Um passeio pelas canções de amor dos Beatles

Mulheres e até sua cachorra serviram como inspiração para Paul McCartney compor algumas das mais belas músicas do quarteto de Liverpool


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Da época em que usavam terninhos até o último show, no terraço do prédio da gravadora Apple, os Beatles mantiveram o amor como uma das principais temáticas de suas canções. A escolha parece óbvia, já que é um tema universal e que pode ser sentido e vivenciado de muitas formas: da paquera em “I’m happy just to dance with you” ao amor maduro em “Something”; da incerteza de “If I Feel” à melancolia de “I Will”.

Em meio a tantas canções de amor, fica difícil escolher qual é a melhor. Isso, aliás, não depende apenas da opinião pessoal de cada um, mas também do momento que a pessoa atravessa. Para o garoto perdidamente apaixonado, é “And I love her”; para quem está com o coração partido, é “Yesterday”; para quem sente saudade, é “All my loving”.

Em meio a tantas discussões e desavenças que tiveram ao longo da vida, John Lennon e Paul McCartney concordam (ao menos nisso!) que “Here, there and everywhere” está entre as melhores do quarteto de Liverpool.

Embora a canção seja atribuída à dupla, foi apenas McCartney que a compôs. A fez à beira da piscina da casa de John Lennon, usando somente seu violão. Naquele momento, os dois deveriam estar compondo juntos, mas Lennon estava dormindo.

Por trás de uma bela canção de amor há sempre um motivo inspirador. Algo que justifica sorrisos, que lhe tira o sono e lhe faz escrever poemas, mesmo que nunca tenha feito isso antes. Para Paul, naquela época, o motivo era a namorada Jane Asher. Também foi para ela que McCartney escreveu, entre outras, “Honey Pie”.

O romance não deu certo, mas Jane Asher não foi a única a inspirar músicas de Paul McCartney. Ele também fez belas canções para a ex-esposa Linda Eastman, tanto enquanto estava nos Beatles quanto depois do fim da banda; para Heather Mills, com quem também se casou; e para Nancy Shevell, sua atual esposa.

Até mesmo a sua sheepdog, Martha, recebeu uma canção em sua homenagem: “Martha my dear”. Assim o baixista foi mais um a comprovar que boas produções no campo artístico geralmente vêm acompanhadas de amor ou por uma dor causada justamente pela sua ausência.

Por ter falado sobre amor de tantas maneiras possíveis, o final de Abbey Road, último disco gravado pelos Beatles, mas não o último a ser lançado, não poderia deixar uma mensagem diferente: E no final, o amor que você recebe é igual ao amor que você faz.


version 2/s/musica// @destaque, @hplounge, @obvious, @obvioushp //Bruno Inácio