Sexo é prosa, sexo é poesia

Assunto permanece presente na literatura, servindo como matéria-prima para escritores dos mais diversos gêneros


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Assim como o amor e o sofrimento, o sexo é uma importante matéria-prima para a literatura no mundo todo. Desde o antigo Kama Sutra ao recente fenômeno 50 Tons de Cinza, passando pelas obras do pervertido Marquês de Sade, o sexo permanece como uma temática sempre presente nos ótimos e nos péssimos livros.

Charles Bukowski, Mario Vargas Llosa e Vladimir Nabokov são somente mais alguns dos grandes nomes da literatura que se dedicaram bastante ao tema. Autores escrevem sobre sexo porque sabem que é algo que mexe com o leitor. A maior parte das pessoas se interessa pelo assunto e se identifica, talvez por uma transa ou uma fantasia, com o que é narrado.

E a diversidade no momento de abordar o assunto é tamanha que alcança a todos, sem distinções. Há o casal que se ama e se pertence, inclusive carnalmente; há os que veem o sexo como o ato sublime do amor; há os que enxergam como o encontro de duas almas; há os que sempre estão em busca de uma experiência diferente; há os que sempre procuram novos parceiros e há os que enxergam como um momento em que apenas o prazer importa.

Ignácio de Loyola Brandão, em seu polêmico conto Obscenidades de uma Dona de Casa, mostrou o quanto a mente é imaginativa em relação ao sexo. Caio Fernando Abreu provou que pode haver muito lirismo durante o encontro de dois corpos que buscam o prazer. Luis Fernando Verissimo levantou a possibilidade de o sexo ser divertido, talvez até mesmo engraçado.

Ainda existem, no Brasil, dois poetas, Carlos Drummond de Andrade e Martha Medeiros, que souberam, cada qual em seu tempo, escrever muito bem sobre o sexo.

Os versos dos dois são bastante abrangentes, demonstrando a paixão, o desejo, o tesão, o amor, o encanto, a fascinação, o mistério, a loucura e a sanidade do sexo. Mostraram que ele combina tão bem com a poesia quanto com a prosa. E isso o tornou um elemento ainda mais forte no mundo literário.


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