagol (O Senhor dos Anéis), Jack (O Iluminado), Alex (Laranja Mecânica), Norman (Psicose), Coringa (Batman), Hannibal Lecter (Hannibal) e Mort (A Janela Secreta) são obscuramente sedutores.

Suas mentes são perturbadas, mas ainda assim eles parecem brilhantes, mesmo que muitas vezes para um lado sombrio e negativo. E a cada frase, cada olhar para o vazio e cada sorriso diabólico eles parecem conquistar ainda mais fãs.

Alex.jpg Poderia ser um texto sobre vilões, afinal, eles também têm uma legião de fãs fiéis e muitas vezes têm um pouco de loucura. Mas nem sempre é assim. Às vezes o que há é uma ideologia que se opõe à outra. Já no caso dos loucos, é uma realidade que se opõe à outra. É algo muito mais complexo e envolvente.

Tão envolvente que Hollywood notou que a temática é rentável. A cada ano surgem inúmeros filmes sobre a loucura, ou ao menos com um personagem – seja ele principal ou coadjuvante – com distúrbios mentais. E, felizmente, o tema parece ter rompido barreiras. Não é necessário ser um filme tenso para existir algum louco. Não é preciso que ele seja um vilão, e um dos maiores exemplos é Procurando Nemo, em que a peixinha Dori diverte a todos com a sua maluquice.

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Documentários também passaram a abordar a loucura, e no Brasil há um grande exemplo disso: o premiado Estamira, que retrata o cotidiano de uma catadora de lixo com problemas psiquiátricos. Ela fala sozinha, diz ouvir vozes, ri, chora, fica nervosa e tem posicionamentos críticos sobre muitos assuntos, sobretudo, a religião. É uma louca, mas uma louca brilhante como quase todos eles.

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version 1/s/cinema// //Bruno Inácio